2 de julho de 2026
[EU ASSISTI] ACONTECEU NAQUELA NOITE (1934)



Oi, pessoal! Samu aqui, e hoje venho comentar sobre esse filme sensacional que ganhou o Oscar de 1935. Aconteceu Naquela Noite me fez dar altas risadas com as loucuras que vão acontecendo. Sabe aquele tipo de história cujo início acontece tudo bem plausível e, na medida em que as coisas desenrolam, vai tomando um rumo cada vez mais absurdo? Então... é esse filme inteiro!


Bem, os protagonistas são o jornalista Peter Warne, interpretado pelo Clark Gable bafo de cebola, e a socialite Ellie Andrews, personagem da Claudette Colbert. Sendo assim,  Peter está a procura de um furo de notícia, e o encontra ao descobrir que Ellie, a filha de um ricaço da alta sociedade, fugiu do pai para se encontrar com o noivo, um almofadinhas chamado King Westley. Detalhe que o pai dela não aceita de jeito nenhum esse relacionamento dos dois, por isso a fuga.


A Ellie é 1000% doidona, então ela decide pegar um busão fretado para atravessar o estado até os braços do quimbimbe dela. (Só um adendo: quimbimbe pode significar "namorado, crush, peguete, ficante, emoção, PA" ou qualquer outra palavra do gênero. Mais detalhes você encontra no livro Novíssimo Dicionário de Palavras Inventadas pela Mãe da Andréa).




O ponto é que Peter também está no busão que a Ellie tomou, sendo assim, eles acabam se conhecendo. Os primeiros contatos entre eles são bem cômicos: como eu disso, ela é uma doida, e ele também não fica atrás. É aquela típica trope enemies-to-lovers, em que a dupla se estapeia até umas horas, mas no fim acabam se apaixonando. Mesmo assim, Peter promete ajudar Ellie a chegar na casa do noivo.


Contudo, de certa forma a Ellie é uma fugitiva e o pai dela coloca vários capangas atrás da menina. E a situação se agrava quando um dos passageiros reconhece Ellie como sendo a socialite desaparecida, comprometendo assim a road trip que eles estavam realizando. Daí pra frente as maluquices do filme vão escalando bem rápido e o final é muito engraçado!


Enfim, Aconteceu Naquela Noite tem muitas cenas icônicas. Apesar de ser um filme velhão, vale muito a pena assistir ainda hoje. Pra mim, faz todo o sentido ele ter ganhado todos os Oscars que recebeu.




30 de junho de 2026
[ANIMA] MY LOVE STORY WITH YAMADA-KUN AT LV 999



Os animes shoujo sempre tiveram um lugar especial no meu coração, principalmente, quando eu era adolescente, público-alvo desse tipo de história. Hoje, adulta, com mais de 30 anos, não sou mais tão fã do gênero, contudo, ultimamente, tenho assistido algumas boas histórias, apesar de clichês, e MY LOVE STORY WITH YAMADA-KUN AT LV 999 se encaixa perfeitamente nessa categoria e foi uma grata surpresa. 

Ao longo de apenas 12 episódios, (para a tristeza de muitos, incluindo a mim) acompanhamos um recorte da vida de Akane Kinoshita, uma jovem universitária de 20 anos que saiu de sua cidade no interior para morar sozinha em Tóquio por causa dos estudos. Lá, na cidade grande, ela começa um namoro, porém, já nos primeiros dois minutos do primeiro episódio, o rapaz termina com ela alegando estar apaixonado por uma outra garota que conheceu em um jogo que ambos, ele e Akane, começaram a jogar juntos. A garota fica arrasada com isso e decide voltar sua atenção ao joguinho, numa tentativa de reencontrar o ex. Entretanto, ela começa a gostar do jogo e faz amigos por lá e é assim que MY LOVE STORY WITH YAMADA-KUN AT LV999 começa. 

Akane faz parte de uma guilda com pessoas muito queridas e fofas e acaba fazendo amizade com todas elas, em especial, com Akito Yamada, um jovem estudante do Ensino Médio, de 17 anos, e jogador profissional. Eles se conhecem pessoalmente de forma bem aleatória em um evento do jogo, no qual Akane foi só para ver se encontrava o ex, mas a partir desse evento, ela e Akito passam a ter uma certa amizade, visto que a moça dorme na casa dele por estar bêbada demais para voltar a sua própria. Mesmo sendo bem introvertido e anti social, Yamada vai aos poucos sendo vencido pelo jeito fofo, carismático e gentil de Akane, enquanto ela acha o jeito dele bem difícil de entender. 

MY LOVE STORY WITH YAMADA-KUN AT LV999 foi uma grata surpresa porque, a construção da relação de Akane e Yamada é muito bonita, além disso, as amizades que a protagonista faz no jogo são muito fofas e sinceras, só que a série também traz algumas críticas aos perigos de conhecer pessoas pela internet, o que achei plausível e muito importante, mesmo sendo feito de forma superficial. Recomendo muito esse anime para todos os fãs de shoujo, mas sem aquelas pataquadas de bullying bizarras e relacionamentos abusivos e tóxicos. 


23 de junho de 2026
LÍRIO AZUL, AZUL LÍRIO, de Maggie Stiefvater




Pois bem, não me aguentei e engatei a leitura de Lírio Azul, Azul Lírio, terceiro volume da Saga dos Garotos Corvos, mas, dessa vez, a leitura não foi assim não deslumbrante e o brilho da escrita de Maggie Stiefvater se esvaiu aos poucos para mim… 

Lírio Azul, Azul Lírio começa exatamente um mês após o desaparecimento de Maura Sargent, a mãe de Blue. A garota está muito, mas muito brava com a mãe, além de muito preocupada também. Os sentimentos se misturam e entrelaçam e a estão fazendo enlouquecer! Em contrapartida, os garotos corvos também estão todos muito preocupados com a mãe dela e cada dia mais desesperados por encontrar Glendower, pois todos eles sentem que algo grande e muito ruim está pairando ao seu redor. 

Eles não estão errados. Chegam à pequena cidade de Henrietta o casal Greenmantle, formado por Colin e Piper. O primeiro era o “chefe” do Senhor Cinzento e foi ele o mandante da morte do pai de Ronan. Ele se torna professor de latim na Academia Aglionby. Piper, parece ser uma típica socialite cabeça de vento, loura e padrão, mas, minhas amigas, essa mulher é um PE-RI-GO! Obviamente, esses dois vão inaugurar um triplex de preocupação e revolta na cabeça dos nossos corvos. 

Em meio às buscas pela mãe de Blue e pelo túmulo de Glendower, o grupo se depara com uma profecia na qual existem três adormecidos, um que deve ser acordado, um que não deve ser acordado e outro que não importa se acordar ou não. É assim que eles encontram, de modo até que bem fácil, um suposto túmulo do Rei Corvo, contudo, a pessoa na tumba é a filha de mais de 600 anos do cara, que ficou lá presa e ACORDADA esse tempo todo! A jovem é uma incógnita para todos, mas não parece ser de todo má… 

Quem é má mesmo é a Piper, socorro, que pessoinha mais sem noção e insuportável! Ai, gente, li o livro todo colocando a cara da Blake Lively nessa personagem… Enfim, uma coisa que percebi lendo de forma meio que contínua a Saga dos Garotos Corvos, é que não acontece muita coisa na narrativa, sabe? A Maggie Stiefvater tem essa capacidade única de escrever um livro no qual quase nada acontece, até 70% da história, mas você continua preso à leitura porque quer saber o que vai acontecer com os personagens, o que eles estão fazendo, pensando, é bem estranho. Dessa vez, contudo, não gostei tanto dessa leitura e achei que a narrativa foi parada demais. É lógico que lerei o final, até porque quero muito saber se eles encontrarão o Glendower e se Ronan vai se declarar para o Adam… Só que não estou mais com aquela empolgação….


16 de junho de 2026
[ANIMA] Honey lemon soda




Ano passado, eu voltei com tudo a assistir animes! Sempre fui muito fã de desenhos animados e gosto muito, muito mesmo da estética japonesa, logo, zapeando pelo Crunchyroll encontrei Honey Lemon Soda e confesso que, na primeira vez que dei play, não consegui passar do segundo episódio, mas decidi assisti-lo até o final, mais como um estudo de caso mesmo e foi um entretenimento ok. 

Em Honey Lemon Soda acompanhamos a vida escolar de Uka Ishimori, uma garota de 15 anos recém formada no Ensino Fundamental II, bonita, muito inteligente e muito amada e protegida pelos pais, o único problema na vida dela foi o bullying pesado que sofreu durante anos na escola e que deixou marcas profundas em sua autoestima e autoimagem. Acostumada a ser a garotinha perfeita dos pais, Uka nunca contou a eles os abusos sofridos e estava pronta para aceitar fazer o Ensino Médio em um colégio de prestígio, mas tudo muda uma noite quando ela conhece um rapaz muito bonito, de cabelos descoloridos que a convida a estudar em uma escola mais voltada para Artes. 

Contrariando pela primeira vez as expectativas de todos, ela não faz a prova da escola de prestígio e vai para a outra, tornando-se assim colega de turma do garoto misterioso, Kai Miura. No começo, ela pensa que conseguirá passar uma borracha em tudo o que aconteceu durante sua infância e pré-adolescência, contudo, alguns bullers também estão estudando nessa mesma escola e, após anos se retraindo e sendo ignorada, Uka não sabe como fazer amigos e se impor. É nesse momento que, mais uma vez, Kai surge e dá umas sacudidas na garota. Ele a defende, mas não quer que ela se torne dependente dele, ele quer que ela use sua voz, se imponha, diga o quer, o que pensa, que faça amigos e pare de pensar só no que os outros querem e comece a pensar um pouco mais em si. Demora, porém, ao longo de 12 episódios vemos a evolução de Uka para se encontrar, entender a si mesma e começar a se impor mais, além é claro, de iniciar um romance com Kai, afinal, é um anime shoujo. 

Quando falei que continuei assistindo Honey Lemon Soda como um estudo de caso, é porque eu queria ver como seria desenvolvida a personalidade de sua protagonista e qual não foi a minha surpresa, infelizmente, quando constatei que ela não tem personalidade alguma antes de conhecer Kai! Tudo o que acontece na vida de Uka, todas as mudanças nela mesma, toda a sua evolução são ocasionadas pelo rapaz. A impressão que fica é que se ele não tivesse estendido a mão para ela naquela noite aleatória, ela nunca teria mudado e ficaria sempre sendo uma pessoa infeliz e passiva, fazendo tudo o que os pais mandavam sem nunca questionar nada. E isso, minha gente, é bem preocupante. 

Sendo bem sincera com vocês, narrativas e roteiros que têm como mote relacionamentos com dependência emocional SEMPRE me deixam desesperada e confusa. Eu não consigo entender como uma pessoa pode não ter um hobby, algo que goste de fazer, sonhos, objetivos, paixões e tudo em sua vida girar em torno de uma outra pessoa, ou mesmo, a pessoa começar a viver de fato sua vida somente quando apaixona-se por alguém. Acho isso bizarro demais, por esse motivo demorei para assistir Honey Lemon Soda. A cada episódio eu ficava mais e mais revoltada com a passividade da protagonista, pois, até mesmo quando ela começa a se impor e a lutar pelo que ela quer, não o faz por si mesma, mas pelo que espera que o garoto pense dela, e o pior: Uka além de inteligente é ótima em esportes, ela gosta de plantas, é uma ótima desenhista, é uma ótima amiga, mas isso não é desenvolvido na história, parece que não tem relevância, sabe? De novo, bizarro. 

Honey Lemon Soda é um anime com traços e cores muito bonitas, isso ninguém pode negar. O design das personagens é lindo mesmo. Contudo, me preocupa saber que adolescentes ou mesmo adultos ainda imaturos tenham contato com essa obra e não saibam interpretar toda a problemática em torno dela e acabem achando que é só mais um anime bonitinho, o que não é problema, a não ser que o ideal de relacionamento do espectador se torne o mostrado na obra, aí, minha gente, o negócio pode ficar sinistro… Enfim, se você gosta de romances colegiais, mas não tem problemas com dependência emocional, pode assistir Honey Lemon Soda em segurança, agora, se tiver, ele pode trazer muitos gatilhos.


9 de junho de 2026
[EU ASSISTI] LOUCOS UM PELO OUTRO


Há bastante tempo eu não assistia a uma série coreana na Netflix e confesso ter visto a capa de Loucos um pelo outro várias vezes, mas não lhe prestei muita atenção, quem me convenceu a assistir a essa produção foi o Samu!

Lançada em 2021 em colaboração com a Netflix, Loucos um pelo outro narra a história de Lee Min-kyung e No Hwio, dois adultos de trinta e poucos anos que precisam manter acompanhamento psicológico e o fazem na mesma clínica. 

Lee Min-kyung vai lá para tratar sua incapacidade de confiar em outras pessoas e uma mania de perseguição adquiridas após ter sido brutalmente espancada por um ex-namorado após ela decidir terminar quando descobriu que o cara era casado, além disso, ele publicou nudes dela, o que a fez perder o emprego e ficar mal vista, precisando se mudar às pressas.

Já  No Hwio é um policial e está tratando sua “personalidade violenta”, pois quase matou uma pessoa durante uma investigação. O que ninguém sabe é que ele fez isso por ter presenciado o quase assassinato de seu parceiro e sente-se muito culpado por este ainda estar em coma. Ele também perde o emprego, é abandonado pela noiva e ainda é visto com desconfiança pelos pais que o acham um fracassado. 

Loucos um pelo outro sabe dosar muito bem as cenas hilárias com momentos mais sóbrios e sombrios. O tema dos transtornos psicológicos é abordado de forma séria, mas sem ser panfletária, e o modo como a sociedade coreana é retratada é bem real e diferente do que vemos nas comédias românticas com foco em relacionamentos amorosos. 

Os protagonistas têm uma química apaixonante! É difícil explicar, mas eles parecem mesmo terem sido feitos um para o outro. Infelizmente, Loucos um pelo outro tem apenas 13 episódios, o que é uma pena, pois a história de Lee Min-kyung e No Hwio é muito interessante e eles se tornaram, para mim e para o Samu, um casal muito querido. 





4 de junho de 2026
[EU ASSISTI] CAVALGADA (1933)



Bem, aqui está mais um post da série "filmes que venceram o Oscar", dessa vez comentando sobre outro filme baseado em fatos históricos. Sendo assim, Cavalgada (1933) é um filme bastante parecido com Cimarron (1931), no sentido de que ambos se passam mais ou menos no mesmo período: entre o final do século XIX e início do século XX. Enquanto que em Cimarron a história se passa nos EUA, Cavalgada tem o foco no Reino Unido.


Dirigido por Frank Lloyd, esse filme também acompanha as desventuras de uma família bem abastada: os Marryots. Portanto, temos o pai Robert Marryot, a mãe Jane e os dois filhos Edward e Joe. Tratando-se de uma família muito rica, eles têm alguns empregados, tais como o casal Bridges.


A história dessa galera começa na noite da virada do século. Com isso, Robert está esperançoso para um novo ano cheio de prosperidade para todos. Contudo, essa virada de ano foi marcada pela Segunda Guerra dos Bôeres que já estava ocorrendo desde outubro. Num dado momento, o pai da família acaba sendo convocado e segue para a África do Sul com os outros soldados, causando grande angústia na esposa. Por sua vez, Jane se empenha em educar os filhos enquanto Robert está na guerra, e a espera se torna curta pois logo o conflito é encerrado.


O filme também aborda a morte da Rainha Vitória em 1901, o naufrágio do Titanic em 1912 e a Primeira Guerra Mundial. Neste último evento, Robert é novamente convocado ao confronto, deixando o filho Joe como "homem da casa". Porém, logo ele também recebe a convocação para se alistar. Nesse ínterim, ele reencontra uma amiga da infância, a filha dos anotigos empregados, chamada Fanny Bridges. Ambos se apaixonam, porém a guerra não será gentil para os jovens.


Enfim, é difícil falar sobre os protagonistas desse filme, porque o filme em si não é tão focado em personagem, mas sim na passagem do tempo e acontecimentos históricos. Em todo caso, vale muito a pena assistir. Ele me instigou a aprender mais sobre o início do século XX, e o final foi impactante com uma mensagem muito forte. Recomendo essa sessão pipoca!




2 de junho de 2026
[ANIMA] A SIGN OF AFFECTION



Lá estava eu doentinha no começo de 2025 e, toda vez que fico doente em casa, eu começo a maratonar alguma série ou anime, pois é só nesse estado que consigo ficar parada assistindo horas a fio. Assim, zapeando pela Crunchyroll me deparei com um anime cujo traço me fez lembrar o de outro muito querido e decidi começar a assisti-lo já, o nome da obra que capturou meu coração? A sign of affection. 

Lançado em 2024, A sign of affection é um anime baseado em uma série de mangá iniciada em 2019 e sem conclusão até hoje. Já aviso vocês de que ele conta com apenas 12 episódios, o que é bom, já que dá para maratonar, mas ruim, pois você fica com aquele gostinho de quero mais, já que a história é muito bonitinha e o traço, como disse antes, é muito lindo!  

Mas vamos à história: em A sign of affection, conhecemos Yuki, uma jovem universitária surda, que conhece Itsuomi, um cara que é a personificação do "espírito do andarilho”. Eles estudam na mesma faculdade e até tem uma amiga em comum, mas só se conhecem mesmo no metrô, quando Yuki é abordada por um turista perdido que não entende quando ela sinaliza ser surda, nesse momento, Itsuomi aparece, ajuda o cara e mostra interesse pela língua de sinais, contudo, cada um vai para um lado e Yuki fica muito, muito gamada nele. 

Na faculdade, ela conta para sua amiga, Rin, sobre o ocorrido e a mesma diz conhecer Itsuomi e saber onde ele trabalha, inclusive, ela tem uma paixonite pelo patrão do cara, logo, as duas fazem o quê? Vão atrás deles para simular um encontro “casual”. Itsuomi fica surpreso e muito feliz ao ver Yuki e eles iniciam uma amizade na qual ele começa a conhecer mais sobre ela e a cultura surda e Yuki começa a conhecer mais sobre ele e suas viagens, porque ô homem que viaja, misericórdia, que preguiça! 

Desde o primeiro capítulo de A sign of affection é visível como Yuki está apaixonada, gamada, caída, com os quatro pneus arriados pelo Itsuomi, algo que deixa as tias, como eu, um pouco preocupadas, só que ao conhecer mais sobre a vida da garota, não dá para julgar: Yuki nasceu surda e ninguém, repito, ninguém em sua família sabe língua de sinais! Eles simplesmente não viram nenhum motivo para aprender e só se comunicam com ela por texto e leitura labial, algo que, para uma pessoa surda, não é nada fácil de se aprender, tá! O único amigo que a Yuki tem que sabe língua de sinais sempre foi um babaca com ela e desconfio que ela só manteve essa amizade por ele ser a ÚNICA pessoa não surda ao seu redor que sabia língua de sinais, por isso, quando um cara lindo e gentil demonstra interesse em aprender língua de sinais e aprender sobre a cultura surda, é meio óbvio que ela ia gamar né? 

Itsuomi, no entanto, já é um pouco mais contrito. No começo, temos a mesma dúvida da protagonista, visto que ele sabe pelo menos 3 línguas fluentemente e já está estudando outras 3, é fácil interpretar seu interesse pela  língua de sinais como algo puramente acadêmico, mas a cada novo episódio, percebemos como ele também quer estar com a Yuki o tempo todo, como tudo o que ela faz também o fascina e talvez por ser um cara mais viajado e desapegado, ele não demonstre essa fascinação de forma tão óbvia quanto ela. 

Confesso que até os 3 últimos episódios eu estava esperando ver alguma red flag em Itsuomi, porém, o único que realmente me irritou foi o melhor amigo de infância da Yuki, Oshi. Que carinha mais chato, gente! Ele se apaixonou pela menina quando eles  eram crianças, aprendeu língua de sinais por causa disso e acha que pode controlar a vida da garota, não quer que ela tenha contato com outras pessoas, inclusive, pasmem, ele diz com todas as letras que a faculdade NÃO É LUGAR PARA ELA! Vocês estão passades? Pois eu também fiquei! Considerando, contudo, o histórico familiar da Yuki, ela mantém essa “amizade” bizarra mesmo se incomodando com as atitudes de Oshi. 

Gostei muito de A sign of affection e fiquei bem decepcionada ao constatar ter caído no golpe do anime de 12 episódios que não tem renovação! hahahaha agora é procurar pelos mangás, pois quero continuar acompanhando a história de Yuki e Itsuomi. E você? Já conhecia A sign of affection? Ficou com vontade de assistir esse anime?