… ou quando um plot interessante não tem um enredo à altura…
Vampiros é uma minissérie francesa que estreou na Netflix em 2020, contando com apenas uma temporada composta por seis episódios e, na época, ganhou status de polêmica por dividir bastante as opiniões dos espectadores. Houve quem tenha adorado e quem tenha execrado. Por aqui, as opiniões não são extremistas…
A história de Vampiros apresenta-nos um mundo no qual o vampirismo é uma doença genética surgida no século XVI e que, aparentemente, é passada de mãe para filho, tornando essa sociedade matriarcal. Sim, os vampiros aqui podem ter filhos normalmente, pois não estão mortos. Eles ainda têm super força e agilidade, bebem sangue, queimam à luz do sol, contudo, não são exatamente imortais, eles apenas têm um envelhecimento cinco vezes mais lento do que o de humanos.
Conhecemos a sociedade dos Vampiros no momento em que Martha Radescu decide romper relações com ela, atacando seus líderes por acreditar que seu marido humano, o médico geneticista Redouane, foi assassinado por eles. Desesperada, e enraivecida, ela decide esconder-se com seus filhos e viver de forma solitária.
Dezessete anos depois, a família Radescu está literalmente em frangalhos. Martha e seus filhos Vampiros sobrevivem a base de sangue roubado do matadouro onde Rad, o mais velho, trabalha no turno da noite, enquanto Irina faz prostituição virtual para ganhar dinheiro. Os mais jovens, híbridos, Andrea e Doïna não estão em melhor situação: eles precisam tomar um remédio desenvolvido por Redouane para manter os genes vampíricos “dormindo”, mas há vários efeitos colaterais o que torna a vida da adolescente Doïna, um verdadeiro inferno.
A fim de sair dessa situação horrível, Irina entra em contato com a comunidade, deixando sua mãe muito brava e despertando o interesse dos Vampiros em seus filhos meio humanos. Enquanto isso, Doïna deixa de tomar sua medicação e passa a desenvolver poderes vampíricos, o que chama muito a atenção de Stanislas, filho de Csilla, a grande inimiga de Martha.
O problema de Vampiros é a falta de organização do enredo, que não deixa claras as informações importantes, focando apenas nos velhos clichês que tanto caracterizaram essas criaturas nos anos ‘90 e início dos ‘00, ou seja, o romance. A construção das personagens também deixa muito a desejar, isso porque suas atitudes são muito BURRAS, principalmente, as de Andrea, que quase morre pelo menos umas duas vezes, por pura burrice. A estética de Vampiros também não é agradável… É tudo bem nojento e degradante, porém isso é condizente com a situação das personagens, o que, para mim, tornou-se um ponto positivo na narrativa.
De modo geral, a ideia de Vampiros é muito boa e até original, infelizmente, sua execução é que não foi bem feita… Talvez se houvesse mais capítulos desenvolvendo o enredo, ao invés de focar tanto em Doïna e seu interesse amoroso em um colega de escola, a empreitada seria mais satisfatória.












