Gente, de verdade, esse é um dos melhores filmes que já assisti! Tem aventura, tem ação, tem intriga, tem romance, reflexões sobre a existência humana, tragédia, glamour! Eu adorei! Sendo assim, hoje vou comentar um tiquinho sobre Grande Hotel (1932), dirigido por Edmund Goulding🐟.
Como o próprio título já diz, o filme se passa inteiro nas dependências desse suntuoso estabelecimento chamado Grande Hotel. Nele, muitas pessoas da alta sociedade de diversos países vêm para se hospedar, seja por questões de férias, ou para resolver algum negócio na cidade, ou qualquer outro motivo aleatório. O ponto é que Grande Hotel significa luxo e luxo significa Grande Hotel.
O que as pessoas fazem no Grande Hotel? Comer, dormir, andar por aí, flertar, dançar um pouco. Cem portas que conduzem a um corredor. Ninguém sabe nada sobre quem está ao lado. E quando você sai, alguém irá ocupar o seu quarto, a sua cama. É o fim.
O filme nos apresenta uma série de personagens, cada um com seus próprios objetivos. E, na medida em que a(s) história(s) avança(m), as relações entre eles vão se estabelecendo. Sendo assim, temos o Barão Felix von Gaigern, um homem bem apessoado e galante. Apesar de se mostrar um gentleman, ele está falido e precisa arranjar dinheiro de qualquer jeito para quitar sua dívida com um grupo de criminosos. Para isso, o Barão se hospeda no hotel a fim de aplicar golpes nos ricaços.
Além dele, também temos a famosa e totalmente maluquinha bailarina Grusinskaya, interpretada pela Greta Garbo. Cheia de manias, ela está no Grande Hotel para uma apresentação no teatro. Então, enquanto ela está fora realizando o espetáculo, o Barão von Gaigern invade da bailarina para roubar suas joias. Mas ele não esperava que ela retornaria mais cedo, e ambos acabam se encontrando e - acredite se quiser - se apaixonando um pelo outro. E daí pra frente, o Barão terá de pensar em alguma outra maneira de levantar o dinheiro, pois seu tempo está acabando.
Outro personagem que eu gostei muito, e creio que ele seja meu favorito, é o Sr. Otto Kringelein. Em suma, ele é um proletário muito gente boa que trabalhou por muitos anos em uma compania, um trabalho insalubre que lhe custou a saúde. Na última semana, o médico avaliou a condição física do pobre Kringelein e alegou que ele está com uma doença grave em estágio terminal, de modo que o velho proletário disporia de apenas mais alguns dias de vida.
Sendo assim, Kringelein decide usar todas as suas economias para passar seus últimos dias luxando aproveitando todo o glamour no Grande Hotel (eu acho que faria o mesmo, se estivesse na situação dele😅). Com isso, eventualmente o homem acaba fazendo amizade com o Barão von Gaigern, que aos poucos passa a entender a situação do coitado e se compadece dele, ajudando-o em uma treta desavença que o Kringelein vai se envolver ao encontrar com Preysing, o diretor da compania a que ele trabalhava.
Um fato engraçado que eu descobri depois foi que os atores que fazem o Barão (John Barrymore) e o Kringelein (Leon Barrymore) eram irmãos na vida real. Daí eu achei muito legal que na história os personagens deles viram meio que parceiros e grandes amigos.
Enfim, o filme termina de uma forma que me surpreendeu muito! Juro, foi muito impactante com um assassinato inusitado! E a mensagem final da história é sobre a efemeridade da vida (pelo menos, foi o que eu interpretei daquele desfecho). Portanto, eu recomendo demais o Grande Hotel, se você tiver a oportunidade de vê-lo.
(Obs: esqueci de dizer que esse filme também tem a Joan Crawford no elenco, mas, apesar de ela interpretar uma personagem que eu também adorei, senti que o papel dela acabou sendo quase que desnecessário. Sabe aquele personagem que tá lá só por estar e não faz diferença? Então, achei isso do personagem dela, mas enfim, o filme é memorável!)
















