Você aí, millennial, lembra quando a gente era criança e assistia filmes na televisão como Abracadabra, Halloweentown, Jovens Bruxas ou séries como Os feiticeiros de Waverly Place ou As visões da Raven? Pois é, eu não esperava, mas Agatha desde sempre, uma série do Universo Marvel, tem essa pegada e, mais incrível ainda, eu gostei!
A última produção da Marvel que assisti, antes de Agatha desde sempre, foi Eternos, e eu detestei. Eita, filme chato da gota! Por isso não dei atenção a nenhum outro trabalho do estúdio, passei batido por Loki e WandaVision, apesar de saber que muito provavelmente gostaria dessas obras, só que não estava com tempo para me arriscar.
Como dito acima, Agatha desde sempre tem muito essa atmosfera de obra televisiva do começo dos Anos 2000, chegando a ser até bastante cartunesca e exagerada em alguns vários pontos, credito isso ao fato de que, ao meu ver, todo mundo na produção estava se divertindo muito com esse trabalho! É visível o quando a atriz que interpreta a personagem-título, Kathryn Hahn se diverte com esse papel e os demais membros do elenco não ficam atrás. As atuações são canastronas? São. Mas tem a Patti LuPone, gente! Como não gostar?
Agatha desde sempre começa algum tempo depois do final de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, pois, Wanda Maximoff é tida como morta e descobrimos (no caso eu né, porque quem viu WandaVision já sabia) que ela amaldiçoou a infame bruxa matadora de bruxas, Agatha Harkness, a viver em uma realidade alternativa dentro de sua cabeça, sem nunca se dar conta disso. A nossa anti-heroína é salva, porém, por um garoto, interpretado pelo querido Joe Locke (o Charlie de Heartstopper) que é um jovem bruxo, sedento por poder e vai ao encontro dela porque quer encontrar O caminho das bruxas e ele sabe que ela foi a única a completar os desafios e sair de lá com vida.
No começo, Agatha não quer ajudá-lo, porém, ela fica intrigada com o fato de o garoto ter um sigilo que impede qualquer bruxa de saber seu nome e origem, logo, ela lhe diz precisar de um coven e lá vão eles atrás de outras bruxas. O coven é formado, entretanto, durante o ritual, o qual nos apresenta a icônica música The ballad of the witches’ road, sete bruxas de Salém, descendentes das originais que, nesse multiverso, foram mortas pela Agatha, a encontram e querem vingança. O portal para o caminho se abre e todas entram, sem pensar muito, para se salvar da ameaça.
Dentro do caminho, que é muito bonito e completamente construído com efeitos práticos, tudo lá está ali de verdade, zero CGI, as bruxas e o garoto devem passar por algumas provas de aptidão de suas práticas mágicas, até chegar ao final do caminho onde receberão aquilo que mais querem.
Eu, como fã da Feiticeira Escarlate, já sabia mais ou menos onde esse Caminho das Bruxas ia dar e como ele surgiu, mas ver isso em tela foi mágico! Agatha desde sempre tem uma carinha de produção de baixo-orçamento dos anos 2000 e as atrizes estão bem overacting, mas não sei, a série me cativou e por mais vergonha alheia que eu sentisse com as caretas e gargalhadas de Kathryn Hahn, eu adorei a experiência de assistir a essa produção e me diverti muito durante os dois dias que levei para vê-la, afinal, são apenas 9 episódios e alguns deles têm duração de sitcom.
Enfim, Agatha desde sempre é uma série bonita, com uma vibe Abracadabra e Jovens Bruxas que me deixou nostálgica e me fez passar pano para várias coisas que achei cringe, mas dane-se, a produção é boa, é bem feita, a história é divertida e te prende do início ao fim, The ballad of the witches’ road é um hino divônico e eu espero que tenha uma segunda temporada, ou uma série específica do garoto, pois, ele promete, só digo isso.








