4 de junho de 2026
[EU ASSISTI] CAVALGADA (1933)



Bem, aqui está mais um post da série "filmes que venceram o Oscar", dessa vez comentando sobre outro filme baseado em fatos históricos. Sendo assim, Cavalgada (1933) é um filme bastante parecido com Cimarron (1931), no sentido de que ambos se passam mais ou menos no mesmo período: entre o final do século XIX e início do século XX. Enquanto que em Cimarron a história se passa nos EUA, Cavalgada tem o foco no Reino Unido.


Dirigido por Frank Lloyd, esse filme também acompanha as desventuras de uma família bem abastada: os Marryots. Portanto, temos o pai Robert Marryot, a mãe Jane e os dois filhos Edward e Joe. Tratando-se de uma família muito rica, eles têm alguns empregados, tais como o casal Bridges.


A história dessa galera começa na noite da virada do século. Com isso, Robert está esperançoso para um novo ano cheio de prosperidade para todos. Contudo, essa virada de ano foi marcada pela Segunda Guerra dos Bôeres que já estava ocorrendo desde outubro. Num dado momento, o pai da família acaba sendo convocado e segue para a África do Sul com os outros soldados, causando grande angústia na esposa. Por sua vez, Jane se empenha em educar os filhos enquanto Robert está na guerra, e a espera se torna curta pois logo o conflito é encerrado.


O filme também aborda a morte da Rainha Vitória em 1901, o naufrágio do Titanic em 1912 e a Primeira Guerra Mundial. Neste último evento, Robert é novamente convocado ao confronto, deixando o filho Joe como "homem da casa". Porém, logo ele também recebe a convocação para se alistar. Nesse ínterim, ele reencontra uma amiga da infância, a filha dos anotigos empregados, chamada Fanny Bridges. Ambos se apaixonam, porém a guerra não será gentil para os jovens.


Enfim, é difícil falar sobre os protagonistas desse filme, porque o filme em si não é tão focado em personagem, mas sim na passagem do tempo e acontecimentos históricos. Em todo caso, vale muito a pena assistir. Ele me instigou a aprender mais sobre o início do século XX, e o final foi impactante com uma mensagem muito forte. Recomendo essa sessão pipoca!




2 de junho de 2026
[ANIMA] A SIGN OF AFFECTION



Lá estava eu doentinha no começo de 2025 e, toda vez que fico doente em casa, eu começo a maratonar alguma série ou anime, pois é só nesse estado que consigo ficar parada assistindo horas a fio. Assim, zapeando pela Crunchyroll me deparei com um anime cujo traço me fez lembrar o de outro muito querido e decidi começar a assisti-lo já, o nome da obra que capturou meu coração? A sign of affection. 

Lançado em 2024, A sign of affection é um anime baseado em uma série de mangá iniciada em 2019 e sem conclusão até hoje. Já aviso vocês de que ele conta com apenas 12 episódios, o que é bom, já que dá para maratonar, mas ruim, pois você fica com aquele gostinho de quero mais, já que a história é muito bonitinha e o traço, como disse antes, é muito lindo!  

Mas vamos à história: em A sign of affection, conhecemos Yuki, uma jovem universitária surda, que conhece Itsuomi, um cara que é a personificação do "espírito do andarilho”. Eles estudam na mesma faculdade e até tem uma amiga em comum, mas só se conhecem mesmo no metrô, quando Yuki é abordada por um turista perdido que não entende quando ela sinaliza ser surda, nesse momento, Itsuomi aparece, ajuda o cara e mostra interesse pela língua de sinais, contudo, cada um vai para um lado e Yuki fica muito, muito gamada nele. 

Na faculdade, ela conta para sua amiga, Rin, sobre o ocorrido e a mesma diz conhecer Itsuomi e saber onde ele trabalha, inclusive, ela tem uma paixonite pelo patrão do cara, logo, as duas fazem o quê? Vão atrás deles para simular um encontro “casual”. Itsuomi fica surpreso e muito feliz ao ver Yuki e eles iniciam uma amizade na qual ele começa a conhecer mais sobre ela e a cultura surda e Yuki começa a conhecer mais sobre ele e suas viagens, porque ô homem que viaja, misericórdia, que preguiça! 

Desde o primeiro capítulo de A sign of affection é visível como Yuki está apaixonada, gamada, caída, com os quatro pneus arriados pelo Itsuomi, algo que deixa as tias, como eu, um pouco preocupadas, só que ao conhecer mais sobre a vida da garota, não dá para julgar: Yuki nasceu surda e ninguém, repito, ninguém em sua família sabe língua de sinais! Eles simplesmente não viram nenhum motivo para aprender e só se comunicam com ela por texto e leitura labial, algo que, para uma pessoa surda, não é nada fácil de se aprender, tá! O único amigo que a Yuki tem que sabe língua de sinais sempre foi um babaca com ela e desconfio que ela só manteve essa amizade por ele ser a ÚNICA pessoa não surda ao seu redor que sabia língua de sinais, por isso, quando um cara lindo e gentil demonstra interesse em aprender língua de sinais e aprender sobre a cultura surda, é meio óbvio que ela ia gamar né? 

Itsuomi, no entanto, já é um pouco mais contrito. No começo, temos a mesma dúvida da protagonista, visto que ele sabe pelo menos 3 línguas fluentemente e já está estudando outras 3, é fácil interpretar seu interesse pela  língua de sinais como algo puramente acadêmico, mas a cada novo episódio, percebemos como ele também quer estar com a Yuki o tempo todo, como tudo o que ela faz também o fascina e talvez por ser um cara mais viajado e desapegado, ele não demonstre essa fascinação de forma tão óbvia quanto ela. 

Confesso que até os 3 últimos episódios eu estava esperando ver alguma red flag em Itsuomi, porém, o único que realmente me irritou foi o melhor amigo de infância da Yuki, Oshi. Que carinha mais chato, gente! Ele se apaixonou pela menina quando eles  eram crianças, aprendeu língua de sinais por causa disso e acha que pode controlar a vida da garota, não quer que ela tenha contato com outras pessoas, inclusive, pasmem, ele diz com todas as letras que a faculdade NÃO É LUGAR PARA ELA! Vocês estão passades? Pois eu também fiquei! Considerando, contudo, o histórico familiar da Yuki, ela mantém essa “amizade” bizarra mesmo se incomodando com as atitudes de Oshi. 

Gostei muito de A sign of affection e fiquei bem decepcionada ao constatar ter caído no golpe do anime de 12 episódios que não tem renovação! hahahaha agora é procurar pelos mangás, pois quero continuar acompanhando a história de Yuki e Itsuomi. E você? Já conhecia A sign of affection? Ficou com vontade de assistir esse anime?




26 de maio de 2026
[EU ASSISTI] AGATHA DESDE SEMPRE




Você aí, millennial, lembra quando a gente era criança e assistia filmes na televisão como Abracadabra, Halloweentown, Jovens Bruxas ou séries como Os feiticeiros de Waverly Place ou As visões da Raven? Pois é, eu não esperava, mas Agatha desde sempre, uma série do Universo Marvel, tem essa pegada e, mais incrível ainda, eu gostei! 

A última produção da Marvel que assisti, antes de Agatha desde sempre, foi Eternos, e eu detestei. Eita, filme chato da gota! Por isso não dei atenção a nenhum outro trabalho do estúdio, passei batido por Loki e WandaVision, apesar de saber que muito provavelmente gostaria dessas obras, só que não estava com tempo para me arriscar.

Como dito acima, Agatha desde sempre tem muito essa atmosfera de obra televisiva do começo dos Anos 2000, chegando a ser até bastante cartunesca e exagerada em alguns vários pontos, credito isso ao fato de que, ao meu ver, todo mundo na produção estava se divertindo muito com esse trabalho! É visível o quando a atriz que interpreta a personagem-título, Kathryn Hahn se diverte com esse papel e os demais membros do elenco não ficam atrás. As atuações são canastronas? São. Mas tem a Patti LuPone, gente! Como não gostar? 

Agatha desde sempre começa algum tempo depois do final de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, pois, Wanda Maximoff é tida como morta e descobrimos (no caso eu né, porque quem viu WandaVision já sabia) que ela amaldiçoou a infame bruxa matadora de bruxas, Agatha Harkness, a viver em uma realidade alternativa dentro de sua cabeça, sem nunca se dar conta disso. A nossa anti-heroína é salva, porém, por um garoto, interpretado pelo querido Joe Locke (o Charlie de Heartstopper) que é um jovem bruxo, sedento por poder e vai ao encontro dela porque quer encontrar O caminho das bruxas e ele sabe que ela foi a única a completar os desafios e sair de lá com vida. 

No começo, Agatha não quer ajudá-lo, porém, ela fica intrigada com o fato de o garoto ter um sigilo que impede qualquer bruxa de saber seu nome e origem, logo, ela lhe diz precisar de um coven e lá vão eles atrás de outras bruxas. O coven é formado, entretanto, durante o ritual, o qual nos apresenta a icônica música The ballad of the witches’ road, sete bruxas de Salém, descendentes das originais que, nesse multiverso, foram mortas pela Agatha, a encontram e querem vingança. O portal para o caminho se abre e todas entram, sem pensar muito, para se salvar da ameaça. 

Dentro do caminho, que é muito bonito e completamente construído com efeitos práticos, tudo lá está ali de verdade, zero CGI, as bruxas e o garoto devem passar por algumas provas de aptidão de suas práticas mágicas, até chegar ao final do caminho onde receberão aquilo que mais querem. 

Eu, como fã da Feiticeira Escarlate, já sabia mais ou menos onde esse Caminho das Bruxas ia dar e como ele surgiu, mas ver isso em tela foi mágico! Agatha desde sempre tem uma carinha de produção de baixo-orçamento dos anos 2000 e as atrizes estão bem overacting, mas não sei, a série me cativou e por mais vergonha alheia que eu sentisse com as caretas e gargalhadas de Kathryn Hahn, eu adorei a experiência de assistir a essa produção e me diverti muito durante os dois dias que levei para vê-la, afinal, são apenas 9 episódios e alguns deles têm duração de sitcom. 

Enfim, Agatha desde sempre é uma série bonita, com uma vibe Abracadabra e Jovens Bruxas que me deixou nostálgica e  me fez passar pano para várias coisas que achei cringe, mas dane-se, a produção é boa, é bem feita, a história é divertida e te prende do início ao fim, The ballad of the witches’ road é um hino divônico e eu espero que tenha uma segunda temporada, ou uma série específica do garoto, pois, ele promete, só digo isso. 

19 de maio de 2026
LADRÕES DE SONHOS, de Maggie Stiefvater




Pois bem, não me aguentei e deixei todas as outras leituras de lado para dar atenção ao segundo volume da tetralogia de Maggie Stiefvater: Ladrões de sonhos. Já posso dizer que, se o volume anterior já foi cheio de aventura, esse, querides, é cheio de aventuras e de perigos também! 

Ladrões de sonhos começa alguns meses após o final do primeiro livro, ou seja, a Linha Ley foi despertada pelo sacrifício de um dos garotos e Ronan revela um segredo surpreendente: ele pode retirar coisas de seus sonhos! Inclusive, seu corvo de estimação, Motosserra, foi retirado de um deles. 

Se existiam pessoas inescrupulosas atrás de Glendower, obviamente, existem também aquelas atrás do que vão chamar de “Greywaren”, que elas não sabem o que é, mas sabem o que faz: materializa sonhos… 

Ao longo de Ladrões de sonhos, vamos nos aprofundar mais na história de vida de Ronan e entender porque ele é um cara chato para cassete e super violento. Para mim, independente de tudo o que ele passou, não justifico suas ações irracíveis e mesmo depois de saber que ele é do Vale, ainda assim, não gosto dele, como disse, o cara é chato para cassete! 

Além de desenvolvê-lo bem, Maggie Stiefvater também dará um pouco mais de atenção ao triângulo amoroso Adam-Blue-Gansey e dá um desfecho, por hora, satisfatório para eles, afinal, existem coisas muito mais importantes acontecendo e assassinos estão à espreita atrás deles. 

Como o segundo volume de uma série, Ladrões de sonhos cumpre seu papel muito bem ao introduzir um novo conceito, uma nova busca/ferramenta para os protagonistas e desenvolver um pouco mais suas relações. O final, mais uma vez, é chocante. Maggie Stiefvater faz a gente de trouxa ao jogar na nossa cara mais uma informação bombástica e você fica com a sensação de “preciso ler o próximo livro logo!” Vou tentar me segurar, já que tenho outras três leituras em andamento no momento e também quero muito concluí-las. Estou encantada por essa série e muito feliz por ter encontrado mais um YA recentemente que me entreteu e não feriu nenhum direito humano ou romantizou situações/relacionamentos abusivos. 


12 de maio de 2026
[EU ASSISTI] DARK

...e o meme da Nazaré confusa em cada episódio...



A possibilidade de voltar no tempo e tentar modificar algo no passado para influenciar o presente ou o futuro é algo bem explorado em diversas obras da cultura pop, mas nenhuma delas conseguiu fazê-lo com o nível de complexidade alcançado pela série Dark, produção alemã distribuída pela Netflix. 

No dia 21 de junho de 2019, Michael Kahnwald comete suicídio sem nenhum motivo aparente. Por causa disso, seu filho adolescente, Jonas, tem uma crise e fica internado em uma clínica psiquiátrica por alguns meses. Quando ele retorna para sua cidade, Winden, descobre que tudo está diferente e que um de seus colegas desapareceu há semanas, causando grande comoção. 

O garoto desaparecido, Éric, vendia drogas na escola e, a fim de tentar pegar o suprimento dele, o melhor amigo de Jonas, Bartosz, chama o amigo, a namorada, Martha, e o irmão dela, Magnus, para procurar essas drogas dentro da floresta à noite. 

Ao chegar lá, eles são surpreendidos por um barulho estranho vindo das cavernas de Winden, as quais são ligadas ao terreno da usina nuclear da cidade. Todos fogem, contudo, o irmão caçula de Martha e Magnus, Mikkel, que não poderia ficar sozinho em casa e foi levado pelo irmão mais velho, desaparece misteriosamente, tornando tudo ainda mais sombrio nas vidas de todos. 

Com o passar dos episódios, descobrimos que Mikkel entrou na caverna e ao atravessar para o outro lado, chegou ao ano de 1986 e ficará preso lá até crescer, casar-se com Hanna Kramer e tornar-se pai de Jonas… 

Isso mesmo, Mikkel, irmão caçula dos amigos de Jonas, é o pai do próprio Jonas. Muito confuso e absurdo? Sim! Contudo, a série explica isso: acontece que em 1986 ocorre uma explosão na usina nuclear, criando um “Buraco de Minhoca”, que seria uma espécie de passagem no tempo, e a mesma interliga os anos de 1953, 1986 e 2019 como se esses períodos históricos coexistissem em uma mesma linha do tempo, como se não houvesse mais presente, passado ou futuro, e sim apenas o tempo. É esse fenômeno que torna possível a existência de paradoxos temporais como o de Mikkel e Jonas. 

Todas as personagens vivenciam o loop temporal causado por essa explosão nuclear, interligando cada uma das principais famílias de Winden: os Nielsen, os Doppler, os Tiedemann e os Kahnwald

Eu fiquei completamente viciada em Dark! Assisti e li várias explicações sobre as extensas e confusas árvores genealógicas da série e mesmo achando que o final não teve sentido em uma coisa muito específica, eu amei cada minuto assistido! Essa é de longe a melhor série de ficção científica que assisti até hoje! 


7 de maio de 2026
[EU ASSISTI] GRANDE HOTEL (1932)



Gente, de verdade, esse é um dos melhores filmes que já assisti! Tem aventura, tem ação, tem intriga, tem romance, reflexões sobre a existência humana, tragédia, glamour! Eu adorei! Sendo assim, hoje vou comentar um tiquinho sobre Grande Hotel (1932), dirigido por Edmund Goulding🐟.


Como o próprio título já diz, o filme se passa inteiro nas dependências desse suntuoso estabelecimento chamado Grande Hotel. Nele, muitas pessoas da alta sociedade de diversos países vêm para se hospedar, seja por questões de férias, ou para resolver algum negócio na cidade, ou qualquer outro motivo aleatório. O ponto é que Grande Hotel significa luxo e luxo significa Grande Hotel.

O que as pessoas fazem no Grande Hotel? Comer, dormir, andar por aí, flertar, dançar um pouco. Cem portas que conduzem a um corredor. Ninguém sabe nada sobre quem está ao lado. E quando você sai, alguém irá ocupar o seu quarto, a sua cama. É o fim.

O filme nos apresenta uma série de personagens, cada um com seus próprios objetivos. E, na medida em que a(s) história(s) avança(m), as relações entre eles vão se estabelecendo. Sendo assim, temos o Barão Felix von Gaigern, um homem bem apessoado e galante. Apesar de se mostrar um gentleman, ele está falido e precisa arranjar dinheiro de qualquer jeito para quitar sua dívida com um grupo de criminosos. Para isso, o Barão se hospeda no hotel a fim de aplicar golpes nos ricaços.


Além dele, também temos a famosa e totalmente maluquinha bailarina Grusinskaya, interpretada pela Greta Garbo. Cheia de manias, ela está no Grande Hotel para uma apresentação no teatro. Então, enquanto ela está fora realizando o espetáculo, o Barão von Gaigern invade da bailarina para roubar suas joias. Mas ele não esperava que ela retornaria mais cedo, e ambos acabam se encontrando e - acredite se quiser - se apaixonando um pelo outro. E daí pra frente, o Barão terá de pensar em alguma outra maneira de levantar o dinheiro, pois seu tempo está acabando.


Outro personagem que eu gostei muito, e creio que ele seja meu favorito, é o Sr. Otto Kringelein. Em suma, ele é um proletário muito gente boa que trabalhou por muitos anos em uma compania, um trabalho insalubre que lhe custou a saúde. Na última semana, o médico avaliou a condição física do pobre Kringelein e alegou que ele está com uma doença grave em estágio terminal, de modo que o velho proletário disporia de apenas mais alguns dias de vida.



Sendo assim, Kringelein decide usar todas as suas economias para passar seus últimos dias luxando aproveitando todo o glamour no Grande Hotel (eu acho que faria o mesmo, se estivesse na situação dele😅). Com isso, eventualmente o homem acaba fazendo amizade com o Barão von Gaigern, que aos poucos passa a entender a situação do coitado e se compadece dele, ajudando-o em uma treta desavença que o Kringelein vai se envolver ao encontrar com Preysing, o diretor da compania a que ele trabalhava.


Um fato engraçado que eu descobri depois foi que os atores que fazem o Barão (John Barrymore) e o Kringelein (Leon Barrymore) eram irmãos na vida real. Daí eu achei muito legal que na história os personagens deles viram meio que parceiros e grandes amigos.


Enfim, o filme termina de uma forma que me surpreendeu muito! Juro, foi muito impactante com um assassinato inusitado! E a mensagem final da história é sobre a efemeridade da vida (pelo menos, foi o que eu interpretei daquele desfecho). Portanto, eu recomendo demais o Grande Hotel, se você tiver a oportunidade de vê-lo.


(Obs: esqueci de dizer que esse filme também tem a Joan Crawford no elenco, mas, apesar de ela interpretar uma personagem que eu também adorei, senti que o papel dela acabou sendo quase que desnecessário. Sabe aquele personagem que tá lá só por estar e não faz diferença? Então, achei isso do personagem dela, mas enfim, o filme é memorável!)




5 de maio de 2026
[RELENDO...] 1984, de George Orwell


1984 é para mim, sem sombra de dúvidas, a melhor distopia já escrita até hoje; e olha que eu já li várias! George Orwell teceu com maestria esta história comovente e aterradora, a qual sobreviveu com louvor à minha releitura após trezes anos. 

Não deveria ter demorado tanto tempo para reler 1984! Com certeza esse é o tipo de leitura que deve ser feita com frequência, mas independente da década em que você a ler, ela infelizmente parece nunca perder sua atualidade… 

Em 1984 acompanhamos Winston Smith, um homem próximo aos 40 anos que vive numa Londres distópica dominada por um partido autocrático extremamente controlador e doentio. Apesar de saber que isso pode lhe trazer sérios problemas, Winston compra um caderno e começa a anotar seus dias nele, suas impressões e reflexões sobre o mundo e sobre o controle do partido. 

No mundo de 1984 todos são vigiados constantemente através de televisores, câmeras, escutas, microfones, enfim, ninguém tem privacidade. Sentimentos e emoções, fora os de devoção ao partido, são fortemente desencorajados e o objetivo é que tais instintos humanos deixem de existir com o tempo. 

Winston com seu diário e pensamentos subversivos sobre uma revolução encabeçada pelos “proletas” (quase trabalhadora que não faz parte do partido) começam a chamar a atenção de outras pessoas, o que pode significar que ele terá aliados ou inimigos muito poderosos… 

1984 é uma narrativa pungente. Um verdadeiro soco no estômago. A forma como George Orwell narra a vida cercada de miséria e imundície dos membros do partido e dos proletas, a alienação intelectual imposta a eles à níveis grotescos, beirando a insanidade, as descrições de torturas psicológicas, tudo é muito vívido e por isso mesmo extremamente doloroso de se acompanhar, mas, está é, como dito antes, uma leitura necessária e muito atual.