Nossa! Uau! Que incrível! Essas foram as minhas impressões ao longo de toda a leitura de O Circo da Noite, algo que, sinceramente, não acontece com muita frequência, e o mérito é todo da diva Erin Morgenstern, da qual quero ler todos livros agora!
Há anos estive às voltas com O Circo da Noite. Sabe aquele livro do qual você não tem nenhuma informação, mas só a capa e o título já te deixam fascinada? Pois bem, a obra de Erin Morgenstern fez isso comigo antes, durante e após a leitura. Foi fascinação do início ao fim!
O Circo da Noite se passa entre o final do século XIX e o início do século XX, antes da Primeira Grande Guerra. No primeiro capítulo somos apresentados à Célia, uma garotinha de 5 anos, órfã de mãe, que foi levada até seu então desconhecido pai, o mágico Hector Bowen, cujo nome artístico é Próspero, o mágico.
Nesse primeiro encontro, a menininha já percebe que seu pai não faz ilusões, ele realmente manipula a magia; em contrapartida, ele descobre que a filha herdou as mesmas capacidades e passa a treiná-la. Depois de um ano, eles recebem a visita de um homem de terno cinza que selará o destino de Célia em um jogo mortal.
As regras desse jogo nunca ficam claras, contudo, é preciso dar um oponente à garota. É assim que conhecemos Marco, um menino também órfão, que será direcionado aos caminhos da magia pelo homem do terno cinza…
Os anos passam e ambos, Célia e Marco, praticam e desenvolvem suas habilidades sem saber da existência um do outro e sem entender o jogo que foram obrigados a participar. E nesse momento, quando eles estão chegando à vida adulta, surge o projeto de O Circo da Noite, financiado por pessoas ricas e vanguardistas, o circo funcionará não apenas como um entretenimento conceitual e da mais alta qualidade, mas também como uma espécie de arena onde Célia e Marco irão digladiar-se usando seus poderes.
A narração de Erin Morgenstern é simplesmente magistral! Nunca antes um livro de baixa fantasia me impactou tanto quanto O Circo da Noite! A começar pelo enredo em si, que é bem criativo, as descrições do circo, de suas tendas e de “nossas expectativas” ao “adentrar” o local são uma verdadeira experiência sensorial. É como se você pudesse sentir os aromas, ouvir as músicas, é tudo muito encantador!
Com relação à criação das personagens, Erin Morgenstern esbanja carisma em quase todas elas (salvo o pai de Célia, que é um homem horrível e asqueroso) nos fazendo querer acompanhá-las e torcer por elas, desde os protagonistas até os secundários, tudo e todos em O Circo da Noite têm um propósito e estão ali por algum motivo específico.
É extremamente louvável o trabalho que Erin Morgenstern teve para tecer essa história de modo a deixar quase todos os pontos muito bem amarrados, além de nos brindar com um estilo poético de descrição que em momento algum fica cansativo, pelo contrário, tal como os admiradores do circo, quanto mais você lê O Circo da Noite, mais você quer dele, trazendo assim um paradoxo: é impossível parar de ler, mas você não quer que a leitura termine!
Sinceramente, desde o projeto gráfico, até a última linha do livro, tudo fascina em O Circo da Noite, contudo, para aqueles mais críticos, talvez, se a autora tivesse explorado mais as regras do jogo, ou mesmo o passado dos apostadores, a experiência seria ainda melhor. Outro ponto que, pasmem, eu gostaria que fosse mais desenvolvido é o romance entre Célia e Marco. Eles são muito fofos juntos!
Com um final surpreendente e, na minha opinião, quase perfeito, Erin Morgenstern conclui uma obra incrível que merece ser lida e relida diversas vezes, afinal, é impossível visitar O Circo da Noite apenas uma vez. Você sempre vai querer mais…

















