Pois bem, não me aguentei e deixei todas as outras leituras de lado para dar atenção ao segundo volume da tetralogia de Maggie Stiefvater: Ladrões de sonhos. Já posso dizer que, se o volume anterior já foi cheio de aventura, esse, querides, é cheio de aventuras e de perigos também!
Ladrões de sonhos começa alguns meses após o final do primeiro livro, ou seja, a Linha Ley foi despertada pelo sacrifício de um dos garotos e Ronan revela um segredo surpreendente: ele pode retirar coisas de seus sonhos! Inclusive, seu corvo de estimação, Motosserra, foi retirado de um deles.
Se existiam pessoas inescrupulosas atrás de Glendower, obviamente, existem também aquelas atrás do que vão chamar de “Greywaren”, que elas não sabem o que é, mas sabem o que faz: materializa sonhos…
Ao longo de Ladrões de sonhos, vamos nos aprofundar mais na história de vida de Ronan e entender porque ele é um cara chato para cassete e super violento. Para mim, independente de tudo o que ele passou, não justifico suas ações irracíveis e mesmo depois de saber que ele é do Vale, ainda assim, não gosto dele, como disse, o cara é chato para cassete!
Além de desenvolvê-lo bem, Maggie Stiefvater também dará um pouco mais de atenção ao triângulo amoroso Adam-Blue-Gansey e dá um desfecho, por hora, satisfatório para eles, afinal, existem coisas muito mais importantes acontecendo e assassinos estão à espreita atrás deles.
Como o segundo volume de uma série, Ladrões de sonhos cumpre seu papel muito bem ao introduzir um novo conceito, uma nova busca/ferramenta para os protagonistas e desenvolver um pouco mais suas relações. O final, mais uma vez, é chocante. Maggie Stiefvater faz a gente de trouxa ao jogar na nossa cara mais uma informação bombástica e você fica com a sensação de “preciso ler o próximo livro logo!” Vou tentar me segurar, já que tenho outras três leituras em andamento no momento e também quero muito concluí-las. Estou encantada por essa série e muito feliz por ter encontrado mais um YA recentemente que me entreteu e não feriu nenhum direito humano ou romantizou situações/relacionamentos abusivos.
















