3 de setembro de 2026
[EU ASSISTI] ZIEGFELD - O CRIADOR DE ESTRELAS (1936)

 


Olá, pessoal! Samu aqui pra falar desse filme vencedor do Oscar de Melhor Filme!


Pense num filme longo, é esse. Ziegfeld, o Criador de Estrelas (1936) tem três freaking horas de duração. Porém, depois de assisti-lo, sinto que faz sentido uma cinebriografia como essa ser tão comprida, afinal ela não apenas mostra a história do moço mas também dá uma palhinha do trabalho dele (calma, isso vai ficar mais claro daqui a pouco).


Bem, essa é a história de vida de Florenz Ziegfeld Jr, um grande produtor teatral que alcançou a fama entre as décadas de 1900 e 1930. No geral, o filme abrange esse período. Sendo assim, no começo nós vemos um Ziegfeld quebrado financeiramente, tentando lançar um espetáculo de sucesso a qualquer custo.


Portanto, ele aposta em Eugen Sandow, um loirão bodybuilder. Depois de muita insistência eles conseguem encontrar uma maneira de fazer o show do Sandow virar um hit: começaram a exibir o peitoral sarado dele para as ilustres esposas dos espectadores, que iam à loucura. Com isso, Ziegfeld levantou uma boa grana, maaaas... este produtor tem duas grandes características: 1) ele tem um faro apurado para achar pessoas talentosas; e 2) ele não tem skill nenhum para lidar com dinheiro.


Sendo assim, tudo o que ele ganhou com Sandow acaba em poucos meses, e Ziegfeld volta a viver na pindaíba. É aí que ele dá um jeito que alavancar a carreira de outra pessoa talentosa, dessa vez trata-se de ninguém menos que Anna Held, uma das maiores atrizes da era de ouro da Broadway. E para induzi-la a trabalhar para ele, Ziegfeld utiliza seu charme irresistível e a seduz. Acho que aqui podemos acrescentar a característica 3) ele é um baita mulherengo.


A parceria Ziegfeld-Held culmina em casamento, que no filme é abordado de uma maneira bem peculiar, afinal dá a entender que ele pediu a mão dela para convencê-la a aceitar uma proposta: naquela altura, ele gostaria de realizar um novo espetáculo sem a participação de Anna. E, com isso, surge o maior espetáculo de Florenz, chamado The Ziegfeld Follies (o filme não mostra, mas fiquei sabendo que esse espetáculo foi um sucesso tão grande que posteriormente virou até programa de rádio).


E é isso, a história segue mostrando vários outros momentos icônicos da carreira do Florenz, apresentando muitas partes dos espetáculos propriamente ditas. Por isso o filme ficou tão grande. Mas é muito bonito, vale a pena não pular essas partes dos espetáculos. Além disso, também tem muita rivalidade entre o Ziegfeld e um outro produtor teatral chamado Jack Billings. Porém não vou contar essa parte, se quiser saber, pode assistir sem medo que eu recomendo fortemente esse filme.





1 de setembro de 2026
O FUNDO É APENAS O COMEÇO, de Neal Shusterman


Em O fundo é apenas o começo, conhecemos Caden Bosch, um garoto de 15 anos que descobre ser esquizofrênico. Por causa desse diagnóstico, ao poucos, ele vai perdendo a consciência do que é real, torna-se paranóico e se vê preso em uma terrível ilusão da qual não vê outra forma de lidar a não ser indo ao fundo do poço. 

Neal Shusterman traz, durante toda a narrativa, uma sensação de verdade e autenticidade ao nos mostrar os pensamentos e emoções de Caden, cada vez mais confusos e desconexos, mas, nem por isso, menos carregados de reflexão, pois ele sabe o que está passando, só não consegue calar as vozes em sua cabeça. 

Essa verdade trazida por Neal Shusterman a trama tem um motivo bem pessoal: o filho dele é esquizofrênico e passou por tudo o que Caden duramente vivencia. Na verdade, as experiências da personagem são baseadas nas de Brendan Shusterman, que também é o ilustrador do livro. Essas ilustrações, inclusive, foram feitas durante a internação do rapaz e Neal Shusterman soube integrá-las de maneira perfeita à narrativa. 

Infelizmente, não posso dizer que gostei do estilo narrativo escolhido pelo autor e acho que era essa a intenção dele mesmo: trazer ao leitor o mesmo incômodo e angústia sentidos por Caden. De fato, ele consegue. A história do garoto é deveras interessante e reflexiva, contudo, os momentos de delírio foram bem penosos de acompanhar. O fundo é apenas o começo é um livro muito importante e necessário para desmistificar a Esquizofrenia, porém, não é uma leitura fácil.


25 de agosto de 2026
O HOMEM DO CASTELO ALTO, Philip K. Dick


Sou uma grande entusiasta do gênero ficção científica. Gosto muito mesmo. Esse é um ramo da fantasia que muito me interessa e sempre me faz ficar horas, dias, meses e até anos refletindo e discutindo sobre os temas das leituras, mas, infelizmente, algumas vezes, a ficção científica me decepciona. A primeira e única vez que isso tinha acontecido foi com A máquina diferencial (gosto muito mesmo de steampunk, menos nesse livro) e a segunda foi com O homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick

Essa leitura foi mais uma recomendação do canal Pipoca & Nanquim. Como já tinha a edição comemorativa de Blade Runner (aka Androides sonham com ovelhas elétricas?) um dos mais famosos títulos de Philip K. Dick, mas ainda não li, porque tudo a seu tempo… Gostei da resenha deles, vi que O homem do Castelo Alto estava no Kindle Unlimited (aka KU) e pensei, por que não? Pois é, por que né, Andréa? 

Pois bem, caso você não saiba absolutamente nada sobre essa obra e tenha se assustado com o símbolo estampado em sua capa, lá vai: Philip K. Dick reimagina, nesse livro, os desdobramentos da Segunda Guerra Mundial, de modo que, nessa narrativa O Eixo venceu, e a Guerra Fria e a Corrida Espacial e toda a colonização e capitalismo selvagem ocorrem, só que Alemanha Nazist@ x Império do Japão, logo, ao invés de ser a Alemanha o país dividido entre E.U.A e União Soviética, vemos os E.U.A sendo divididos entre Alemanha e Japão. A história de O homem do Castelo Alto se passa na parte japonesa dos E.U.A e percebemos como estes aculturaram os norte-americanos quase que completamente, pois tudo o que é “norte-americano” é visto como “exótico”, objetos banais como um relógio de plástico do Mickey Mouse viram itens de colecionadores de arte e de antiguidades. É assim que conhecemos alguns dos personagens centrais da trama: Robert Childan, um vendedor desses artigos, nazista convicto, bem insuportável; Frank Frink, um metalúrgico que trabalha em uma fábrica que produz alguns dos “artigos autênticos” que o Sr. Childan e outros antiquários vendem, ele foi casado com Juliana, contudo, ela o largou e foi trabalhar como instrutora de judô; além disso, Frink é judeu e passou por algumas cirurgias plásticas e mudou de nome para fugir dos nazist@s, ele não tem pretensões na vida e consulta todos os dias o I-Ching (O livro das Mutações), um oráculo chinês, ele não faz NADA sem consultar esse livro antes. Conhecemos também o Sr. Tagomi, um oficial do Governo Japonês nos E.U.A que se vê metido em uma trama política bem interessante e mortal, cujo fim pode gerar uma reviravolta sem precedentes na Guerra Fria. 

Mas você deve estar se perguntando, tá, e O homem do Castelo Alto? Quem é? Pois bem, é através de Juliana que sabemos quem é esse homem: ele é o autor de um livro chamado “O gafanhoto torna-se pesado”, o qual reimagina seu mundo como se o Eixo tivesse perdido a Segunda Guerra Mundial e os Aliados é que tivessem vencido e a Guerra Fria fosse entre E.U.A e União Soviética, genial, certo? Essa metalinguagem é realmente de encher os olhos e de nos fazer pensar bastante, uma pena que a execução da obra tenha deixado tanto a desejar. 

Aos que leram e gostaram de O homem do Castelo Alto, um alerta: minha OPINIÃO PESSOAL vai ser bem impopular, já que eu definitivamente não gostei desse livro. Philip K. Dick construiu sua narrativa em 15 capítulos, os 9 primeiros são compostos por um grande “nada acontece, feijoada” os capítulo 10 a 13 são eletrizantes e cheios de reviravoltas nas conspirações políticas, o 14 nos faz ficar com a pulga atrás da orelha, pois faltam apenas dois capítulos para acabar a leitura e muita coisa precisa acontecer nesse curto espaço de tempo, e o capítulo 15 termina com um banho de água fria tosco que fez eu me sentir uma grande idiota, por isso eu não consegui gostar dessa história, fiquei bem decepcionada mesmo, então, vou soltar altos spoilers a partir de agora, se você ainda quiser ler esse livro, sugiro que não leia os próximos parágrafos. 

**********ALERTA DE SPOILER*********

Vamos lá, Frank Frink é pego pelos nazi por culpa indireta do Sr. Childan, mas é solto, por um golpe do destino, pelo Sr. Tagomi que estava puto com os nazi; É isso, adeus personagem. O Sr. Tagomi se descobre dentro de um esquema de espionagem vindo de uma célula do partido que quer impedir que a outra jogue bombas de hidrogênio por todo o território japonês consolidando de vez a loucura nazi pelo extermínio; Ele mata um homem, tem um momento muito louco com uma joia feita pelo Frank Frink (que ele nem sabe que existe) e tem um vislumbre do mundo como nós conhecemos e fica bem, bem assustado, depois de um tempo acaba sofrendo uma parada cardíaca; Fim do personagem; 

Juliana conhece um suposto italiano que depois se revela um espião nazi que tem  como objetivo assassinar O homem do Castelo Alto, ela fazendo jus a etimologia da palavra fã, mata o cara e vai correndo até o escritor para lhe alertar sobre a conspiração e para lhe perguntar por que ele escreveu aquele livro: É uma “revelação”? Foi ele mesmo quem o escreveu ou foi consultando o I-Ching que ele teve essas “revelações”? O cara não responde nada com nada e o livro acaba assim. Eu achei péssimo. E você? Já leu O homem do Castelo Alto? Tem outras obras de Philip K. Dick para indicar que sejam menos negativamente surpreendentes? 


18 de agosto de 2026
ELRIC DE MELNIBONÉ, DE MICHAEL MOORCOCK


Desde que assisti ao vídeo do canal Pipoca & Nanquim sobre Elric de Melniboné fiquei muito interessada por essa obra, mas só pude ter contato com a escrita de Michael Moorcock recentemente. 

Narrado em terceira pessoa, Elric de Melniboné propõe-se a contar a história da personagem título a partir do primeiro ano de seu reinado. Elric é um jovem, na casa dos 20 anos, imperador, ou melhor, rei, de Melniboné, um arquipélago outrora império que dominou cruelmente todo o mundo conhecido por 10 mil anos. Contudo, há mais ou menos 300 anos, entrou em declínio e hoje é praticamente um reino eremita, tendo pouco contato com os reinos humanos chamados ironicamente por eles de “Reinos Jovens”. 

Os melniboneanos não são humanos. São uma raça que se assemelha fisicamente a nós, porém, sua crueldade e individualismo beira ao que consideramos psicopatia. Elric, no entanto, é diferente. Ele possui uma consciência, se arrepende das crueldades que, como rei, deve cometer ou permitir que outros cometam, além de acreditar que existe algo mais importante do que só satisfazer seus desejos egoístas implacavelmente, o que é muito mal visto por sua sociedade naturalmente cruel. 

Para piorar, Elric de Melniboné é tido como amaldiçoado, porque, após seu nascimento, sua mãe morreu, seu pai tornou-se introspectivo e nunca mais casou, enquanto que o menino nasceu albino e extremamente doente, sendo mantido vivo através de diversas poções mágicas que devem ser tomadas diariamente, logo, ao assumir o trono, o jovem é tido por muitos como fraco, incapaz e pouco confiável. 

A pessoa que mais instiga essas desconfianças na corte é Yyrcon, primo de Elric, e seu sucessor ao trono. Ele é tudo o que um melniboneano deve ser aos olhos de seu povo: egoísta, arrogante e sobretudo cruel, muito cruel. A fim de conquistar o trono para si, ele se aproveita de um momento de fraqueza de nosso protagonista e o joga ao mar, fazendo com que Elric seja tido como morto e Yyrcon coroado em seu lugar. 

Elric de Melniboné, entretanto, consegue salvar-se invocando os elementais da água. Ao voltar, ele decide vingar-se do primo à maneira melniboneana, mas este é mais rápido e foge levando consigo a amada do rei, Cymoril. Desesperado e sentindo-se culpado pelo destino da jovem, Elric recorre a um último recurso ambíguo e perigoso: ele invoca um demônio, senhor do Caos, tornando-se escravo dele para conseguir salvar o amor de sua vida. 

Michael Moorcock é um ótimo contador de histórias! Apesar de ambientar Elric de Melniboné no que seria o correspondente ao período da nossa Baixa Idade Média, seu texto não traz arcaísmos, ou preciosismos, muito pelo contrário, a linguagem usada pelo narrador e pelas personagens é clara e objetiva, tornando a leitura fluida e divertida e, mesmo trazendo a crueldade como tema muito presente, não há descrições gráficas de torturas ou algo que o valha. 

Iniciei Elric de Melniboné com altas expectativas e, felizmente, estas não foram frustradas e estou engajada a continuar acompanhando as aventuras do rei albino. Se você gosta de alta fantasia e aventura, esse livro é para você com certeza!


11 de agosto de 2026
[LISTA] CLICHÊS DE ANIMES/MANGÁS SHOUJO - PARTE 1

 



Antes de mais nada, para quem não está familiarizado com a nomenclatura Shoujo, estes são mangás/animes voltados para o público feminino jovem e tem como foco a vida cotidiana das personagens, seu desenvolvimento pessoal e emocional, além de seu amadurecimento. Eu assisti e li tantos shoujos nos últimos tempos que comecei a perceber uma certa recorrência de situações que aparecem em cada anime ou mangá que tive acesso recentemente. Esse negócio me fez pensar tanto que resolvi fazer essa postagem para discutir com outras pessoas sobre esses clichês de animes/mangás shoujo.


Pessoa doente que precisa ser cuidada


Anime: Toradora

Gente, sempre, sempre vai ter um episódio no qual um dos protagonistas fica gripado e o outro vai cuidar, rendendo momentos fofos nos quais FINALMENTE o que cuida percebe o amor que sente pelo outro. 


Triângulo amoroso


Anime: A sign of affection

Em quase todo anime shoujo vamos presenciar, para a minha eterna infelicidade e ranço, um triângulo amoroso! Quando parece que as coisas vão se acertar entre os protagonistas, do nada, repito, do nada, aparece uma alma sebosa que é apaixonada por um deles desde a infância e agora chegou para causar! Ranço. 


O garoto é o queridinho de todas 


Anime: Kimi ni Todoke


Geralmente, a cada 5 shoujos, quatro vão ter o garoto popular por quem todas as meninas da escola são apaixonadas e elas decidem fazer um “pacto” de não pegação no qual ninguém se declara para ele, obviamente, a protagonista do anime nunca sabe disso… 


Separação forçada 


Anime: Horimiya

Essa já não aparece em todos os shoujos, mas já vi em pelo menos uns 5. Há em algum momento da história, uma separação entre os protagonistas, seja porque um se mudou de cidade, seja porque foi viajar com a família, seja porque mudou de escola, enfim, a separação sempre traz insegurança para os corações dos adolescentes. 


Então, minha gente. Ilustrei o post com alguns dos meus animes shoujo favoritos, mas aceito sugestões de vocês também. Vai ter mais clichês na parte 2! =D





6 de agosto de 2026
[EU ASSISTI] O GRANDE MOTIM (1935)


Olá, pessoal! Mais uma resenha de filme que ganhou Oscar, escrita pelo Samu.



Como o próprio nome já diz, o filme O Grande Motim (1935) conta a história de uma tripulação que se amotinou contra o capitão do navio. Dirigido por Frank Lloyd, esse filme tem uma história bem óbvia, logo na primeira meia hora você já tem uma boa noção do que vai acontecer até o final.


Sendo assim, temos como protagonista o imediato do navio HMS Bounty, um homem honesto e altruísta chamado Fletcher Christian (interpretado por ninguém menos que Clark Gable bafo de cebola). Sob as ordens do Tenente William Bligh (Charles Laughton), o Christian gerencia seus marinheiros em uma missão de transporte de carga. O objetivo deles é viajar da Grã-Bretanha até o Taiti afim de buscar fruta-pão, uma espécie de fruta nativa da região e parente da jaca.


O único problema é que o capitão Bligh se mostra um tremendo carrasco desde o início. Na medida em que os dias em alto-mar vão passando, ele maltrata a tripulação de diversas formas, fazendo-os trabalhar até a exaustão, privando-os de comida e água, ordenando coisas impossíveis. Enfim, é visível para todos que ele sente prazer na crueldade, e isso vai deixando Christian cada vez mais pistola indignado.


E o ápice das atitudes perversas de Bligh acontece na volta, em uma cena chocante (ou talvez nem tanto) em que ele manda passar um dos marinheiros por sob a quilha do navio. Pra quem não conhece essas coisas de embarcações, a quilha é essa parte da imagem abaixo:



Sendo assim, essa ordem cruel é a última gota que faltava para transbordar a fúria dos tripulantes do Bounty. E aí começa o motim.


Confesso que o filme não me prendeu como eu achei que me prenderia, juro que ele teria passado batido. Contudo, depois eu descobri um fato chocante (e esse sim é realmente chocante), e me fez mudar de opinião. Acontece que O Grande Motim é baseado em uma história real, ou seja, tanto Fletcher Christian quanto o capitão Bligh são figuras que realmente existiram e o motim no Bounty ocorreu mesmo. Claro, não foi exatamente como no filme, mas as atrocidades do capitão foram muitas. E pra mim isso torna esse filme e todas as outras várias refilmagens muito mais significativas, portanto, acho que vale a pena assistir!




4 de agosto de 2026
O REI CORVO, de Maggie Stiefvater

Finalmente, chegamos ao final da Saga dos Garotos Corvos, finalmente, chegamos ao tão esperado desfecho das histórias de Blue, Gansey e companhia e, infelizmente, mais uma vez, dona Maggie Stiefvater decepcionou, mas decepcionou muito! 

O Rei Corvo começa uma semana após o término de Lírio Azul, Azul Lírio: Blue encontrou a mãe e o pai a tiracolo, para surpresa de todos; Colin Greenmantle fugiu com o rabinho entre as pernas ao se deparar com um perigo real, deixando a esposa, Piper, para morrer em Henrietta; Perséfone realmente morreu; e Gansey, Adam e Ronan sentem, cada dia mais, que precisam encontrar Glendower o quanto antes. 

Todos pensam que Piper morreu na caverna do adormecido que não deveria ser acordado, contudo, o que nós descobrimos é que ela não apenas está viva, como despertou um demônio com a ajuda de ninguém menos que Neeve, a tia desaparecida de Blue! O problema é que a supracitada tia se arrependeu de despertar um demônio, afinal, ninguém se dá bem ao fazer pactos, não é mesmo? E Maggie Stiefvater não foi nem um pouco generosa com essa personagem, só digo isso. 

Mais uma vez temos uma narrativa na qual “nada acontece” até que, BAM, tudo acontece, fim. Essa foi a sensação que tive enquanto lia O Rei Corvo. Sério, eu lia, lia e parecia que não tinha desenvolvimento, até ver que já estava em 50% do livro! Ai, tive um breve refresco ao ver o “desabrochar” do “relacionamento” de Adam e Ronan, porém, tudo se resumiu a uns dois beijões e um monte de palavras não ditas, mas sentidas. Que ranço! Sendo bem sincera aqui: tenho ranço de histórias que trazem personagens LGBTQAP+ e não mostram isso de forma clara e BEM DESENVOLVIDA, fiquei bem chateada e decepcionada mesmo! 

E falando em decepção…. minha gente, que final HORROROSO! Nossa, o resultado da busca por Glendower foi tão anticlimático, mas tão anticlimático que quase larguei o livro na hora. Só segui com a leitura porque faltava pouco para ela acabar. A “batalha” contra o demônio foi beeem morna e o final dos casais Blue e Gansey, Adam e Ronan foi no mínimo, insosso para caramba. 

Não gosto de falar mal de histórias que comecei gostando, mas não dá para fugir da realidade: para mim, a Saga dos Garotos Corvos só brilhou mesmo nos dois primeiros livros. Não pretendo ler o spin-off nem tão cedo, contudo, um dia volto para a escrita de Maggie Stiefvater