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15 de setembro de 2026
[ANIMA] FRIEREN E A JORNADA PARA O ALÉM


Comecei a assistir Frieren e a jornada para o além totalmente influenciada por um vídeo do canal Quadrinhos na Sarjeta. Como estou participando de encontros mensais para jogar RPG com os amigos, fiquei muito interessada por esse anime que tem todos os elementos desse jogo que eu tanto amo!

Em Frieren e a jornada para o além, conhecemos a personagem título, uma maga elfa e seu grupo de amigos, o herói, Himmel, o anão, Eisen e o clérigo, Heiter. Eles estão voltando de uma bem sucedida missão para matar o Rei Demônio, que durou 10 anos. Agora, em meio a paz e as glórias, eles se separam, mas decidem se reencontrar dali há 50 anos para saberem como vão suas vidas. 

Ao longo desse tempo, Frieren viaja muito, sozinha, sempre, e vê 50 anos se passarem como se não fossem absolutamente nada, visto ela ser uma elfa, uma imortal, que nunca envelhece e só morrerá caso seja ferida mortalmente em batalha. Ao voltar para a cidade de Himmel, ela se surpreende ao encontrar não mais o seu amigo, o jovem e belo herói, mas sim um senhorzinho bem idoso. Os outros também estão todos idosos. Frieren começa a perceber como o tempo passa diferente para os humanos e tem uma certa “coceirinha” de incômodo. Isso para ela é totalmente estranho, pois, nesse mundo, elfos não sentem como os humanos, eles não fazem, no geral, ligações de amizade, amor ou parentesco, na verdade, eles são uma raça em extinção, tanto é que, até esse momento, nossa protagonista só conheceu uma outra elfa além dela mesma, a mestra de sua mestra. 

Após a morte de Himmel, Frieren decide visitar seus outros outrora companheiros. Ao chegar a casa de Heiter, ela descobre que ele se tornou um senhor bem responsável e adotou uma menininha órfã de guerra, a pequena Fern. Heiter, sabe que logo morrerá e que ambas ficarão sozinhas, por isso ele cria um ardil para manter a elfa em sua casa e fazê-la ensinar magia à menina. Frieren é OBCECADA por encontrar novas magias e coleciona grimórios, além de outras bugigangas, logo, Heiter apresenta para ela um suposto livro que não pode ser decifrado, ela se interessa, e passam-se uns bons 5 anos sem que ela perceba. 

A partir daí, Fern já é uma adolescente, exímia maga, logo, não será mais um “peso” para Frieren, o papel de Heiter foi cumprido e agora ele pode descansar em paz. As duas partem por aí a esmo, fazendo pequenos trabalhos, até encontrarem o jovem guerreiro, Stark, aprendiz rebelde e desgarrado de Eisen. Juntos, os três decidem viajar rumo ao extremo norte do mundo conhecido, para as antigas terras do Rei Demônio, pois, aparentemente, os tempos de paz estão com seus dias contados… 

Eu amei a experiência de assistir Frieren e a jornada para o além! O anime é lindo e a história é encantadora e emocionante! Destaque para o arco da prova para mago de primeira classe! Nossa, cada episódio era uma surpresa e emoção diferentes! Estou ansiosa para assistir à próxima temporada! 


18 de agosto de 2026
ELRIC DE MELNIBONÉ, DE MICHAEL MOORCOCK


Desde que assisti ao vídeo do canal Pipoca & Nanquim sobre Elric de Melniboné fiquei muito interessada por essa obra, mas só pude ter contato com a escrita de Michael Moorcock recentemente. 

Narrado em terceira pessoa, Elric de Melniboné propõe-se a contar a história da personagem título a partir do primeiro ano de seu reinado. Elric é um jovem, na casa dos 20 anos, imperador, ou melhor, rei, de Melniboné, um arquipélago outrora império que dominou cruelmente todo o mundo conhecido por 10 mil anos. Contudo, há mais ou menos 300 anos, entrou em declínio e hoje é praticamente um reino eremita, tendo pouco contato com os reinos humanos chamados ironicamente por eles de “Reinos Jovens”. 

Os melniboneanos não são humanos. São uma raça que se assemelha fisicamente a nós, porém, sua crueldade e individualismo beira ao que consideramos psicopatia. Elric, no entanto, é diferente. Ele possui uma consciência, se arrepende das crueldades que, como rei, deve cometer ou permitir que outros cometam, além de acreditar que existe algo mais importante do que só satisfazer seus desejos egoístas implacavelmente, o que é muito mal visto por sua sociedade naturalmente cruel. 

Para piorar, Elric de Melniboné é tido como amaldiçoado, porque, após seu nascimento, sua mãe morreu, seu pai tornou-se introspectivo e nunca mais casou, enquanto que o menino nasceu albino e extremamente doente, sendo mantido vivo através de diversas poções mágicas que devem ser tomadas diariamente, logo, ao assumir o trono, o jovem é tido por muitos como fraco, incapaz e pouco confiável. 

A pessoa que mais instiga essas desconfianças na corte é Yyrcon, primo de Elric, e seu sucessor ao trono. Ele é tudo o que um melniboneano deve ser aos olhos de seu povo: egoísta, arrogante e sobretudo cruel, muito cruel. A fim de conquistar o trono para si, ele se aproveita de um momento de fraqueza de nosso protagonista e o joga ao mar, fazendo com que Elric seja tido como morto e Yyrcon coroado em seu lugar. 

Elric de Melniboné, entretanto, consegue salvar-se invocando os elementais da água. Ao voltar, ele decide vingar-se do primo à maneira melniboneana, mas este é mais rápido e foge levando consigo a amada do rei, Cymoril. Desesperado e sentindo-se culpado pelo destino da jovem, Elric recorre a um último recurso ambíguo e perigoso: ele invoca um demônio, senhor do Caos, tornando-se escravo dele para conseguir salvar o amor de sua vida. 

Michael Moorcock é um ótimo contador de histórias! Apesar de ambientar Elric de Melniboné no que seria o correspondente ao período da nossa Baixa Idade Média, seu texto não traz arcaísmos, ou preciosismos, muito pelo contrário, a linguagem usada pelo narrador e pelas personagens é clara e objetiva, tornando a leitura fluida e divertida e, mesmo trazendo a crueldade como tema muito presente, não há descrições gráficas de torturas ou algo que o valha. 

Iniciei Elric de Melniboné com altas expectativas e, felizmente, estas não foram frustradas e estou engajada a continuar acompanhando as aventuras do rei albino. Se você gosta de alta fantasia e aventura, esse livro é para você com certeza!


4 de agosto de 2026
O REI CORVO, de Maggie Stiefvater

Finalmente, chegamos ao final da Saga dos Garotos Corvos, finalmente, chegamos ao tão esperado desfecho das histórias de Blue, Gansey e companhia e, infelizmente, mais uma vez, dona Maggie Stiefvater decepcionou, mas decepcionou muito! 

O Rei Corvo começa uma semana após o término de Lírio Azul, Azul Lírio: Blue encontrou a mãe e o pai a tiracolo, para surpresa de todos; Colin Greenmantle fugiu com o rabinho entre as pernas ao se deparar com um perigo real, deixando a esposa, Piper, para morrer em Henrietta; Perséfone realmente morreu; e Gansey, Adam e Ronan sentem, cada dia mais, que precisam encontrar Glendower o quanto antes. 

Todos pensam que Piper morreu na caverna do adormecido que não deveria ser acordado, contudo, o que nós descobrimos é que ela não apenas está viva, como despertou um demônio com a ajuda de ninguém menos que Neeve, a tia desaparecida de Blue! O problema é que a supracitada tia se arrependeu de despertar um demônio, afinal, ninguém se dá bem ao fazer pactos, não é mesmo? E Maggie Stiefvater não foi nem um pouco generosa com essa personagem, só digo isso. 

Mais uma vez temos uma narrativa na qual “nada acontece” até que, BAM, tudo acontece, fim. Essa foi a sensação que tive enquanto lia O Rei Corvo. Sério, eu lia, lia e parecia que não tinha desenvolvimento, até ver que já estava em 50% do livro! Ai, tive um breve refresco ao ver o “desabrochar” do “relacionamento” de Adam e Ronan, porém, tudo se resumiu a uns dois beijões e um monte de palavras não ditas, mas sentidas. Que ranço! Sendo bem sincera aqui: tenho ranço de histórias que trazem personagens LGBTQAP+ e não mostram isso de forma clara e BEM DESENVOLVIDA, fiquei bem chateada e decepcionada mesmo! 

E falando em decepção…. minha gente, que final HORROROSO! Nossa, o resultado da busca por Glendower foi tão anticlimático, mas tão anticlimático que quase larguei o livro na hora. Só segui com a leitura porque faltava pouco para ela acabar. A “batalha” contra o demônio foi beeem morna e o final dos casais Blue e Gansey, Adam e Ronan foi no mínimo, insosso para caramba. 

Não gosto de falar mal de histórias que comecei gostando, mas não dá para fugir da realidade: para mim, a Saga dos Garotos Corvos só brilhou mesmo nos dois primeiros livros. Não pretendo ler o spin-off nem tão cedo, contudo, um dia volto para a escrita de Maggie Stiefvater


23 de junho de 2026
LÍRIO AZUL, AZUL LÍRIO, de Maggie Stiefvater




Pois bem, não me aguentei e engatei a leitura de Lírio Azul, Azul Lírio, terceiro volume da Saga dos Garotos Corvos, mas, dessa vez, a leitura não foi assim não deslumbrante e o brilho da escrita de Maggie Stiefvater se esvaiu aos poucos para mim… 

Lírio Azul, Azul Lírio começa exatamente um mês após o desaparecimento de Maura Sargent, a mãe de Blue. A garota está muito, mas muito brava com a mãe, além de muito preocupada também. Os sentimentos se misturam e entrelaçam e a estão fazendo enlouquecer! Em contrapartida, os garotos corvos também estão todos muito preocupados com a mãe dela e cada dia mais desesperados por encontrar Glendower, pois todos eles sentem que algo grande e muito ruim está pairando ao seu redor. 

Eles não estão errados. Chegam à pequena cidade de Henrietta o casal Greenmantle, formado por Colin e Piper. O primeiro era o “chefe” do Senhor Cinzento e foi ele o mandante da morte do pai de Ronan. Ele se torna professor de latim na Academia Aglionby. Piper, parece ser uma típica socialite cabeça de vento, loura e padrão, mas, minhas amigas, essa mulher é um PE-RI-GO! Obviamente, esses dois vão inaugurar um triplex de preocupação e revolta na cabeça dos nossos corvos. 

Em meio às buscas pela mãe de Blue e pelo túmulo de Glendower, o grupo se depara com uma profecia na qual existem três adormecidos, um que deve ser acordado, um que não deve ser acordado e outro que não importa se acordar ou não. É assim que eles encontram, de modo até que bem fácil, um suposto túmulo do Rei Corvo, contudo, a pessoa na tumba é a filha de mais de 600 anos do cara, que ficou lá presa e ACORDADA esse tempo todo! A jovem é uma incógnita para todos, mas não parece ser de todo má… 

Quem é má mesmo é a Piper, socorro, que pessoinha mais sem noção e insuportável! Ai, gente, li o livro todo colocando a cara da Blake Lively nessa personagem… Enfim, uma coisa que percebi lendo de forma meio que contínua a Saga dos Garotos Corvos, é que não acontece muita coisa na narrativa, sabe? A Maggie Stiefvater tem essa capacidade única de escrever um livro no qual quase nada acontece, até 70% da história, mas você continua preso à leitura porque quer saber o que vai acontecer com os personagens, o que eles estão fazendo, pensando, é bem estranho. Dessa vez, contudo, não gostei tanto dessa leitura e achei que a narrativa foi parada demais. É lógico que lerei o final, até porque quero muito saber se eles encontrarão o Glendower e se Ronan vai se declarar para o Adam… Só que não estou mais com aquela empolgação….


26 de maio de 2026
[EU ASSISTI] AGATHA DESDE SEMPRE




Você aí, millennial, lembra quando a gente era criança e assistia filmes na televisão como Abracadabra, Halloweentown, Jovens Bruxas ou séries como Os feiticeiros de Waverly Place ou As visões da Raven? Pois é, eu não esperava, mas Agatha desde sempre, uma série do Universo Marvel, tem essa pegada e, mais incrível ainda, eu gostei! 

A última produção da Marvel que assisti, antes de Agatha desde sempre, foi Eternos, e eu detestei. Eita, filme chato da gota! Por isso não dei atenção a nenhum outro trabalho do estúdio, passei batido por Loki e WandaVision, apesar de saber que muito provavelmente gostaria dessas obras, só que não estava com tempo para me arriscar.

Como dito acima, Agatha desde sempre tem muito essa atmosfera de obra televisiva do começo dos Anos 2000, chegando a ser até bastante cartunesca e exagerada em alguns vários pontos, credito isso ao fato de que, ao meu ver, todo mundo na produção estava se divertindo muito com esse trabalho! É visível o quando a atriz que interpreta a personagem-título, Kathryn Hahn se diverte com esse papel e os demais membros do elenco não ficam atrás. As atuações são canastronas? São. Mas tem a Patti LuPone, gente! Como não gostar? 

Agatha desde sempre começa algum tempo depois do final de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, pois, Wanda Maximoff é tida como morta e descobrimos (no caso eu né, porque quem viu WandaVision já sabia) que ela amaldiçoou a infame bruxa matadora de bruxas, Agatha Harkness, a viver em uma realidade alternativa dentro de sua cabeça, sem nunca se dar conta disso. A nossa anti-heroína é salva, porém, por um garoto, interpretado pelo querido Joe Locke (o Charlie de Heartstopper) que é um jovem bruxo, sedento por poder e vai ao encontro dela porque quer encontrar O caminho das bruxas e ele sabe que ela foi a única a completar os desafios e sair de lá com vida. 

No começo, Agatha não quer ajudá-lo, porém, ela fica intrigada com o fato de o garoto ter um sigilo que impede qualquer bruxa de saber seu nome e origem, logo, ela lhe diz precisar de um coven e lá vão eles atrás de outras bruxas. O coven é formado, entretanto, durante o ritual, o qual nos apresenta a icônica música The ballad of the witches’ road, sete bruxas de Salém, descendentes das originais que, nesse multiverso, foram mortas pela Agatha, a encontram e querem vingança. O portal para o caminho se abre e todas entram, sem pensar muito, para se salvar da ameaça. 

Dentro do caminho, que é muito bonito e completamente construído com efeitos práticos, tudo lá está ali de verdade, zero CGI, as bruxas e o garoto devem passar por algumas provas de aptidão de suas práticas mágicas, até chegar ao final do caminho onde receberão aquilo que mais querem. 

Eu, como fã da Feiticeira Escarlate, já sabia mais ou menos onde esse Caminho das Bruxas ia dar e como ele surgiu, mas ver isso em tela foi mágico! Agatha desde sempre tem uma carinha de produção de baixo-orçamento dos anos 2000 e as atrizes estão bem overacting, mas não sei, a série me cativou e por mais vergonha alheia que eu sentisse com as caretas e gargalhadas de Kathryn Hahn, eu adorei a experiência de assistir a essa produção e me diverti muito durante os dois dias que levei para vê-la, afinal, são apenas 9 episódios e alguns deles têm duração de sitcom. 

Enfim, Agatha desde sempre é uma série bonita, com uma vibe Abracadabra e Jovens Bruxas que me deixou nostálgica e  me fez passar pano para várias coisas que achei cringe, mas dane-se, a produção é boa, é bem feita, a história é divertida e te prende do início ao fim, The ballad of the witches’ road é um hino divônico e eu espero que tenha uma segunda temporada, ou uma série específica do garoto, pois, ele promete, só digo isso. 

19 de maio de 2026
LADRÕES DE SONHOS, de Maggie Stiefvater




Pois bem, não me aguentei e deixei todas as outras leituras de lado para dar atenção ao segundo volume da tetralogia de Maggie Stiefvater: Ladrões de sonhos. Já posso dizer que, se o volume anterior já foi cheio de aventura, esse, querides, é cheio de aventuras e de perigos também! 

Ladrões de sonhos começa alguns meses após o final do primeiro livro, ou seja, a Linha Ley foi despertada pelo sacrifício de um dos garotos e Ronan revela um segredo surpreendente: ele pode retirar coisas de seus sonhos! Inclusive, seu corvo de estimação, Motosserra, foi retirado de um deles. 

Se existiam pessoas inescrupulosas atrás de Glendower, obviamente, existem também aquelas atrás do que vão chamar de “Greywaren”, que elas não sabem o que é, mas sabem o que faz: materializa sonhos… 

Ao longo de Ladrões de sonhos, vamos nos aprofundar mais na história de vida de Ronan e entender porque ele é um cara chato para cassete e super violento. Para mim, independente de tudo o que ele passou, não justifico suas ações irracíveis e mesmo depois de saber que ele é do Vale, ainda assim, não gosto dele, como disse, o cara é chato para cassete! 

Além de desenvolvê-lo bem, Maggie Stiefvater também dará um pouco mais de atenção ao triângulo amoroso Adam-Blue-Gansey e dá um desfecho, por hora, satisfatório para eles, afinal, existem coisas muito mais importantes acontecendo e assassinos estão à espreita atrás deles. 

Como o segundo volume de uma série, Ladrões de sonhos cumpre seu papel muito bem ao introduzir um novo conceito, uma nova busca/ferramenta para os protagonistas e desenvolver um pouco mais suas relações. O final, mais uma vez, é chocante. Maggie Stiefvater faz a gente de trouxa ao jogar na nossa cara mais uma informação bombástica e você fica com a sensação de “preciso ler o próximo livro logo!” Vou tentar me segurar, já que tenho outras três leituras em andamento no momento e também quero muito concluí-las. Estou encantada por essa série e muito feliz por ter encontrado mais um YA recentemente que me entreteu e não feriu nenhum direito humano ou romantizou situações/relacionamentos abusivos. 


21 de abril de 2026
[ANIMA] SANGUE DE ZEUS - todas as temporadas



Uma das minhas maiores paixões literárias, além de contos de fadas e suas releituras, é claro, é mitologia. Gente, como eu gosto de ler sobre mitologias! Comecei esse interesse na adolescência, com a grega e romana, depois passei para nórdica, celta, indígena, africana, asiática e por aí vai. Logicamente, uma série animada sobre esse assunto não passaria despercebida e já vou avisando que vou rasgar muita seda para Sangue de Zeus e darei muitos spoilers

Meu primeiro contato com essa obra foi através de um shorts no YouTube. Estava eu passando pelos vários vídeos curtinhos, quando me deparo com uma cena tocante de despedida entre Hades e Perséfone, para quem não conhece o mito original, Hades, senhor do Submundo, sequestra Coré, deusa da Primavera, filha de sua irmã de sua irmã, Deméter (sim, os deuses gregos eram bem incestuosos, tanto é que Coré é filha de Zeus com Deméter, ambos irmãos), por causa disso, a deusa fica devastada e começa a devastar a Terra também, para aplacar sua ira fica decidido que Coré, agora Perséfone, ficará seis meses no Hades (período do Outono e Inverno) e seis meses na superfície (período da Primavera e do Verão). Aquele shorts de Sangue de Zeus subverteu o mito de uma maneira tão instigante que não me contive e decidi assisti-lo, mas essa cena só aparece na segunda temporada hahahaha. 

Na primeira temporada de Sangue de Zeus, somos apresentados a Heron, o nosso herói. Um rapaz humilde que vive em situação de miséria ao lado de sua mãe, Electra, e um velho. Eles são rejeitados pela comunidade local, pois, após a chegada de Electra com seu bebê de colo e nenhum marido, todo o vale foi coberto por nuvens espessas, impedindo a passagem da luz do sol, o que fez os aldeões acreditarem ser ela uma feiticeira e seu filho um bastardo. 

Na verdade, ao longo dessa primeira temporada de Sangue de Zeus, descobrimos que Electra teve um caso com o Senhor do Olimpo e deu à luz a gêmeos, contudo, ela já era casada e um dos filhos era do marido. Zeus salva a vida dela e de sua criança escondendo-os no vale, até porque ele tem um medo mortal da esposa, Hera. Mas, a outra criança ele não salva, pois queria Electra apenas para si a para seu filho. Anos passam, e o outro garoto se torna o vilão desse primeiro arco, Serafim, um demônio, criado pelo sangue de um titã, ou seja, um inimigo dos deuses do Olimpo. Nessa primeira temporada, vemos Heron aprendendo o que é ser filho de um deus e se ressentido muito por seu pai ter feito o que fez com sua mãe; ele também descobre como os deuses são egoístas e caprichosos, no sentido, de serem mesquinhos mesmo, o que o faz nutrir muito rancor contra eles, contudo, ele é um herói, por isso sempre faz o que é certo, e o certo aqui é destruir os demônios que ameaçam as vidas das pessoas. 

Na segunda temporada, a que eu estava esperando, Heron está aprendendo a ser um semideus ao lado de seus meios-irmãos outros bastardos de Zeus. Enquanto isso, no Submundo, Hades e Perséfone arquitetam um plano para destronar Zeus e Hera para que possam eles mesmos se tornarem os Senhores dos Céus, podendo assim ficar juntos sem a restrição dos seis meses, para isso, eles precisarão da ajuda de Serafim, pois, seu plano depende do sangue dos gigantes… Gostei bastante dessa temporada de Sangue de Zeus, achei bem eletrizante mesmo como eles introduzem as figuras dos gigantes e o desenrolar da guerra entre os Olimpianos e eles me pegou de surpresa. 

Logo em seguida, já engatei na terceira temporada e aqui temos o final do arco de Heron e Serafim e todo o aprendizado dos dois. Por causa dos últimos acontecimentos que culminaram em um desastre bem grande, a deusa Gaia decide vingar-se dos olimpianos por suas corrupções e permite que Cronos se liberte. A partir daí é um "Zeus nos acuda"! Cronos está com sangue nos olhos, liberta todos os titãs e decide que vai acabar com os deuses do Olimpo um por um, enquanto isso, Serafim quer apenas uma coisa: libertar sua outrora amada da condenação de viver em um limbo sem poder entrar no submundo, para isso, ele contará com a ajuda de Heron e vemos como os irmãos amadurecem e deixam seus ressentimentos de lado para enfim, alcançarem a justiça. 

Eu devorei Sangue de Zeus tal como Cronos devorou todos os seus filhos na mitologia grega! Mas já aviso que essa série é muito sanguinária, tem muita, muita violência, é sangue e tripas voando para todo lado, logo, não assista comendo. No mais, gostei do modo como os roteiristas caracterizam os deuses gregos, como criaturas com poderes sobre-humanos, mas essencialmente muito humanas em suas atitudes e personalidades. Achei tudo bem verossímil e gostei do final dos irmãos, só senti falta de ver o Serafim com a amada dele, Gorgor, mas entendi que naquele momento ele precisava pedir perdão à mãe por tudo o que fez.



7 de abril de 2026
[ANIMA] Heaven Official 's Blessing




Animação chinesa lançada pela Netflix no começo de abril de 2021, Heaven Official 's Blessing conta com duas temporadas; neste post vou falar apenas da primeira, que tem 12 episódios e um especial. 

Em Heaven Official‘s Blessing acompanhamos as aventuras do príncipe herdeiro Xie Lian que, em vida, foi muito querido por seus súditos, logo, após uma morte prematura, ele ascende ao Reino Celestial, contudo, não tem muita sorte nisso e acaba sendo banido de lá duas vezes. 

Mesmo assim, Xie Lian consegue ascender uma terceira vez, já criando confusão de novo… Por isso é designado à tarefa de ser um Oficial Celestial na Terra para resolver problemas relacionados à fantasmas, demônios etc. 

Essa primeira temporada de Heaven Official 's Blessing tem dois arcos; No primeiro, Xie Lian deve enfrentar um fantasma que está matando jovens noivas. É aqui que ele conhece Hua Cheng, um rei fantasma extremamente poderoso e interessado no príncipe herdeiro. Eles continuam a jornada juntos e  ajudando um ao outro, eles acabam por se apaixonar e vemos cenas de carinho muito bonitas e delicadas entre eles. 

Heaven Official 's Blessing é uma animação muito bonita, mas, verdade seja dita: é muito difícil distinguir os celestiais uns dos outros! Isso porque o traço é idêntico! Outro ponto complicado é a questão da cultura chinesa em relação à vida pós-morte, que pode ser bem confusa para quem não conhece nada sobre o assunto. 

Em suma, gostei muito dessa primeira temporada de Heaven Official 's Blessing e apesar de não estar mais disponível na Netflix por aqui, você pode assistir a essa animação facilmente na Crunchyroll, vai valer a pena!




31 de março de 2026
A BIBLIOTECA INVISÍVEL, DE GENEVIEVE COGMAN


 

Vamos testar agora a minha memória, que já não é mais a mesma de antes, falando sobre um livro cuja leitura conclui há algum tempo… A Biblioteca Invisível, de Genevieve Cogman, que longe de ser uma história chata, ou enfadonha, só não ganhou um lugar aqui antes porque ano passado estive muito sobrecarregada com o trabalho. 

Nesse livro, Genevieve Cogman nos apresenta a um mundo, ou melhor, a vários mundos onde a magia existe, ou não; em maior ou em menor escala e em todos eles há livros: os mais diferentes, controversos e perigosos exemplares e cabe à Biblioteca Invisível a função de reunir e proteger todos eles. 

Conhecemos, então, Irene, nossa protagonista e bibliotecária júnior; nessa função, a jovem deve cumprir missões entrando de maneira furtiva em outros mundos e “conseguindo”, do modo mais conveniente e rápido possível, o livro solicitado por A Biblioteca Invisível, entretanto, o que a moça quer mesmo é tornar-se pesquisadora e deixar as aventuras de lado. 

Assim que retorna de uma missão, LITERALMENTE, ela é enviada para outra! Não dá tempo nem de ir ao banheiro! (hahahahaha, coitada!) Dessa vez, em um mundo onde magia e ciência caminham lado a lado, em uma Londres Vitoriana e steampunk. Lá, com a ajuda de seu mais novo assistente, Kai, nossa bibliotecária deve capturar uma versão de um livro dos Irmãos Grimm, sobre a qual ninguém quer dar detalhes, mas que com certeza é muito importante. 

Nesse mundo, Irene e Kai se vêem rodeados por intrigas, roubos e sociedades secretas, além de terem a ameaça adicional de Alberich, um ex-bibliotecário que uniu-se às forças do Caos e que também está atrás do livro e não medirá esforços, nem crueldades para consegui-lo. 

A obra de Genevieve Cogman foi uma grata surpresa para mim, pois não se trata apenas de um livro de capa bonita e só. A Biblioteca Invisível é uma leitura instigante e divertida na qual, felizmente, o foco da protagonista está todo voltado para o sucesso de sua missão e não sobre romance, inclusive, Irene rejeita as investidas de Kai, por acreditar que isso poderia comprometer o trabalho deles. 

Ainda bem que Genevieve Cogman nos entrega uma narrativa divertida, repleta de aventuras e mistérios, com uma protagonista feminina bem construída e nos deixa ansiosos para conhecer mais sobre os diversos mundos e para acompanhar Irene em cada etapa de sua fascinante jornada! 


17 de março de 2026
OS GAROTOS CORVOS, DE Maggie Stiefvater

 



Sabe aquele tipo de livro que você bate o olho, lê a sinopse e tem a certeza de que vai gostar da história? Mas por algum motivo estranho, sempre protela a leitura? Pois bem, esse é o caso de Os garotos corvos para mim! Há anos olho para a capa desse livro e penso “um dia vou lê-lo” e, finalmente, esse dia chegou e minha intuição estava certa: amei a história criada por Maggie Stiefvater e é claro que já adquiri os demais volumes! 

Em Os garotos corvos a autora faz uso de um recurso narrativo semelhante ao usado pelas autoras de Bruxaria, ao contrário delas, porém, Maggie Stiefvater o faz de maneira muito respeitosa e verossimilhante, pois aqui o mote da história é conduzido pelas Linhas de Ley e seu suposto (no volume confirmado) poder enérgico e místico e como as localidades por onde elas passam são muito influenciadas por sua magia. 

Maggie Stiefvater começa a história nos apresentado a Blue Sargent, uma adolescente de 16 anos que tem uma vida bem incomum. Apesar de morar na pacata cidade de Henrietta, Virginia, Blue vem de uma extensa linhagem de médiuns, sendo sua mãe uma cartomante, sua tia uma médium pop com um programa na TV e as melhores amigas de sua mãe também sendo médiuns, logo, nossa protagonista não se encaixa muito bem na sociedade moralista de onde mora e acaba não tendo muitos amigos, ou melhor, nenhum amigo. Ademais, a casa de Blue é uma grande e acolhedora confusão feminina, com sua mãe, as amigas dela, sua prima Orla, a própria Blue e, posteriormente, sua misteriosa tia; assim, a menina passa anos sem se importar muito com o fato de ser uma outsider, afinal, já tem bastante amor e companheirismo em sua vida com as mulheres que a cercam, contudo, há algo que intriga e irrita Blue ao mesmo tempo: Os garotos corvos

Richard Gansey, ou só Gansey, como ele prefere, é nosso outro adolescente protagonista, mas, diferente de Blue, ele é muito popular, o típico garoto boa praça que fala com todo mundo e é bem quisto por todos, além de ser podre de rico. O garoto é tão rico que acaba sendo um pouco sem noção para as outras pessoas, meros mortais, que não têm os mesmos privilégios que só muito dinheiro pode proporcionar e que para Gansey são absurdamente normais e corriqueiros. Como não poderia deixar de ser, ele é um dOs garotos corvos, afinal, esse é um apelido dado a todos os estudantes da Escola para garotos Aglionby, uma instituição de elite onde só estudam os mais ricos e abastados, ou garotos pobres muito, muito inteligentes e esforçados. 


Mas como essas duas pessoas tão diferentes têm seus destinos interligados? 


Todos os anos, na noite da Véspera do Dia de São Marcos, Blue e sua mãe vão até o terreno de uma antiga igreja abandonada da cidade a fim de observar uma espécie de “procissão das almas” que passa por um caminho específico que é uma Linha de Ley. Nessa noite em específico, algo muito estranho acontece, porque, mesmo vindo de uma linhagem de médiuns, Blue nunca apresentou mediunidade, ela “apenas” consegue aumentar os poderes paranormais de outras pessoas, mas nessa noite ela consegue ver uma alma, a de Gansey, e isso é muito preocupante já que desde os seus 5 anos a garota é assombrada por uma profecia que diz que ela vai matar ou ser responsável pela morte de seu verdadeiro amor se o beijar e, segundo sua tia, só há duas explicações para um não médium ver uma alma na Véspera do Dia de São Marcos: ou você vai matá-la, ou ela é o seu grande amor. 

Gansey, por acaso, está muito envolvido com questões paranormais já que ele é um caçador de Linhas de Ley e por esse motivo está em Henrietta. Ele busca comprovar que a lenda do rei galês “Glendower” é real e pretende lhe fazer um pedido quando encontrar seu túmulo e despertá-lo. Obviamente, ele não está sozinho, contando com a ajuda de seus amigos: o esquentadinho, Ronan; o certinho, Adam e o esquecível, Noah. Esses são Os garotos corvos do título e eles vão contar com a ajuda de Blue para tentar encontrar esse “Santo Graal”, eles só não sabem que existem outras pessoas bem inescrupulosas que também estão atrás de ter seus desejos realizados e serão capazes de qualquer coisa para isso. 

Eu simplesmente amei cada minuto dessa leitura! Imaginava que iria gostar dessa história, só não imaginava que ficaria tão fascinada pela escrita de Maggie Stiefvater! Comecei a leitura sem grandes expectativas e terminei totalmente deslumbrada e ansiosa para continuar com o próximo volume. Se você gosta de narrativas de fantasia urbana, uma leve pitada de romance adolescente, personagens cativantes, mistérios e plot twists, com certeza Os garotos corvos é a leitura perfeita para você! É entretenimento de qualidade em todos os capítulos! 


24 de fevereiro de 2026
[ANIMA] MY DRESS-UP DARLING



No ano passado, comecei a assistir muitos animes e a ler muitos mangás e acabei pegando, no Instagram, a recomendação de My Dress-Up Darling e resolvi dar uma chance para essa história. 

Em My Dress-Up Darling, conhecemos Wakana Gojo, um garoto do Ensino Médio com aquele mesmo perfil de sempre: super tímido, sem amigos, sofria bullying na infância, por causa disso na adolescência é solitário… O diferencial dele é ser um artista. Gojo trabalha na loja de seu avô criando bonecas Hina, uma arte muito antiga e respeitada no país e muito linda também. O problema é que além de não ter amigos, o rapaz acredita não ter muito talento para o ofício de artesão, apesar de ser completamente apaixonado pelas bonecas desde a infância, sendo este o motivo de todo o bullying do qual foi alvo. 

Conhecemos também Marin Kitagawa, adivinhem? O total oposto dele! Ela é super popular, cheia de amigas e admiradores, linda, confiante e muito estilosa. Os caminhos desses dois se cruzam porque Marin descobre que Gojo sabe costurar e ela quer se tornar uma cosplayer e, apesar da timidez, ele decide ajudá-la a realizar seu sonho e é assim que My Dress-Up Darling começa. 

Essa história poderia ser só mais um anime shoujo padrão, mas, My Dress-Up Darling tem um conteúdo bem sugestivo, porque os cosplays que Marin quer fazer são, em sua maioria, de jogos pornográficos, isso mesmo, não são nem eróticos, são pornôs mesmo, e isso é falado de forma bem natural por ela no anime, algo que achei até inovador. O problema é que os corpos femininos são muito objetificados aqui, o que incomoda bastante e o modo como Marin fala também é muito sugestivo e incômodo. 

Aparentemente, a futura história de amor entre Marin e Gojo será fofinha e tudo o mais, só que a objetificação de corpos femininos do anime não me deixou muito entusiasmada para assistir a uma próxima temporada de My Dress-Up Darling, ou mesmo para procurar pelos mangás, mas esses personagens formam um casal muito lindinho, isso não posso negar.  




3 de fevereiro de 2026
HERDEIRO DE SEVENWATERS, de Juliet Marillier



Ah! Como é bom continuar a leitura da Saga de Sevenwaters, de Juliet Marillier! A sensação para mim é de estar voltando para casa depois de um longo, longo afastamento. Em Herdeiro de Sevenwaters somos transportados mais uma vez para a densa e misteriosa floresta, agora, cheia de intrigas e perigos. 

A história de Herdeiro de Sevenwaters se passa alguns anos após os acontecimentos de Filha da Profecia. Aqui, vamos acompanhar Clodagh, terceira filha de Lorde Sean e Lady Aisling. A jovem é encarregada de cuidar do forte e das demais irmãs e da mãe que está grávida e esta é uma gravidez que gera grande ansiedade em todos, pois Aisling não é mais tão jovem e acredita piamente que após seis filhas, terá um menino, o Herdeiro de Sevenwaters

É durante o casamento de sua irmã gêmea que Clodagh conhece os amigos Aidan e Cathal, dois jovens guerreiros do grupo de seu primo. Ela se encanta pelas maneiras gentis do primeiro e se irrita e ao mesmo tempo fica intrigada com as maneiras rudes e não muito sociáveis do segundo. Após as festividades, sua mãe dá à luz a um menino forte e saudável, cujo nome será Finbar, todos ficam felizes pois mãe e filho estão bem, contudo, essa alegria não dura muito tempo: um dos territórios de Sevenwaters é atacado e muitas pessoas morrem e, sob a proteção de Clodagh, o bebê Finbar é sequestrado e, em seu lugar é deixado um changeling, que para todos parece apenas um boneco de galhos e folhas, sendo nossa protagonista a única que pode vê-lo como um ser vivo real que respira e chora. 

A partir deste ponto, sentindo-se muito culpada e confusa, Clodagh decide iniciar sua jornada para o Outro Mundo a fim de resgatar o irmão, inesperadamente, porém, ela encontra Cathal no meio do caminho, o mesmo havia fugido sem deixar qualquer explicação e agora é um suspeito de todos os crimes ocorridos em Sevenwaters, mas o rapaz misterioso deixa claro que ficará ao lado dela e a protegerá custe o que custar. 

Em Herdeiro de Sevenwaters descobrimos que os Seres da Floresta já não são mais governados por criaturas benevolentes, mas sim pelo sádico Mac Dara, responsável pela troca dos bebês. Ninguém entende o porquê dele ter feito isso, mas uma coisa é certa: Cathal está realmente envolvido nesse mistério… 

Como dito antes, é muito bom voltar a essa narrativa, a esses personagens! A escrita de Juliet Marillier me é muito querida! Não existe um único livro dela que eu não tenha gostado e, inclusive, estou devendo as resenhas de alguns deles (um dia organizo bem direitinho essa saga por aqui). Acompanhar a aventura de Clodagh, uma garota bem comum, pelo Outro Mundo e o modo como ela se descobre uma excelente estrategista é muito envolvente e divertido, sério, não conseguia parar de ler esse livro! Herdeiro de Sevenwaters é uma leitura fluida e muito cativante, com certeza, ao lado de Filho das Sombras, é uma de minhas histórias favoritas dessa autora. 


20 de janeiro de 2026
[EU ASSISTI] THE WITCHER: SEREIAS DAS PROFUNDEZAS

 


Essa animação é um ótimo exemplo de quando você assiste algo não esperando nada e termina recebendo tudo e mais um pouco! Às sextas-feiras, para minha grande felicidade, saio do trabalho bem mais cedo e consigo aproveitar um pouco da tarde descansando ou fazendo qualquer outra coisa que não seja trabalhar. Em uma dessas sextas, estava comendo um lanchinho e decidi zapear na Netflix para ver se tinha algo legal que me interessasse e acabei caindo direto em The Witcher: sereias das profundezas! Como eu assisti à Lenda do Lobo e gostei bastante, dei play pensando que assistiria a essa animação apenas enquanto comia e depois a terminaria ao longo do final de semana, que nada! Fiquei vidrada na história e nem vi o tempo passar de tão boa que foi! 

The Witcher: sereias das profundezas faz uma releitura “dark” do famoso conto de Hans Christian Andersen, A pequena sereia. Aqui, começamos a história acompanhando Gerald em uma de suas aventuras, acompanhado do bardo Jaskier, eles vão até uma cidade costeira para destruir um monstro que está atacando os marinheiros, contudo, ao chegar lá, Gerald constata que a verdadeira ameaça não são as criaturas que vivem no mar, mas sim os seres humanos que estão destruindo seu habitat com uma falta de respeito atroz bem típica nossa… 

Se você já assistiu ou jogou The Witcher sabe que os humanos nesse universo detestam feéricos, elfos e qualquer criatura diferente, ou seja, com os sereianos não poderia ser diferente! Mas o negócio fica muito mais complicado porque o príncipe herdeiro do reino onde Gerald e Jaskier se encontram está apaixonado pela princesa herdeira dos sereianos e os pais de ambos não estão gostando nem um pouquinho dessa história… Para piorar, a nossa “pequena sereia” também tem uma tia sacana que vai tentar de aproveitar dessa situação a todo custo para conseguir poder… 

Como fazia muito, mas muito tempo que não tinha contato com esse universo, confesso que a narrativa de The Witcher: sereias das profundezas me surpreendeu muito! Fiquei completamente encantada pela história em cada detalhe, desde o desenvolvimento até o desfecho maravilhoso e sugestivo que ela tem. Além disso, ô desenho bonito, viu! Nossa, eu sou apaixonada por produções que mostram o oceano, mas essa é um desbunde! Linda demais e como já disse, é uma releitura dark de um conto de fadas muito querido, logo, vale muito a pena mesmo assistir.