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19 de setembro de 2026
Um pequeno texto sobre a Bienal do Livro agora que já passou o fervo


Agora que já passou o fervo, decidi falar um pouco sobre minha experiência pessoal com a Bienal do Livro de São Paulo. Minha história com esse evento começou quando eu tinha uns 10 anos de idade e estava na antiga 4ª série. Fui à Bienal do Livro pela primeira vez naquele ano, em um passeio da escola. Lembro-me de não ter dinheiro nenhum para gastar lá e de ter ficado maravilhada com todos aqueles livros, mas sem poder levar nenhum deles comigo. Uma coleguinha acabou me dando um livrinho de contos de fadas de presente “Branca de Neve” o qual eu tenho até hoje e está na casa dos meus pais. 

Sinto dizer que depois desse dia, eu só fui voltar a uma Bienal do livro em 2022, aos 28 anos! Isso porque minha adolescência e início de vida adulta foram bem sofridinhos… Eu trabalhava muito, muito mesmo e estudava bastante, não tinha tempo, nem dinheiro para nada, sendo bem sincera, um evento como a Bienal para mim, naquela época, seria extremamente frustrante e cansativo. 

Voltando à Bienal de 2022, essa também foi uma grande frustração! Tinha combinado de encontrar uma amiga que eu não via desde 2019, estava muito animada para retornar a esse evento e para curti-lo com essa amiga; Esperei na fila do ônibus, pois àquela altura, não sabia o caminho a pé, demorou uma hora até que eu embarcasse no ônibus; no meio do caminho, a tal amiga me manda uma mensagem dizendo que não poderia me encontrar lá! Nossa, fiquei bem chateada, gente! Mesmo assim, fui porque já estava chegando e ao entrar no pavilhão, socorro! Estava um inferno! SUPERLOTADO. Demorei uma hora no evento apenas, e isso por não conseguir encontrar a saída! Cheguei em casa bem triste e pensando que talvez a Bienal não fosse um evento para mim…

O tempo passou e 2024 chegou e dessa vez fui à Bienal junto com meu marido e nosso padrinho de casamento. Gente, foi tão legal! Que dia incrível! A gente se divertiu muito! Além disso, descobrimos que um antigo aluno meu também é amigo do nosso padrinho de casamento e nós nos tornamos amigos e essa amizade rendeu o surgimento do nosso grupo de RPG! E jogamos desde então! hahahahahahahaha 

Agora, esse ano, nós fomos em um número bem maior, pois o grupo do RPG foi todo, menos o meu ex aluno que não pôde participar dessa vez. Estava lotado, mas não como em 2022, felizmente! A gente acabou se perdendo uns dos outros, pois eu e nosso padrinho de casamento entramos pela entrada de profissionais do setor, eu como professora, ele como escritor; os demais entraram como visitantes pagantes. Galera, a entrada de profissionais do setor é MUITO DISTANTE DE TUDO!! A gente demorou 40 minutos para se encontrar porque o sinal de celular lá é péssimo e o lugar onde estávamos não era mostrado no mapa do evento! Cara, achei muita sacanagem isso. 

Quando finalmente nos encontramos, conseguimos curtir o rolê e foi muito legal, mesmo estando cheio, mesmo com as filas e a sensação de mormaço dentro dos estandes, quando estamos em um lugar com pessoas que gostamos, parece que tudo fica legal, né? Pelo menos comigo é assim. Sendo bem sincera com vocês, a gente não se organizou nem um pouquinho para essa Bienal… Afinal, somos todos adultos, trabalhamos para caramba, não tivemos tempo para ficar pesquisando a organização do evento, nem editoras que gostaríamos de visitar, fomos 100% no freestyle e foi legal assim, mas, por não ter conseguido ir a todos os lugares que queria, resolvi criar uma listinha de dicas para a edição de 2028: 


  1. Definir um ponto de encontro para todos; 

  2. Pesquisar o mapa antes do evento; 

  3. Se for com credencial, providenciar com antecedência; 

  4. Evitar ir no primeiro final de semana; 

  5. Chegar no final da tarde pode ser mais proveitoso. 


Nós poderíamos ter feito tudo isso esse ano, contudo, não tivemos tempo nem para pensar sobre isso. Por esse motivo, resolvi escrever essas dicas como uma forma de me lembrar delas e esse texto todo acabou surgindo porque percebi que em um blog LITERÁRIO, eu nunca tinha falado sobre a Bienal do Livro! Coisas que só eu faço mesmo hahahahahaha 

Então é isso, gente, não ficou um texto muito organizado, porém falei o que precisava para me lembrar da minha trajetória com a Bienal do Livro. E vocês? Gostam desse evento? Já foram à Bienal do Livro de São Paulo ou do Rio? É de outro estado? Tem um evento dedicado aos livros por aí? Tem outras dicas para compartilhar? Conta para a gente!


10 de setembro de 2026
PROJETO “12 CAFÉS EM 12 MESES” - PARTE 2



Oi, gente! Esse é mais um post "by Samu", dessa vez comentando sobre os cafés que visitamos entre os meses de abril e junho desse ano. Pois é, eu atrasei bastante para postar, mas como dizem por aí "antes tarde do que nunca"😅. Esse texto é a segunda parte do nosso projeto "12 CAFÉS EM 12 MESES" que estamos realizando no decorrer de 2026. Se você ainda não viu a primeira parte e quiser dar uma conferida, clica aqui para acessar a parte 1 da série.

ABRIL

Data: 02/05/2026 
Café sorteado: Casa Bauducco
Endereço: Av. Paulista, 2163 - Bela Vista, São Paulo - SP.
Horário de funcionamento: de segunda à sexta das 8h às 20h; aos sábados e domingos das 8h às 19h.


Bem, de todos os lugares que escolhemos para visitar até agora eu considero essa Casa Bauducco a mais peculiar. Não digo que Casas Bauducco em geral são peculiares, mas essa que fica na Av. Paulista é bastante curiosa, porque ela fica "dentro" de uma agência do Banco do Brasil. Ou seja, dependendo da mesa que você escolhe para sentar, dá pra ficar assistindo de camarote a galera entediada na fila pra resolver os rolês bancários.


Mas o ambiente é ótimo, espaçoso, confortável, com uma iluminação amarelinha que é até aconchegante. E o pessoal que nos atendeu foi bastante simpático. Como as coisas que pedimos para comer eram daquele tipo que já está pronto e eles só esquentam, não tivemos que esperar quase nada. Mas olha, pense numas tortinhas gostosas! E a crostata de pistache que a Dedéia pediu também estava muito boa. Além disso, eu me tornei fã número 1 do café deles e, daqui pra frente, sempre que eu passar ali pela Paulista vou dar um pulo nessa Casa Bauducco.

NOTA:☕☕☕☕

MAIO

Data: 23/05/2026 
Café sorteado: Visconde Cafés Especiais
Endereço: Praça Visc. de Sousa Fontes, 120 - Parque da Mooca, São Paulo - SP.
Horário de funcionamento: de terça a domingo das 9h às 18h; às segundas: FECHADO.

Nesse dia a gente tomou uma baita chuva no caminho até o Visconde, daquelas que precisa enfiar o pé na água pra atravessar a rua. Mas, apesar do tempo ruim, eu e a Dedéia não nos deixamos abater e, reunindo uma coragem sobre-humana quase hercúlea, nós pegamos o honorável guarda-chuva e saímos de casa.
A fachada do Visconde é elegante e discreta. Tem uma área externa com duas ou três mesas e a área interna com mais algumas. O lugar não é grande, pois a estrutura é de uma casa residencial adaptada, o que torna estar lá dentro uma experiência bastante aconchegante. Lá dentro parece uma casinha de vó, iluminação quente, decoração que provoca nostalgia, plantinhas. Confesso que achei as mesas muito próximas umas das outras, mas isso é coisa minha, tenho negócio com pessoas desconhecidas chegando muito perto.


Sobre a comida, bem, nós já tínhamos tomado aquela chuva, então eu não quis arriscar nada muito diferente. Pedi um cappuccino e um misto quente. Pense num misto de respeito! Tava tudo ótimo. Já a Dedéia quis algo mais "fora da caixinha", então escolheu chocolate quente e alguma coisa com presunto de parma e mossarela de búfala (não me recordo o nome do que ela pediu). Digamos que ela não gostou tanto assim de estar fora da caixinha, mas é questão de gosto mesmo. Em suma, sinto saudade daquele misto.

NOTA:☕☕☕☕

JUNHO

Data: 27/06/2026 
Café sorteado: Condimento Café
Endereço: R. Itapura, 1400 - Tatuapé, São Paulo - SP.
Horário de funcionamento: de terça à sexta das 11h30 às 22h; aos sábados das 9h às 22h e aos domingos das 9h às 17h; às segundas: FECHADO.


Na minha opinião, o Condimento Café foi o melhor lugar que visitamos desde que iniciamos essa tradição de descobrir cafeterias no começo do ano. Os ambientes são lindos, todos em tons pasteis e a cor predominante é o rosinha. Algumas decorações fazem referência a Alice no País das Maravilhas, o que me conquistou de imediato.
Além disso, os espaços são amplos e bastante confortáveis. Sabe aquela minha coisa com mesa grudada? Então, no Condimento eu e a Dedéia poderíamos dançar uma valsa tranquilamente entre as mesas sem atrapalhar ninguém, e ainda seríamos aplaudidos no final. Porém, no dia e horário em que nós fomos havia bem poucos clientes, então não haveria muitos aplausos no nosso show.


Além do lugar bonito, a comida também é excelente. Pedimos tostado de miga (que serviu bem pra caramba), pães de queijo, bolo de cenoura. E pra beber pedimos o cappuccino com nutella deles. No geral, foi uma tarde excelente!

NOTA:☕☕☕☕☕

26 de maio de 2026
[EU ASSISTI] AGATHA DESDE SEMPRE




Você aí, millennial, lembra quando a gente era criança e assistia filmes na televisão como Abracadabra, Halloweentown, Jovens Bruxas ou séries como Os feiticeiros de Waverly Place ou As visões da Raven? Pois é, eu não esperava, mas Agatha desde sempre, uma série do Universo Marvel, tem essa pegada e, mais incrível ainda, eu gostei! 

A última produção da Marvel que assisti, antes de Agatha desde sempre, foi Eternos, e eu detestei. Eita, filme chato da gota! Por isso não dei atenção a nenhum outro trabalho do estúdio, passei batido por Loki e WandaVision, apesar de saber que muito provavelmente gostaria dessas obras, só que não estava com tempo para me arriscar.

Como dito acima, Agatha desde sempre tem muito essa atmosfera de obra televisiva do começo dos Anos 2000, chegando a ser até bastante cartunesca e exagerada em alguns vários pontos, credito isso ao fato de que, ao meu ver, todo mundo na produção estava se divertindo muito com esse trabalho! É visível o quando a atriz que interpreta a personagem-título, Kathryn Hahn se diverte com esse papel e os demais membros do elenco não ficam atrás. As atuações são canastronas? São. Mas tem a Patti LuPone, gente! Como não gostar? 

Agatha desde sempre começa algum tempo depois do final de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, pois, Wanda Maximoff é tida como morta e descobrimos (no caso eu né, porque quem viu WandaVision já sabia) que ela amaldiçoou a infame bruxa matadora de bruxas, Agatha Harkness, a viver em uma realidade alternativa dentro de sua cabeça, sem nunca se dar conta disso. A nossa anti-heroína é salva, porém, por um garoto, interpretado pelo querido Joe Locke (o Charlie de Heartstopper) que é um jovem bruxo, sedento por poder e vai ao encontro dela porque quer encontrar O caminho das bruxas e ele sabe que ela foi a única a completar os desafios e sair de lá com vida. 

No começo, Agatha não quer ajudá-lo, porém, ela fica intrigada com o fato de o garoto ter um sigilo que impede qualquer bruxa de saber seu nome e origem, logo, ela lhe diz precisar de um coven e lá vão eles atrás de outras bruxas. O coven é formado, entretanto, durante o ritual, o qual nos apresenta a icônica música The ballad of the witches’ road, sete bruxas de Salém, descendentes das originais que, nesse multiverso, foram mortas pela Agatha, a encontram e querem vingança. O portal para o caminho se abre e todas entram, sem pensar muito, para se salvar da ameaça. 

Dentro do caminho, que é muito bonito e completamente construído com efeitos práticos, tudo lá está ali de verdade, zero CGI, as bruxas e o garoto devem passar por algumas provas de aptidão de suas práticas mágicas, até chegar ao final do caminho onde receberão aquilo que mais querem. 

Eu, como fã da Feiticeira Escarlate, já sabia mais ou menos onde esse Caminho das Bruxas ia dar e como ele surgiu, mas ver isso em tela foi mágico! Agatha desde sempre tem uma carinha de produção de baixo-orçamento dos anos 2000 e as atrizes estão bem overacting, mas não sei, a série me cativou e por mais vergonha alheia que eu sentisse com as caretas e gargalhadas de Kathryn Hahn, eu adorei a experiência de assistir a essa produção e me diverti muito durante os dois dias que levei para vê-la, afinal, são apenas 9 episódios e alguns deles têm duração de sitcom. 

Enfim, Agatha desde sempre é uma série bonita, com uma vibe Abracadabra e Jovens Bruxas que me deixou nostálgica e  me fez passar pano para várias coisas que achei cringe, mas dane-se, a produção é boa, é bem feita, a história é divertida e te prende do início ao fim, The ballad of the witches’ road é um hino divônico e eu espero que tenha uma segunda temporada, ou uma série específica do garoto, pois, ele promete, só digo isso. 

28 de abril de 2026
O TARÔ E A JORNADA DO HERÓI, de Hajo Banzhaf



No ano passado tomei uma das melhores decisões da minha vida enquanto leitora: assinei o Kindle Unlimited (KU para os íntimos) e agora tenho contato com uma infinidade de obras que se fosse para eu procurá-las à esmo pelo site da Amazon ou em alguma livraria, perderia muito tempo e, talvez, não conseguisse lê-las. A primeira dessa leva foi O Tarô e a jornada do herói, escrito por Hajo Banzhaf, um livro que mescla Psicologia Analítica (amoooo) com Tarô (amo ainda mais) em uma profunda análise dos arcanos maiores e da nossa jornada pessoal na vida. 

Gosto muito, muito mesmo de Tarô e de um ano para cá tenho esse enorme desejo de estudá-lo mesmo e melhorar minhas interpretações dessa ferramenta oracular milenar e como também gosto de estudar a Psicologia Analítica de Jung, achei que O Tarô e a jornada do herói seria um ótimo ponto de partida para os meus estudos e eu não poderia estar mais certa! 

Nesse livro, o autor, Hajo Banzhaf, começa nos dando um panorama geral da história do Tarô, como surgiu, seus possíveis significados em algumas várias culturas, sua divisão em arcanos maiores e menores, suas correlações com a astrologia, elementos da natureza, da magia e alquimia, enfim, é uma ótima introdução para quem não sabe nada de nada do assunto. Depois, ele já nos explica o conceito da Jornada do herói, de Joseph Campbell, aliado aos conceitos junguianos e já nos avisa que o Tarô é uma ferramenta de conhecimento profundo sobre a psiquê humana e pode nos ajudar, e muito a nos entendermos nesse mundo. 

As análises começam com a carta de número zero, O Louco (representando a nós, heróis e heroínas) e terminam com a última carta, a de número 21, O Mundo, representando o fim de um ciclo e o início de outro, trazendo para nós de forma bem real a ciclicidade da vida. Durante as análises, Hajo Banzhaf aponta para o fato de que a jornada do herói pelos arcanos maiores é dividida em duas etapas: a jornada diurna, solar, de energia masculina; e a jornada noturna, lunar, de energia feminina. TODOS nós passamos pelas duas etapas, pois, segundo a Psicologia Analítica todos nós temos uma contraparte a depender de nossa identificação de gênero, sendo  masculina ou feminina dentro de nós, sendo estas o Animus e a Anima.

A jornada diurna e solar compreende as primeiras cartas dos arcanos maiores: O Mago, A Sacerdotisa, A Imperatriz, O Imperador, O Hierofante, Os Enamorados, O Carro, A Justiça e O Eremita. Nesse caminho, o objetivo do herói ou da heroína é desbravar o mundo, sair do conforto e da proteção da casa dos pais e se provar, mostrar do que é capaz (podendo isso ser para o bem ou para o mal), testar seus limites, desenvolver seu potencial sempre voltado para o exterior, aquilo que queremos mostrar e provar para os outros, sendo assim, o EGO domina esse trecho da aventura de nossas vidas.

A jornada noturna, por outro lado, é um mergulho em nosso inconsciente, ao chegamos no ponto O Eremita, já conhecemos muito bem nosso potencial transformador, contudo, passamos a querer entender quem nós somos de verdade, esse ponto do caminho é um retorno às origens, mas de forma reflexiva, passando pelas últimas cartas do tarô: A Roda da fortuna, A Força, O Pendurado, A Morte, A Temperança, O Diabo, A Torre, A Estrela, A Lua, O Sol, O Julgamento e O Mundo.  A ordem das cartas A Força e A Temperança foi propositalmente invertida pelo autor e durante a leitura, ele explica o porquê. Nesse momento, analisamos profundamente quem somos e temos contato com as nossas sombras, nesse trecho do caminho, o EGO vai se confrontar com o SELF, o inconsciente, tudo aquilo que sentimos, pensamos e somos, mas não queremos conhecer, não queremos saber, temos medo, nojo, só que, ainda assim, as sombras fazem parte de nós e um indivíduo só pode tornar-se pleno ao aprender a aceitar e lidar esses aspectos incômodos de si mesmo. 

O caminho lunar e noturno é, de certa forma, muito maior, mais complexo e mais profundo do que o diurno, mostrar-se para o mundo acaba sendo fácil, voltar-se para si mesmo e se conhecer e aprender a lidar com suas “imperfeições” é que é bem difícil, demanda muito tempo, paciência e amor consigo mesmo. Com certeza, O Tarô e a jornada do herói deixou mais claros os horizontes por aqui e me permitiu nortear bem como quero prosseguir com meus estudos sobre o Tarô e sobre a Psicologia Analítica também. Se você se interessa por ambos os assuntos, acredito que a escrita de Hajo Banzhaf é bem acessível e ele explica muito bem os conceitos básicos do trabalho de Jung, além de recomendar várias referências bibliográficas. Essa leitura vale muito a pena e é um bom começo para quem quer conhecer melhor a si mesmo e está disposto ou disposta a confrontar suas sombras e, quem sabe, tornar-se amigo delas, ou, pelo menos, ter uma relação de cordialidade. 

Então é isso, gente! Que leitura! Digam nos comentários: em qual parte do caminho vocês acham que estão?


16 de abril de 2026
[Respondendo a Tag] - O BOM DO OUTONO

 


Eita como faz tempo que não se responde uma tag nesse Livre Lendo, hein! Nossa, eu sempre respondia várias e com frequência, mas, de uns tempos para cá não achava nenhuma que me chamasse atenção, até que em 2025, encontrei O BOM DO OUTONO, criação original da Helaina Carvalho, no blog dela, o Mente Hipercriativa e como eu amo essa estação, suas cores, seus sabores e o Mabon, decidi respondê-la, no caso, um ano depois… (é de conhecimento geral que sou marcha-lenta…). 



1. Temperaturas amenas: uma história sem muito drama

Apesar da série Anne with an E desenvolver muitas pautas sociais, Anne de Green Gables não tem muitos dramas, salvo o final do livro, no qual um personagem muito querido morre, mas tirando isso, é uma narrativa bem tranquila e divertida! 


 2. Roupas aconchegantes: uma história de aquecer o coração


Sem sombra de dúvidas, A sign of affection é uma narrativa muito fofa e linda! Sempre estou relendo e reassistindo! A história de amor entre Yuki, uma garota surda e Itsuomi, a personificação do espírito do andarilho poliglota é muito querida para mim e sempre aquece meu coraçãozinho. 


3. Chocolate quente: um personagem favorito

Ô perguntinha capciosa, hein, dona Helaina! Já tive muitos personagens favoritos ao longo da vida, mas acho que, no momento, tenho gostado e admirado muito a Anne Shirley. Ela é sonhadora, idealista, mas na hora do vamos ver, resolve as paradas. Gosto muito dela! 


4. Nevoeiro: clima tenso durante toda a história

Um livro que faz você ler e ler e não conseguir parar até que os personagens estejam minimamente em uma situação menos periclitante é Battle Royale! Gente, coitados desses adolescentes! É brutal! 


5. Ventos: uma reviravolta chocante

Nunca Minta foi um dos thrillers mais recentes que li e meu primeiro contato com a escrita de Freida McFadden. Tudo ali me prendeu: os personagens, a situação de estar presa em uma casa desconhecida, no meio de uma nevasca, sem comunicação com o mundo exterior e ainda com a ameaça de algum estranho escondido por lá… Nossa, pesadelo total! E quando o plot twist se apresenta, cara, eu não imaginava, nem de longe! Fiquei completamente estarrecida com o final dessa história, que é muito, muito bom!

 


6. Dias mais curtos: final com gostinho de quero mais

Apesar de ser uma obra um pouquinho extensa, Kamisama Hajimemashita deixou um gostinho de quero mais para mim, porque eu realmente queria ver mais da vida da Nanami e do Tomoe! 


7. Noites de filme: livro que deveria virar filme

Eu gostaria muito que O circo da noite se tornasse um filme ou série… Por motivos de que esse é o melhor livro de fantasia que já li na vida e vou sempre falar bem dele e sempre vou dar um jeito de incluí-lo em qualquer conversa sobre livros ou tag. Leiam, é perfeito. De nada.


8. Meias coloridas: crianças protagonistas

Matilda né, gente! Vocês tinham alguma dúvida? Eu amo Matilda! Que livro delicinha de ler e que filme mais querido! Sou apaixonada pela história dessa menininha leitora que adquire poderes psíquicos de tanto ler! Ainda tenho esperança de ser contemplada um dia, mercúrio em Peixes…. me deixa sonhar! hahahahahaha


Então é isso, pessoal! Adorei responder essa tag! Depois, passem lá no Mente Hipercriativa para ler as respostas da Helaina. Já peguei várias dicas de leitura muito boas com ela!


26 de março de 2026
PROJETO “12 CAFÉS EM 12 MESES”

 


Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Hoje a proposta do post é diferente, porque vou apresentar um projeto pessoal meu e do Samu para esse ano de 2026. O “12 cafés em 12 meses". A ideia surgiu de uma postagem que encontramos no Instagram, na qual duas irmãs decidiram conhecer cafés diferentes de sua cidade durante o ano passado. Não me lembro mais em qual perfil encontrei essa inspiração, mas nós achamos esta muito incrível e já demos início em janeiro. 

Como as vidas de professora e de programador são beeeem ocupadas, não conseguimos fazer um post específico para cada mês, por isso resolvemos fazer postagens a cada três meses falando de 3 cafés visitados. Nessa primeira vamos conversar sobre dois da Zona Leste e um da Zona Sul. Bora! 


JANEIRO 


Data: 24/01/2026 

Café sorteado: Marie Marie Bakery

Endereço: Rua Azevedo Soares, 2532 - Tatuapé , São Paulo, SP.

Horário de funcionamento: de segunda à sábado das 08h30 às 18h30; aos domingos: FECHADO.



Nesse sábado estava fazendo um tempo bem ameno, estilinho Outono, sabe? Saímos de casa umas 16h, fomos de metrô e depois embarcamos em um ônibus no Terminal Tatuapé e chegamos ao Marie Marie Bakery às 17h. Fomos muito bem atendidos pelos funcionários do café. O ambiente é muito bonito e acolhedor e o cardápio é bem gostoso e com um valor acessível. Já não me lembro mais os nomes do que escolhemos, mas como dá para ver na imagem, foram dois salgados, cafés, três croissants de  chocolate e um brigadeiro. Estava tudo muito gostoso, mas como agora somos dois 30+ achamos que os croissants estavam muito doces. 



Antes de ir embora, passamos na confeitaria do Café, que fica antes da saída e compramos uns bolinhos para comer em casa. Gostamos do Marie Marie Bakery por ser de fácil acesso, ter comidas gostosas e valor acessível. 


NOTA: ☕☕☕☕


 FEVEREIRO 


Data: 28/02/2026 

Café sorteado: Provence Cafés Especiais

Endereço: R. Serra de Japi, 1378 - Vila Gomes Cardim, São Paulo - SP.

Horário de funcionamento: de terça à sábado das 09h30 às 19h; aos domingos das 15h30 às 19h; às segundas: FECHADO. 



Fomos ao Provence Cafés Especiais em um dia mais quente. Saímos de casa no mesmo horário de outrora e fizemos, inclusive, o mesmo caminho, só descendo do ônibus um pouco antes. Gostamos disso, pois se você tiver disposição para andar, dá para ir andando no metrô Tatuapé até esse café, Samu e eu, por exemplo, voltamos andando e já conhecemos uma Loja de Quadrinhos que nem sabíamos que tinha ali por perto! 



Ao chegarmos ao Provence Cafés Especiais, fomos bem recepcionados, contudo, precisamos esperar um pouco para sermos atendidos pois o local estava cheio. Além disso, por mais que a fachada não aparente, ele é bem maior do que o Marie Marie Bakery, contando com três ambientes: um na parte externa, um salão no térreo e outro salão no andar de cima. O café também conta com um ambiente bem bonito para tirar fotos que fica entre os dois salões, não tiramos fotos lá porque, como dito antes, estava cheio. 



O Samu pediu um frapuccino e um petit gateau com sorvete, já eu, que sou mais esganada, pedi um café especial de lavanda, um croque e uma fatia de bolo de chocolate. Gente, o café de lavanda é DE-LI-CI-O-SO! Nunca imaginei que a lavanda fosse harmonizar tão bem com café! Isso sem falar em tudo o mais que comemos, estava uma delícia e, dessa vez, a doçura estava na medida certa para os nossos paladares e os valores também são bem acessíveis. 


NOTA: ☕☕☕☕☕


MARÇO 


Data: 21/03/2026 

Café sorteado: FILLMORE AMERICAN COFFEE & EATERY

Endereço: Av. Nazaré, 1732 - Ipiranga, São Paulo - SP.

Horário de funcionamento: todos os dias das 08h às 22h. 



O FILLMORE não estava nos nossos planos. Na verdade, o objetivo principal dessa primeira versão do 12 cafés em 12 meses é de conhecer espaços aqui na Zona Leste mesmo, eventualmente, vamos a outras regiões, mas não tínhamos pesquisado por esse lugar em específico. 

Acontece que no dia 21/03 eu tinha um exame marcado na região do Alto do Ipiranga e deu tudo errado, gente! Descemos na estação errada, chegamos atrasados, não consegui fazer o exame porque as enfermeiras não encontraram minha veia para colocar o acesso, quebraram duas veias minhas, foi um terror. Nós já tínhamos um compromisso marcado no dia 28/03 (nosso RPG de mesa, “As aventuras do Condado de Filomenya”) por esse motivo, se não fossemos naquele sábado, não daria para ir em março mais. 

O Samu, então, pesquisou por cafés próximos à clínica onde estávamos e até tinha a opção de irmos ao Café Kiki, porém, precisaríamos esperar mais de uma hora para ele abrir e estávamos cansados, frustrados e com fome, por isso fomos ao FILLMORE mesmo. 

Chegando lá, fomos muito bem recebidos e rapidamente atendidos. Por causa do horário, o café não estava cheio e comparado aos outros dois, ele é o maior que já visitamos! Contudo, não gostamos muito do atendimento em si e vou explicar o porquê: havia várias mesas disponíveis para escolha e escolhemos uma pequena só para nós dois, fizemos nosso pedido de dois Brunches Americanos, pois nunca tínhamos comido essa refeição, queríamos experimentar e estávamos com fome. A funcionária que anotou nosso pedido poderia ter nos alertado de que vinha muita comida e que o espaço da mesa que escolhemos ficaria apertado, nos deixando escolher uma mesa maior, ela não fez isso. 



Pois bem, chegaram os pratos e a atendente que os trouxe nos disse “nossa, vocês escolheram uma mesa muito pequenininha, não sei nem como vou colocar os pratos aqui!”, e não nos foi oferecido trocar de mesa. Mesmo assim, o funcionário que fez o nosso café foi muito gentil, atencioso e simpático.

O Brunch Americano é composto por ovos mexidos, bacon, torradas, suco de laranja, café e panquecas tipicamente norte-americanas. Para nós dois, o mais decepcionante foram as panquecas, achamos elas muito “massudas” e pesadas para o nosso paladar 30+, sabe? Eu que sou esganada não consegui comer tudo, o Samu, então, coitado, ficou passando mal. Aquele sábado realmente não era nosso dia… 


NOTA: ☕☕


Então é isso, gente! Gostaram desse novo estilo de postagem? Já conheciam esses cafés? Conta para a gente nos comentários! A próxima será em junho e ficará por conta do Samu =D