31 de outubro de 2025
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NOSFERATU, DE JOE HILL
24 de outubro de 2025
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Livros de Suspense
O FANTASMA DA ÓPERA
Até esse ano, meu único contato com O Fantasma da Ópera foi através do filme homônimo de 2004. Na época, lembro de ter gostado da adaptação principalmente por causa da atriz Emmy Rossum, a qual eu conhecia pela série Shameless, que eu adorava. Muito tempo passou e acabei comprando a belíssima edição da Editora Pandorga, fiquei muito encantada por ela e resolvi fazer essa leitura, que, infelizmente, não foi tão encantadora quanto seu projeto gráfico…
Gaston Leroux foi um jornalista e romancista muito famoso em sua época e ele, tal como muitas outras pessoas, ficava intrigado com os diversos acidentes misteriosos ocorridos na opulenta Ópera Garnier e em suas galerias e lagos subterrâneos. Unindo o útil ao agradável, ele publica, então, em 1909, O Fantasma da Ópera, um romance que deve ter sido fascinante, mas não envelheceu nem um pouco bem.
Em O Fantasma da Ópera, acompanhamos, através do próprio Gaston Leroux, como narrador observador, na forma de uma “reportagem”, o misterioso caso do desaparecimento da soprano Christine Daaé e algumas mortes inexplicáveis que ocorreram na mesma noite.
O narrador começa nos mostrando que os diretores anteriores da ópera se aposentaram e novos assumiram seu lugar, contudo, eles só sabiam sobre a existência de uma figura excêntrica: O Fantasma da Ópera, alguém que domina verdadeiramente o local; todos o temiam e, inclusive, os diretores anteriores lhe pagavam um salário e reservavam-lhe um camarote inclusive para assistir a todas as apresentações, mas por que isso, você se pergunta? Porque se não o fizessem o “fantasma”, conhecedor de todas as passagens secretas e subterrâneas do teatro, poderia sabotar as produções e causar acidentes fatais… Os novos diretores não acreditam nisso e muitos crimes acabam decorrendo dessa descrença…
Depois de saber desse cenário, conhecemos nossa protagonista, Christine Daaé, uma jovem bailarina, aspirante a cantora que guarda um grande segredo: ela tem aulas de canto com uma figura misteriosa que ela chama de seu “Anjo da Música”, posteriormente, de forma bem ruim, ela descobre ser este O Fantasma da Ópera que, para piorar, fica completamente obcecado por ela. Além disso, em sua grande estreia como “prima donna”, a jovem reencontra um antigo amigo, o visconde Raoul de Chagny, o qual também é obcecado por ela e muito, muito ciumento e controlador. Enfim, Christine está presa a um triângulo amoroso terrível, até porque essas duas figuras masculinas opressoras vão se digladiar pelo “amor” da moça, ocasionando algumas tragédias.
Como deixei transparecer desde o começo, não gostei nem um pouco de O Fantasma da Ópera. A narrativa de Leroux é bem enfadonha; Ele traz muitas descrições, para mim, desinteressantes, sobre a arquitetura da Ópera Garnier, sobre os “sentimentos” de Raoul por Christine, e toda a lenga-lenga dos novos diretores que não acreditam no fantasma. Foi muito pedante ler essa obra, gente, sério. A edição da Pandorga é linda, deslumbrante mesmo! As ilustrações, o projeto editorial, tudo é muito bonito, meu problema mesmo foi com a história que não me agradou em nada. O modo como o fantasma e Raoul tratam Christine é horrível. Ela é uma moça super talentosa, desimpedida, que poderia brilhar como cantora, mas é sempre lançada para trás por um dos dois. É ridículo. Tenho muita experiência com a leitura de clássicos e gosto muito da grande maioria daqueles que li, contudo, esse não me agradou em nada e não consigo recomendá-lo a ninguém.
7 de outubro de 2025
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A ESTRADA DA NOITE
16 de setembro de 2025
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BOM DIA, VERÔNICA
4 de fevereiro de 2025
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NUNCA MINTA, de Freida McFadden
E como a verdade pode ser mil vezes pior do que uma mentira bem contada...
Imagine a situação: você é uma mulher recém-casada com um homem que não fala sobre a família, na verdade, no casamento de vocês não havia quase ninguém do lado dele, ele não tem amigos e o seus dizem que ele é uma grande red flag, mas mesmo assim você se casa com ele muito rápido. Vocês estão apaixonados e ele prospera no trabalho, apesar de você estar desempregada, e então decidem comprar uma casa maior, afinal, vocês querem ter uma família. Chegando lá, vocês vão pegos de surpresa por uma tempestade de neve e ficam presos nessa casa, que está à venda porque a antiga dona desapareceu há três anos e, aparentemente, vocês não estão sozinhos lá…
Essa é a premissa de Nunca minta, primeiro livro que li da autora Freida McFadden, um nome muito promissor do gênero thriller atualmente. Quem me apresentou a ela foi o Samu. Ele entrou em uma leitura compartilhada e essa foi a obra escolhida, ele leu e insistiu para que eu lesse também, pois esse é o tipo de história que faz sua cabeça explodir.
Pois bem, fiz a leitura, mas confesso não ter me engajado rapidamente com o relato da recém-casada Tricia e da desaparecida psiquiatra Doutora Adrienne Hale, um tenho esse problema em ler em inglês, na minha cabeça, quando leio nessa língua, estou estudando, sabe? Foi por esse motivo que demorei a mergulhar nessa história, até porque a escrita de Freida McFadden é eletrizante e objetiva, a mulher não fica enrolando não, tudo o que é escrito, será usado à frente, não há excessos, todas as informações são relevantes, contudo, não te preparam para os plot twists da trama, porque sim, há mais de um!
Em Nunca minta, Freida McFadden nos apresenta ao enredo, alternando capítulos no presente, nos quais Tricia está pirando dentro de uma casa imensa, na qual ela sente que não está sozinha com seu marido, e ele, de forma paternalista, fala que ela está sendo exagerada e paranóica e que não há ninguém lá além deles… Será mesmo? Com capítulos do passado, nos quais a Doutora Adrienne ainda não está desaparecida e vemos como ela lidava com seus pacientes e como um deles se tornou uma pedra em seu sapato, perseguindo-a e a ameaçando com um vídeo comprometedor dela… E tendo acesso, juntamente com a curiosa Tricia, à algumas gravações das sessões de terapia que a doutora gravava sem a autorização de seus pacientes, algo não muito profissional e bem antiético, não é mesmo?
Com essas informações, você já deve ter percebido que Freida McFadden cria personagens bem ambíguos e não muito cativantes, logo, nós desconfiamos bastante de quase todos eles e antipatizamos com a maioria também… E como dito, anteriormente, nada, absolutamente nada te prepara para os plot twists de Nunca minta. Sério. Você pode pensar nas mais loucas alternativas para o que aconteceu com a doutora: Morreu? Desapareceu apenas? Qual foi a motivação? Nada, repito, nada do que você pensar vai chegar perto da verdade…
Acho desnecessário dizer que amei essa leitura e, tal como aconteceu com A última festa, passei uma madrugada em claro lendo os últimos capítulos de Nunca minta e “pirei muito na batatinha” com o final, agora, quero ler outros romances de Freida McFadden, virei fã!
31 de dezembro de 2024
Literatura Estrangeira /
Livros de Suspense
A ÚLTIMA FESTA
UM SUSPENSE PARA "ANIMAR" SEU FINAL DE ANO
Ah, as festas de final de ano! São momentos ou para se divertir, confraternizar com os amigos e familiares, vestir roupas brancas e desejar a paz mundial, ou para se estressar com familiares escrotos, ter momentos de "climão" por causa de desavenças ideológicas e por que não festejar com amigos que, na verdade, você já não se identifica tanto e talvez, até quisesse que um deles já não existisse mais...
É com esse plano de fundo de festas de final de ano que a autora Lucy Foley constrói A última festa. Aqui, acompanhamos um grupo de amigos dos tempos da faculdade que ao longo dos anos criou, na vida adulta, uma tradição de sempre passar o Réveillon juntos e a cada ano um membro do grupo escolhe a viagem e o que farão durante esse recesso, tudo muito legal não é mesmo? No começo a gente até admira essas amizades que perduraram até a vida adulta, mas só no começo mesmo...
No ano em que se passa A última festa, a pessoa responsável por organizar a viagem é Emma, namorada de Mark, e a mais nova no grupo. Ela decide levá-los a uma espécie de hotel-fazenda no meio do nada nas Terras Altas escocesas. Lá, em apenas três dias através dos pensamentos de Emma, Katie e Miranda (membros do grupo); e Heather (funcionária do estabelecimento) veremos como funciona toda a dinâmica abusiva e tóxica entre esses "amigos". Segredos serão revelados e um assassinato ocorre e as perguntas que ficam são: Quem matou? Quem foi a vítima? Qual foi a motivação do assassino?
Não sou lá muito fã de livros narrados em primeira pessoa, contudo, quando o assunto é thriller, ai, a coisa muda completamente! Adorei os capítulos intercalados entre esses quatro pontos de vista tão distintos. Lucy Foley em alguns outros capítulos faz uso da terceira pessoa para mostrar o ponto de vista de um segundo funcionário do local, deixando tudo ainda mais intrigante.
A escrita de Lucy Foley é prazerosa de ler e a construção das personagens Emma, Katie e Miranda é memorável. A profundidade dada a elas só perde o brilho no final da história, que poderia ter sido melhor executado. Apesar dessa pequena ressalva, A última festa é um thriller maravilhoso e vale muito a pena ser lido.
PS.: Feliz Ano Novo, pessoas! Tudo de bom para todos nós e que 2025 seja um ano melhor do que foi 2024!
24 de novembro de 2018
Literatura brasileira /
Livros de Suspense
Blasfêmia - Pathy dos Reis e Maria Carolina Passos
Há quase dois anos atrás, em uma conversa com alguns alunos sobre leitura, um deles disse estar lendo, na época, um romance policial chamado Blasfêmia, escrito pela youtuber Pathy dos Reis e por Maria Carolina Passos. Fiquei intrigada pelo título e pela capa sombria, beirando o macabro. Passou-se bastante tempo desde a conversa que tive com esse aluno, mas li o livro e vou falar um pouco sobre ele agora.
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| Foto do site oficial do livro |
Fiquei realmente surpresa com o final da trama, pois, apesar de ser algo já visto em outros textos do gênero, não foi evidenciado durante o desenvolvimento da história, nada levava a crer que a motivação do assassino fosse a mostrada no desfecho e isso foi bom.










