Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

6 de agosto de 2026
[EU ASSISTI] O GRANDE MOTIM (1935)


Olá, pessoal! Mais uma resenha de filme que ganhou Oscar, escrita pelo Samu.



Como o próprio nome já diz, o filme O Grande Motim (1935) conta a história de uma tripulação que se amotinou contra o capitão do navio. Dirigido por Frank Lloyd, esse filme tem uma história bem óbvia, logo na primeira meia hora você já tem uma boa noção do que vai acontecer até o final.


Sendo assim, temos como protagonista o imediato do navio HMS Bounty, um homem honesto e altruísta chamado Fletcher Christian (interpretado por ninguém menos que Clark Gable bafo de cebola). Sob as ordens do Tenente William Bligh (Charles Laughton), o Christian gerencia seus marinheiros em uma missão de transporte de carga. O objetivo deles é viajar da Grã-Bretanha até o Taiti afim de buscar fruta-pão, uma espécie de fruta nativa da região e parente da jaca.


O único problema é que o capitão Bligh se mostra um tremendo carrasco desde o início. Na medida em que os dias em alto-mar vão passando, ele maltrata a tripulação de diversas formas, fazendo-os trabalhar até a exaustão, privando-os de comida e água, ordenando coisas impossíveis. Enfim, é visível para todos que ele sente prazer na crueldade, e isso vai deixando Christian cada vez mais pistola indignado.


E o ápice das atitudes perversas de Bligh acontece na volta, em uma cena chocante (ou talvez nem tanto) em que ele manda passar um dos marinheiros por sob a quilha do navio. Pra quem não conhece essas coisas de embarcações, a quilha é essa parte da imagem abaixo:



Sendo assim, essa ordem cruel é a última gota que faltava para transbordar a fúria dos tripulantes do Bounty. E aí começa o motim.


Confesso que o filme não me prendeu como eu achei que me prenderia, juro que ele teria passado batido. Contudo, depois eu descobri um fato chocante (e esse sim é realmente chocante), e me fez mudar de opinião. Acontece que O Grande Motim é baseado em uma história real, ou seja, tanto Fletcher Christian quanto o capitão Bligh são figuras que realmente existiram e o motim no Bounty ocorreu mesmo. Claro, não foi exatamente como no filme, mas as atrocidades do capitão foram muitas. E pra mim isso torna esse filme e todas as outras várias refilmagens muito mais significativas, portanto, acho que vale a pena assistir!




2 de julho de 2026
[EU ASSISTI] ACONTECEU NAQUELA NOITE (1934)



Oi, pessoal! Samu aqui, e hoje venho comentar sobre esse filme sensacional que ganhou o Oscar de 1935. Aconteceu Naquela Noite me fez dar altas risadas com as loucuras que vão acontecendo. Sabe aquele tipo de história cujo início acontece tudo bem plausível e, na medida em que as coisas desenrolam, vai tomando um rumo cada vez mais absurdo? Então... é esse filme inteiro!


Bem, os protagonistas são o jornalista Peter Warne, interpretado pelo Clark Gable bafo de cebola, e a socialite Ellie Andrews, personagem da Claudette Colbert. Sendo assim,  Peter está a procura de um furo de notícia, e o encontra ao descobrir que Ellie, a filha de um ricaço da alta sociedade, fugiu do pai para se encontrar com o noivo, um almofadinhas chamado King Westley. Detalhe que o pai dela não aceita de jeito nenhum esse relacionamento dos dois, por isso a fuga.


A Ellie é 1000% doidona, então ela decide pegar um busão fretado para atravessar o estado até os braços do quimbimbe dela. (Só um adendo: quimbimbe pode significar "namorado, crush, peguete, ficante, emoção, PA" ou qualquer outra palavra do gênero. Mais detalhes você encontra no livro Novíssimo Dicionário de Palavras Inventadas pela Mãe da Andréa).




O ponto é que Peter também está no busão que a Ellie tomou, sendo assim, eles acabam se conhecendo. Os primeiros contatos entre eles são bem cômicos: como eu disso, ela é uma doida, e ele também não fica atrás. É aquela típica trope enemies-to-lovers, em que a dupla se estapeia até umas horas, mas no fim acabam se apaixonando. Mesmo assim, Peter promete ajudar Ellie a chegar na casa do noivo.


Contudo, de certa forma a Ellie é uma fugitiva e o pai dela coloca vários capangas atrás da menina. E a situação se agrava quando um dos passageiros reconhece Ellie como sendo a socialite desaparecida, comprometendo assim a road trip que eles estavam realizando. Daí pra frente as maluquices do filme vão escalando bem rápido e o final é muito engraçado!


Enfim, Aconteceu Naquela Noite tem muitas cenas icônicas. Apesar de ser um filme velhão, vale muito a pena assistir ainda hoje. Pra mim, faz todo o sentido ele ter ganhado todos os Oscars que recebeu.




4 de junho de 2026
[EU ASSISTI] CAVALGADA (1933)



Bem, aqui está mais um post da série "filmes que venceram o Oscar", dessa vez comentando sobre outro filme baseado em fatos históricos. Sendo assim, Cavalgada (1933) é um filme bastante parecido com Cimarron (1931), no sentido de que ambos se passam mais ou menos no mesmo período: entre o final do século XIX e início do século XX. Enquanto que em Cimarron a história se passa nos EUA, Cavalgada tem o foco no Reino Unido.


Dirigido por Frank Lloyd, esse filme também acompanha as desventuras de uma família bem abastada: os Marryots. Portanto, temos o pai Robert Marryot, a mãe Jane e os dois filhos Edward e Joe. Tratando-se de uma família muito rica, eles têm alguns empregados, tais como o casal Bridges.


A história dessa galera começa na noite da virada do século. Com isso, Robert está esperançoso para um novo ano cheio de prosperidade para todos. Contudo, essa virada de ano foi marcada pela Segunda Guerra dos Bôeres que já estava ocorrendo desde outubro. Num dado momento, o pai da família acaba sendo convocado e segue para a África do Sul com os outros soldados, causando grande angústia na esposa. Por sua vez, Jane se empenha em educar os filhos enquanto Robert está na guerra, e a espera se torna curta pois logo o conflito é encerrado.


O filme também aborda a morte da Rainha Vitória em 1901, o naufrágio do Titanic em 1912 e a Primeira Guerra Mundial. Neste último evento, Robert é novamente convocado ao confronto, deixando o filho Joe como "homem da casa". Porém, logo ele também recebe a convocação para se alistar. Nesse ínterim, ele reencontra uma amiga da infância, a filha dos anotigos empregados, chamada Fanny Bridges. Ambos se apaixonam, porém a guerra não será gentil para os jovens.


Enfim, é difícil falar sobre os protagonistas desse filme, porque o filme em si não é tão focado em personagem, mas sim na passagem do tempo e acontecimentos históricos. Em todo caso, vale muito a pena assistir. Ele me instigou a aprender mais sobre o início do século XX, e o final foi impactante com uma mensagem muito forte. Recomendo essa sessão pipoca!




7 de maio de 2026
[EU ASSISTI] GRANDE HOTEL (1932)



Gente, de verdade, esse é um dos melhores filmes que já assisti! Tem aventura, tem ação, tem intriga, tem romance, reflexões sobre a existência humana, tragédia, glamour! Eu adorei! Sendo assim, hoje vou comentar um tiquinho sobre Grande Hotel (1932), dirigido por Edmund Goulding🐟.


Como o próprio título já diz, o filme se passa inteiro nas dependências desse suntuoso estabelecimento chamado Grande Hotel. Nele, muitas pessoas da alta sociedade de diversos países vêm para se hospedar, seja por questões de férias, ou para resolver algum negócio na cidade, ou qualquer outro motivo aleatório. O ponto é que Grande Hotel significa luxo e luxo significa Grande Hotel.

O que as pessoas fazem no Grande Hotel? Comer, dormir, andar por aí, flertar, dançar um pouco. Cem portas que conduzem a um corredor. Ninguém sabe nada sobre quem está ao lado. E quando você sai, alguém irá ocupar o seu quarto, a sua cama. É o fim.

O filme nos apresenta uma série de personagens, cada um com seus próprios objetivos. E, na medida em que a(s) história(s) avança(m), as relações entre eles vão se estabelecendo. Sendo assim, temos o Barão Felix von Gaigern, um homem bem apessoado e galante. Apesar de se mostrar um gentleman, ele está falido e precisa arranjar dinheiro de qualquer jeito para quitar sua dívida com um grupo de criminosos. Para isso, o Barão se hospeda no hotel a fim de aplicar golpes nos ricaços.


Além dele, também temos a famosa e totalmente maluquinha bailarina Grusinskaya, interpretada pela Greta Garbo. Cheia de manias, ela está no Grande Hotel para uma apresentação no teatro. Então, enquanto ela está fora realizando o espetáculo, o Barão von Gaigern invade da bailarina para roubar suas joias. Mas ele não esperava que ela retornaria mais cedo, e ambos acabam se encontrando e - acredite se quiser - se apaixonando um pelo outro. E daí pra frente, o Barão terá de pensar em alguma outra maneira de levantar o dinheiro, pois seu tempo está acabando.


Outro personagem que eu gostei muito, e creio que ele seja meu favorito, é o Sr. Otto Kringelein. Em suma, ele é um proletário muito gente boa que trabalhou por muitos anos em uma compania, um trabalho insalubre que lhe custou a saúde. Na última semana, o médico avaliou a condição física do pobre Kringelein e alegou que ele está com uma doença grave em estágio terminal, de modo que o velho proletário disporia de apenas mais alguns dias de vida.



Sendo assim, Kringelein decide usar todas as suas economias para passar seus últimos dias luxando aproveitando todo o glamour no Grande Hotel (eu acho que faria o mesmo, se estivesse na situação dele😅). Com isso, eventualmente o homem acaba fazendo amizade com o Barão von Gaigern, que aos poucos passa a entender a situação do coitado e se compadece dele, ajudando-o em uma treta desavença que o Kringelein vai se envolver ao encontrar com Preysing, o diretor da compania a que ele trabalhava.


Um fato engraçado que eu descobri depois foi que os atores que fazem o Barão (John Barrymore) e o Kringelein (Leon Barrymore) eram irmãos na vida real. Daí eu achei muito legal que na história os personagens deles viram meio que parceiros e grandes amigos.


Enfim, o filme termina de uma forma que me surpreendeu muito! Juro, foi muito impactante com um assassinato inusitado! E a mensagem final da história é sobre a efemeridade da vida (pelo menos, foi o que eu interpretei daquele desfecho). Portanto, eu recomendo demais o Grande Hotel, se você tiver a oportunidade de vê-lo.


(Obs: esqueci de dizer que esse filme também tem a Joan Crawford no elenco, mas, apesar de ela interpretar uma personagem que eu também adorei, senti que o papel dela acabou sendo quase que desnecessário. Sabe aquele personagem que tá lá só por estar e não faz diferença? Então, achei isso do personagem dela, mas enfim, o filme é memorável!)




2 de abril de 2026
[EU ASSISTI] CIMARRON (1931)



Olá, pessoal! Samu aqui, trazendo a indicação de mais um filme vencedor de Oscar na categoria de Melhor Filme. Não sou muito fã de filmes com essa temática de faroeste, mas Cimarron (1931) conseguiu prender minha atenção até o final. Não que ele seja um baita filme de tirar o fôlego, mas acontece tanto absurdo que me fez querer saber até onde o maluco do protagonista iria chegar.


Dirigido por Wesley Ruggles, a história segue as aventuras (e desventuras) do valente jornalista Yancey Cravat e sua família. Tudo começa no ano de 1889, quando nosso herói fica sabendo de um grande evento que ocorreria em breve, e ficaria conhecido na História dos Estados Unidos como A Corrida pela Terra de Oklahoma. Sendo assim, o filme inteiro vai retratar esse período histórico da expansão pelo território oeste do continente norte-americano, que durou de 1889 até 1929.


Desse modo, apesar de todas as objeções da família, Yancey está empolgado, decidido a abandonar a vida atual e seguir viagem para o oeste em busca de um novo lar. Ele convence a esposa, Sabra, e o filho, e ambos partem nessa jornada rumo à terra desconhecida. Chegando ao novo lugar, a primeira impressão do casal não é das melhores: muita confusão pelas ruas, bares cheios de homens mal-encarados, brigas, tumulto e balas perdidas.



Sabra fica desesperada com a situação e deseja voltar para o antigo lar, contudo Yancey continua otimista e, graças a essa postura dele, nos dias que se seguem o casal consegue enfim se estabelecer. Anos se passam e Yancey, com sua atitude de liderança e altruismo, começa a ser notado pela população de Oklahoma como uma pessoa de respeito.


Nessa altura, seu jornal Oklahoma Wigwam ganha notoriedade e a família prospera, comemorando o nascimento da filha caçula. Contudo, em um determinado momento da história, uma gangue de foras da lei aparecem tocando o terror na cidade, e Yancey entra no confronto. Daí é um tiroteio lascado que culmina na saída do herói da cidade, indo para a luta no território Cherokee, deixando a família para trás. 


Olhando para a estrutura da narrativa, podemos dividi-la em três arcos: a corrida e estabelecimento no Território de Oklahoma, a ascenção da família Cravat na cidade e, por fim, a decisão de Yancey de buscar novas aventuras e as consequências dessa atitude. Uma coisa que descobri só depois é que Cimarron foi uma adaptação do livro homônimo, escrito pela autora Edna Ferber. Fiquei curioso, talvez eu leia esse livro no futuro, se eu o encontrar. E é isso! Recomendo o filme para uma sessão pipoca em um domingo à tarde.




5 de março de 2026
[Eu assisti] Nada de novo no front (1930)


Olá, pessoal! Lá vem o Samu, vulgo euzinho, trazendo mais resenha de filme de guerra... 😓



Juro pra vocês que não sou fã desse tipo de filme, mas como eu me propus a assistir todos os vencedores de melhor filme do Oscar, então não tinha como escapar, sabe? Então, vamos lá! O filme da vez é Nada de Novo no Front (1930), dirigido pelo Lewis Milestone.


Trata-se de uma história baseada no livro homônimo do autor alemão Erich Maria Remarque, que vai abordar os horrores da Primeira Guerra Mundial. Eu li esse livro já tem uns quatro ou cinco anos, então não me lembro muito bem dos detalhes, mas posso dizer que o filme é bem fiel ao livro.


O filme começa numa sala de aula, na Alemanha, onde o professor está fazendo um baita discurso para os alunos, tentando convencê-los da importância de se alistar no exército. Sendo assim, toda aquela ladainha de heroismo e coragem contamina a cabecinha dos meninos, fazendo-os trocar os livros por fuzis.


No quartel, eles passam por um treinamento muito duro, promovido pelo sargento Himmelstoss, o homem que costumava ser o carteiro no bairro onde os meninos moravam. Nesse ponto, eles ainda não têm noção do que é a guerra e agem como se tudo aquilo fosse uma brincadeira, uma aventura emocionante. Mas essa visão vai mudar depois de alguns meses, quando eles concluem o treinamento e são finalmente mandados como um destacamento no front de batalha.


Por ser um filme, os personagens não têm tanta profundidade quanto no livro. Enquanto que no livro a gente reconhece cada um deles logo nos primeiros capítulos, no caso do filme eu só comecei a entender quem era quem da metade para o final. Isso porque o filme foca muito mais em demonstrar o contexto precário dos soldados na guerra, para só depois passar para uma visão mais micro.


O final é chocante, não só pelas mortes, mas pela reflexão que Paul, o protagonista, faz nas últimas cenas. Ele se dá conta de que, para aquela geração de adolescentes alemães, já não haveria futuro mesmo depois que a guerra terminasse, pois as pessoas normais da sociedade jamais entenderiam os horrores que eles tiveram de enfrentar. è um desfecho bem pesado, tanto no livro quanto no filme.


Enfim, considero Nada de Novo no Front (1930) uma adaptação excelente, que envelheceu muito bem. Talvez, num futuro não tão próximo, eu me anime para assistir a versão que saiu mais recente pela Netflix.




5 de fevereiro de 2026
[EU ASSISTI] THE BROADWAY MELODY (1929)


Olá, pessoal! Samu por aqui mais uma vez! Hoje eu vim trazer um comentário sobre o filme The Broadway Melody (1929), o segundo filme a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Ele foi roteirizado por Norman Houston e James Gleason, e dirigido por Harry Beaumont, tratando-se de um musical.



Em The Broadway Melody nós acompanhamos a história de Hank e Queenie Mahoney, duas irmãs que sonham ser estrelas da Broadway. O filme começa quando elas chegam a Nova York para um teste que farão junto com Eddie Kearns, o noivo da Hank. Nessa cena acontece um negócio que pra mim foi um pouco estranho, mas nesse primeiro momento eu relevei: é que, ao chegar no apartamento das irmãs, o Eddie cumprimenta a cunhada Queenie (que ele não via desde a infância) com um beijão na boca. Contudo, as personagens agem de forma tão natural, que a gente fica com aquela sensação de "ué?".


A seguir, elas fazem o teste e, depois de uma baita encrenca, conseguem vagas para participar do musical do influente produtor Francis Zanfield. Daí pra frente acompanhamos os ensaios do grupo até o dia da grande estreia do espetáculo. Nesse ínterim, também vemos a aproximação de um ricaço chamado Jock Warriner. Esse cara se encanta com a beleza de Queenie e começa a dar ideia cortejá-la.


Nesse momento, ao perceber as investidas de Jock, o Eddie passa a agir como se estivesse com ciúme da cunhada. Sendo assim, após várias discussões, Eddie finalmente revela que está apaixonado pela Queenie, formando assim uma confusão que só vendo!




No geral, eu gostei de The Broadway Melody. As músicas são um pouco chatinhas de ouvir, mas acredito que seja por conta do que estava na moda na época. Além disso, também achei curioso o relacionamento entre as irmãs, que dormem juntas de conchinha, estão sempre se agarrando e se beijando. Juro, pra mim elas têm mais química juntas do que com os namorados delas.


O final do filme também é curioso, mas não vou revelá-lo aqui. Vai que tem alguém aí afim de assistir, né? The Broadway Melody entrou em domínio público em janeiro de 2025, sendo assim agora é fácil encontrá-lo na íntegra no YouTube ou no Internet Archive. Pra quem gosta de filmes antigos, eu recomendo, dei boas risadas em algumas partes.




20 de janeiro de 2026
[EU ASSISTI] THE WITCHER: SEREIAS DAS PROFUNDEZAS

 


Essa animação é um ótimo exemplo de quando você assiste algo não esperando nada e termina recebendo tudo e mais um pouco! Às sextas-feiras, para minha grande felicidade, saio do trabalho bem mais cedo e consigo aproveitar um pouco da tarde descansando ou fazendo qualquer outra coisa que não seja trabalhar. Em uma dessas sextas, estava comendo um lanchinho e decidi zapear na Netflix para ver se tinha algo legal que me interessasse e acabei caindo direto em The Witcher: sereias das profundezas! Como eu assisti à Lenda do Lobo e gostei bastante, dei play pensando que assistiria a essa animação apenas enquanto comia e depois a terminaria ao longo do final de semana, que nada! Fiquei vidrada na história e nem vi o tempo passar de tão boa que foi! 

The Witcher: sereias das profundezas faz uma releitura “dark” do famoso conto de Hans Christian Andersen, A pequena sereia. Aqui, começamos a história acompanhando Gerald em uma de suas aventuras, acompanhado do bardo Jaskier, eles vão até uma cidade costeira para destruir um monstro que está atacando os marinheiros, contudo, ao chegar lá, Gerald constata que a verdadeira ameaça não são as criaturas que vivem no mar, mas sim os seres humanos que estão destruindo seu habitat com uma falta de respeito atroz bem típica nossa… 

Se você já assistiu ou jogou The Witcher sabe que os humanos nesse universo detestam feéricos, elfos e qualquer criatura diferente, ou seja, com os sereianos não poderia ser diferente! Mas o negócio fica muito mais complicado porque o príncipe herdeiro do reino onde Gerald e Jaskier se encontram está apaixonado pela princesa herdeira dos sereianos e os pais de ambos não estão gostando nem um pouquinho dessa história… Para piorar, a nossa “pequena sereia” também tem uma tia sacana que vai tentar de aproveitar dessa situação a todo custo para conseguir poder… 

Como fazia muito, mas muito tempo que não tinha contato com esse universo, confesso que a narrativa de The Witcher: sereias das profundezas me surpreendeu muito! Fiquei completamente encantada pela história em cada detalhe, desde o desenvolvimento até o desfecho maravilhoso e sugestivo que ela tem. Além disso, ô desenho bonito, viu! Nossa, eu sou apaixonada por produções que mostram o oceano, mas essa é um desbunde! Linda demais e como já disse, é uma releitura dark de um conto de fadas muito querido, logo, vale muito a pena mesmo assistir. 



8 de janeiro de 2026
[EU ASSISTI] ASAS (1927)



Olá, pessoas! Aqui é o Samu invadindo o espaço da honorável esposa outra vez! Esse ano coloquei como projeto pessoal assistir a todos os filmes vencedores do Oscar na categoria de melhor filme. Bem, eu sou da opinião que Oscar não é sinônimo de filme excelente, sabe? Mas decidi fazer isso, mais por uma questão de curiosidade mesmo.


Sendo assim, Asas (1927) é o primeiro filme a receber um Oscar na história do cinema, no ano de 1928. Dirigido por William A. Wellman, trata-se de um filme sobre a Primeira Guerra Mundial, e nele a gente acompanha três protagonistas: Jack Powell, David Armstrong e Mary Preston.


A história começa apresentando a dinâmica entre esses três personagens. Logo na primeira cena fica claro que Mary está profundamente apaixonada por Jack, porém este gosta de outra menina, uma tal de Sylvia. Contudo, essa Sylvia já é o interesse amoroso de David, o melhor amigo de Jack. Ou seja, eles formam um quadrado amoroso rocambolesco quase como aquele poema Quadrilha, do Carlos Drummond de Andrade (João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava... e por aí vai).


Nesse ponto, a Primeira Guerra Mundial está acontecendo e tanto Jack quanto David são convocados para ir à luta como aviadores do exército. Enquanto isso, Mary também decide se alistar para as Unidades Motorizadas Femininas, e com isso ela se torna uma motorista de ambulância ajudando a transportar os feridos da guerra. Daí pra frente o trio vai passar por vários perrengues e provar o seu valor na batalha.


Achei o filme bem chatão. Ele tem seus méritos sim, eu entendo que Asas foi um dos primeiros filmes a retratar a guerra, os efeitos especiais criados são muito bons considerando a tecnologia da época. Mas achei o enredo um pouco capenga. Digo, para um filme de quase 2h e meia eu imaginei que aconteceria muito mais coisas, porém a maior parte do filme é uma sucessão de cenas bem longas de batalhas aéreas entre aviões. Para mim essas cenas foram tão repetitivas que cochilei em duas partes do filme, e precisei voltar só pra constatar que não tinha perdido nada da história.



Em todo caso, tirando as partes infinitas das rinhas de avião, o filme tem alguns momentos que nos fazem refletir sobre os horrores da guerra, e isso foi interessante. Também tem algumas cenas de alívio cômico, geralmente protagonizadas pelo personagem Herman Schwimpf, que apesar de ser descendente de holandeses também é um grande patriota a ponto de ter tatuado a bandeira dos EUA no braço.


Enfim, não sei se Asas seria uma boa recomendação para uma sessão pipoca com o crush, portanto se você quiser assistir, vai por sua conta e risco. Você encontra o filme na íntegra e legendado no YouTube (ao menos até o momento dessa publicação ele ainda está lá). Dito isso, vou seguir para o próximo filme da minha lista. Até a próxima!




16 de dezembro de 2025
[EU ASSISTI] KLAUS



    Dessa vez não vou escrever a respeito de uma leitura de Natal, mas sim de um filme que assisti e gostei muito, a produção Klaus, disponível na Netflix. 

    Há anos, a Netflix não tem poupado esforços produzindo diversos filmes de Natal, contudo, dessa grande leva, o único que me chamou a atenção mesmo foi Klaus. Afinal, eu adoro animações e também me interesso bastante por figuras folclóricas e suas interpretações e reimaginações. 

    Pois bem, Klaus começa nos apresentando Jesper, o filho de um homem muito rico e bem sucedido no ramo de entregas. O rapaz, porém, não quer saber de trabalhar e, como castigo, seu pai o manda para uma ilha remota, na qual não há carteiros. Para voltar para casa, ele precisará fazer a agência local prosperar enviando 6.000 cartas até o final do ano. 

    Chegando lá, Jesper descobre que essa tarefa não será nada fácil, pois a cidade é dividida entre dois clãs que estão em "guerra" há gerações. A cidade está em ruínas por causa disso, a escola virou uma peixaria porque os pais não deixam seus filhos estudarem com as crianças do outro clã, enfim, uma grande insanidade. 

   Em um momento aleatório, no entanto, Jesper conhece o misterioso Klaus: um homem recluso com um celeiro abarrotado de brinquedos feitos por ele mesmo. Os dois decidem entregar esses brinquedos para as crianças da cidade, pois, segundo o bom senhor, "gentileza gera gentileza", enquanto Jesper está interessado apenas nas cartas que elas escreverão para ganhar seus presentes. 

    No decorrer da história, ambos vão se tornando amigos e vemos também todas as lendas que permeiam a figura do Papai Noel ou Santa Klaus ganhando forma graças a criatividade de Jesper. 

   Esse é mais um filme sobre o Natal que enfatiza a nobreza de caráter e como as pessoas podem mudar e transformar suas vidas e as de outras pessoas com pequenas gentilezas. Sou o tipo de pessoa que se emociona fácil, logo, uma lagriminha não poderia deixar de escorrer de meus olhos ao final de Klaus. Este é, sem dúvidas, um de meus filmes de Natal favoritos da vida. Sua delicadeza emociona e sua mensagem nos conforta, mais uma vez a Netflix mostra sua aptidão em criar animações inesquecíveis. 




21 de outubro de 2025
[EU ASSISTI] O HOMEM DE PALHA

 



Tìtulo original: The Wicker man
Ano: 1973
Direção: Robin Hardy
Roteiro: Anthony Shaffer 


    O homem de palha faz parte daquela categoria de filmes cults antigos que todo mundo recomenda e te dá muita vontade de assistir, mas, por algum motivo, você vai protelando, pelo menos comigo é sempre assim. 
    Pois bem, assisti a O homem de palha pela primeira vez, em 2021 e, depois disso, meus amigos e minhas amigas, reassisto quase todo ano! Sou completamente apaixonada por esse folk horror clássico, esse filme me surpreende e encanta toda vez. 
    Essa surpresa vem do fato de que, apesar de ser muito curiosa, não sou uma cinéfila, ainda assim, devido à tantas críticas positivas, dei uma chance a O homem de palha e qual não foi o meu espanto ao gostar muito da obra, principalmente, da trilha sonora ( a qual ouço sempre). Falando nisso, as músicas aqui contam histórias e ajudam a complementar a mitologia que envolve o longa, além de aumentar a aura de suspense que paira no ar. Sério. Procurem por essa trilha sonora no Spotfy, as músicas são lindas demais! 
    O homem de palha, a despeito de seu, para muitos, controverso final, é um filme alegre e animado. A população de Summerisle está às vésperas do Dia de Maio, celebração que marca o início do verão, tempo de otimismo e diversão. Logo, a chegada de um policial sisudo vindo do continente com suas próprias crenças e preconceitos cristãos, não consegue apagar o "fogo", nem a animação dessas pessoas.
    A estrutura narrativa de O homem de palha é bem simples: acompanhamos um policial cristão fervoroso que viaja sozinho até uma distante ilha, no território escocês, para investigar o suposto desaparecimento de uma menina moradora local. Lá, ele inicia sua investigação e percebe estar sendo ludibriado pela população. Seus costumes pagãos também não ajudam em nada, apenas o deixam mais confuso, revoltado e furioso. 
    É possível ver O homem de palha como uma alegoria? Talvez sim, afinal, a religião do protagonista fala muito de sacrifício e, no final, há realmente um e quem melhor do que um cristão convicto para ofertá-lo? Eu sei que esse filme é do gênero folk horror, mas sempre me divirto quando o assisto! E vocês? Já conheciam esse longa? Se conhecerem outros filmes do gênero, me indiquem nos comentários! Midsommar eu já assisti, e esse é outro que mora no meu coração. 

10 de junho de 2025
[EU ASSISTI] (500) DIAS COM ELA

Não sei se perceberam, pelo post anterior, mas decidi fazer um mês temático sobre o Dia dos Namorados, logo, durante todo o mês de junho, as postagens do blog terão casais como foco.



 

     Um filme que chama a minha atenção há anos é (500) dias com ela, isso porque sua fotografia, trilha sonora e elenco pareciam muito interessantes e envolventes. 


    Antes de mais nada, é preciso entender que esse filme não é uma história de amor. Assim começa (500) dias com ela, produção de 2009 que tem como protagonistas os lindíssimos Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel. Tom (Levitt) é um escritor de cartões de felicitação que, ao conhecer Summer (Deschanel) apaixona-se perdidamente, contudo, a moça não quer nada sério e diz não acreditar no amor. 
    Trazendo uma estrutura temporal não linear, (500) dias com ela nos mostra os altos e baixos dessa relação "casual" entre esses dois. No começo, apesar do aviso recebido, Tom e Summer parecem estar em sintonia, o problema é que isso é apenas uma ilusão projetada por ele, que vê a moça como a "mulher ideal", não conseguindo enxergar a realidade a sua frente e pior, ele não enxerga quem realmente é a Summer, na verdade, ouso dizer: ele nunca quis conhecê-la de fato. 


    Enquanto isso, percebemos o crescente desconforto de Summer com essa situação, afinal, o cara a idealiza demais e mesmo não tendo a versão dela de toda essa história é visível, mesmo através do olhar dele, perceber que os sinais estavam lá. Ela sempre disse não querer um relacionamento sério, ainda assim, Tom estava sempre "forçando a barra" até que chega um momento no qual Summer não aguenta mais e termina; para ele, totalmente sem motivo. Essa negação deixa ainda mais claro o idealismo dele em relação a ela. 


    (500) dias com ela traz cenas hilárias causadas pelo "romantismo" bobo de Tom, mas também nos faz refletir sobre o amor e sobre relacionamentos, mostrando que nada é perfeito e o óbvio precisa ser reforçado sempre: um relacionamento deve ter o envolvimento de todas as partes, se um dos dois diz não querer algo sério, não se iluda. Não posso julgar as ações de Summer, porque o filme inteiro tem apensas a versão de Tom da história, ou seja, não sabemos se as ações e palavras dela foram mesmo como ele nos mostra, logo, parto do pressuposto de que ele forçou a barra, foi um babaca e se lascou por causa disso. Bem feito. 
    Então é isso, gente. (500) dias com ela é um filme no qual você reflete, se diverte e passa raiva, tudo ao mesmo tempo. 

22 de abril de 2025
STARDUST

OBS.: Essa resenha foi escrita muitos anos antes do escândalo envolvendo Neil Gaiman e foi programada para publicação um ano antes do ocorrido, logo, quero deixar claro que ficamos horrorizados com o que aconteceu e não temos mais as mesmas opiniões sobre o autor, apesar de ainda gostar de suas obras, não sabemos quando conseguiremos voltar a consumi-las, pois a decepção foi muito, muito grande. 


 O mistério da estrela





      Desde a leitura de Coraline, gosto bastante do estilo narrativo de Neil Gaiman. Depois desta, vieram O oceano no fim do caminho, Caçadores de sonhos, A bela e a adormecida e, é claro, Sandman. Contudo, até então, jamais tivera contato com uma obra que sempre chamou a minha atenção: Stardust, o mistério da estrela, pois nunca encontrei o livro disponível para compra e nunca consegui assistir ao filme, pelo menos, até agora. 
    Como já esperado de um roteiro baseado em um livro de Neil Gaiman, encontramos nesse longa muita magia e ficamos deslumbrados com as aventuras de Tristan e da estrela Yvanne. Stardust, o mistério da estrela começa nos apresentando uma Inglaterra que tem fronteira com um reino mágico, cujo nome é Stormhold. Há um muro separando o mundo conhecido do outro, porém Dunstan Thorn quer provar que do outro lado não há nada de mais...e ele acaba se enganando bastante... conhece uma jovem princesa escrava de uma bruxa e nove meses depois recebe em sua casa o filho dos dois chamado de Tristan. 
    Dezoito anos de passam e Tristan cresce e torna-se um rapaz bem ingênuo e apaixonado pela bela e interesseira, Victória. A fim de ter uma oportunidade de pedi-la em casamento, ao ver uma estrela cair do outro lado do muro, ele faz a promessa de encontrá-la e levá-la para a jovem, esta será sua missão. Em contrapartida, o cair da estrela tem relação com algo muito mais importante e perigoso: a sucessão ao trono de Stormhold. Além disso, um trio de bruxas quer a estrela para sugar-lhe a vitalidade e beleza comendo seu coração. O primeiro a encontrar Yvanne é Tristan. No início, ele quer apenas levá-la até Victória, mas, com o tempo, ele passa a tentar protegê-la de seus caçadores e uma amizade profunda começa a surgir. 
    Stardust, o mistério da estrela nos leva a um mundo repleto de encantos, o que é um deleite para aqueles que gostam do gênero fantasia. Infelizmente, um ponto negativo do filme são os efeitos especiais que, definitivamente, não envelheceram bem. Apesar disso, o roteiro é bem estruturado e tem muitas cenas engraçadas e divertidas, vale muito a pena assistir com certeza! 


24 de dezembro de 2024
[LISTA] 5 FILMES PARA CURTIR NO NATAL

 


        O Natal tem a sua magia, isso é inegável. As decorações, os aromas, as cores... É tudo tão lindo, tão mágico que até mesmo eu, uma gótica trevosa que ama o Halloween, sou fisgada pelo espírito do Natal todos os anos, mas verdade seja dita, quando criança eu já amava essa festividade mesmo antes de conhecer a outra, por isso, essa época do ano tem um lugar especial no meu coração e nas minhas memórias, porque por mais que eu não tenha boas recordações desse período em minha infância e adolescência, pelo contrário, devido a vários traumas, meus pais não comemoram essa data, logo, nunca tive momentos muito especiais quando criança; Já na vida adulta, quando casamos, o Samu e eu decidimos resgatar essa tradição do Natal em nossas vidas e tem sido assim desde então. Esse ano completamos cinco anos de casados, cinco Natais juntos e percebi fuçando no blog que nunca tinha feito uma postagem sobre os meus filmes de Natal favoritos por aqui, então, vamos lá! 


O EXPRESSO POLAR



        Essa animação é um pouco antiga, lembro que era criança quando aluguei esse DVD pela primeira vez e assisti muitas e muitas vezes, sempre gostei muito dessa história e acho muito incrível esse mote no qual crianças fazem uma viagem em um trem mágico cheio de vagões encantados com várias aventuras, guloseimas natalinas, música e cores. Até hoje esse é um dos meus filmes de Natal favoritos e foi o primeiro que assisti na vida. Nem o Nosferatu, de Joe Hill foi capaz de estragar essa aventura para mim!


BARBIE: O QUEBRA-NOZES 



        Esse é um clássico da saudosa Sessão da Tarde! Como eu amava chegar da escola, almoçar e depois assistir os filmes dessa atração! Sempre ficava animada quando Barbie: O quebra-nozes passava! Isso porque adoro balé, adoro música clássica e sempre fui fã da Barbie, logo, esse filme é um combo de coisas que gosto muito e apesar de só usar preto, eu simplesmente amo as animações da Barbie com suas candy colors! Equilíbrio é tudo haha. Esse filme faz uma boa adaptação do conto original de E.T.A Hoffmann, fazendo uso das músicas criadas por Tchaikovsky e das coreografias do balé clássico homônimo, tudo muito encantador e mágico, vale muito a pena conhecer a aventura de Clara e do Quebra-Nozes contra o tirânico Rei dos Ratos nessa versão. 


O GRINCH



        Outro da leva que assistia na tv aberta, O Grinch é, sem dúvida, uma das comédias de Natal mais incrível que já assisti! Sou muito fã das narrativas de Dr. Seuss, Ovos verdes e Presunto é uma de minhas favoritas também! Mas a história de como o Grinch roubou o Natal é tão linda, divertida e me traz um sentimento de nostalgia e saudosismo tão gostosos que não consigo conter o sorriso e a vontade de revê-la (mais uma vez) enquanto escrevo essas linhas. 


O CONTO DE NATAL DO MICKEY




        Esse aqui é o meu xodó! Lembro de que na minha infância, O Conto de Natal do Mickey passou uma única vez em uma véspera de Natal e depois nunca mais! Passei anos com saudade desse filme e quando tive acesso a um computador com internet a primeira coisa que fiz foi procurar por essa produção, e foi difícil viu! Até hoje, não sei o porquê, mas esse filme é muito difícil de encontrar e ele não está no catálogo do Disney+ também! Aqui temos uma adaptação de Um conto de Natal, de Charles Dickens, só que agora tendo as turma do Mickey como personagens. É lindo! Todo final de ano é um perrengue para encontrá-lo, mas, para mim, vale a pena! 


KLAUS 




        Deixei Klaus por último apenas porque fiz essa lista pela ordem cronológica na qual assisti cada um desses filmes e esse foi o que conheci mais recentemente. Que produção linda! A história de Jasper em si não é bonita, afinal ele é um burguês safado, mas o modo como ele e Klaus mudam as vidas das crianças e de suas famílias é muito fofo e confesso que todas as vezes que assisto à cena da menininha do povo Sami recebendo seu presente, eu choro, mas choro muito, porque esse momento, a alegria genuína dela ao receber exatamente o que queria, sendo que ninguém entendia a língua que ela usava e sempre era desprezada pelas outras crianças, é algo que me comove muito. Essa animação traz uma versão do surgimento do Papai Noel ( no Inglês, Santa Klaus) e é perfeita para assistir em família e se emocionar. 





        Então é isso, não vou chover no molhado falando que gosto muito de O estranho mundo de Jack porque hoje estou numa vibe mais 100% natalina, mas sempre assisto a esse filme também e a Edward Mãos de Tesoura que, para mim, também tem um quê de natalino. E você já foi fisgado pelo espírito do Natal esse ano? Tem outros filmes que não podem faltar nesse feriado para você? Me conta! E um Feliz Natal!  =D  



9 de abril de 2019
[FILME] - Mademoiselle Vingança


Desde que me tornei assinante da Netflix de novo, tenho assistido algumas produções muito legais por lá, Mademoiselle Vingança foi uma delas. Infelizmente, o streaming não é dos melhores do quesito variedade, pelo menos não com trabalhos externos, mas não podemos negar que o catálogo de séries e filmes feitos pela Netflix é ótimo, por isso, mesmo sem saber nada a respeito da produção, decidi dar-lhe uma chance e não me arrependi. 
A marquesa de la Pomeraye e o marquês de Arcis.
Mademoiselle Vingança, ou no original, Mademoiselle de Joncquières é um drama francês, dirigido e roteirizado por Emmanuel Mouret e produzido em parceria com a visionária Netflix. O longa começa de maneira bem semelhante à As Relações Perigosas, pois, é ambientado na França do século XVIII, em um período anterior à Revolução Francesa, logo, temos o retrato de uma nobreza ociosa e mesquinha, cheia de vícios e adoradora de escândalos que possam movimentar suas vivinhas insípidas (nossa! que crítica... calma, minha filha...).
Na primeira cena, somos apresentamos a Marquesa de la Pomeraye, uma mulher muito bela e jovem que decide passar uma temporada no campo após a recente morte de seu marido; listando todas as "vitimas" já conquistadas pelo Marquês de Arcis, um homem famoso por seduzir mulheres conhecidas por seu recato, e depois abandoná-las após cansar-se delas, levando muitas a beira da loucura. No começo, ela é bem determinada em esquivar-se dele, contudo, sabe aquele ditado? "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura?" Pois bem... o marquês insiste tanto, mas tanto que consegue alcançar o coração de la Pomeraye.
A marquesa em desespero após se abandonada.
Como não poderia deixar de ser, eles iniciam um romance, porém, após alguns meses, de Arcis passa a tratar a parceira com indiferença; ela já conhecedora de sua fama, decide lançar um ardil: diz-lhe estar desesperada porque não o ama mais e não sabe o que fazer; ele, para sua surpresa, diz que também se sente assim, eles se separam em dualidade: o marquês pensa ter encontrado uma mulher notável que agora será sua amiga; la Pomeraye fica com o coração partido e completamente humilhada por ter-se deixado enganar por ele.  
Transtornada, ela arquiteta um plano de vingança que terá como personagem central a bela jovem arruinada Mademoiselle de Joncquière que, por ser uma bastarda, precisou prostituir-se para sobreviver e agora participa do esquema de la Pomeraye a fim de ter uma vida honrada com o dinheiro que receberá. 

A marquesa sendo apresentada a mademoiselle de Joncquière

Mademoiselle Vingança traz, em sua protagonista, um certo "quê" feminista, pois la Pomeraye mostra-se ávida em ensinar uma lição ao marquês que representa todos os homens de sua índole, entretanto, ela perde pontos por continuar apaixonada pelo canalha. 
Ademais, o reforço à competição entre mulheres jovens e maduras. Com o tempo, la Pomeraye passa a ver Joncquière não como uma "aliada", ou "peão", mas sim como rival, podendo trazer com sua vingança mais desastres do que a moça já havia suportado... 
Outro ponto digno de nota é a trilha sonora de  Mademoiselle Vingança, um espetáculo a mais representado por Bach, Bizet, Vivaldi entre outros compositores famosos e brilhantes da música clássica. 

O marquês pedindo conselhos a amiga para conquistar Joncquière.

Em suma, para quem gosta de narrativas ambientadas no século XVIII e tramas repletas de intrigas e desfechos ambíguos tal qual a já referida Relações Perigosas, com certeza, Mademoiselle Vingança é uma excelente escolha de entretenimento para uma tarde de domingo.