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19 de setembro de 2026
Um pequeno texto sobre a Bienal do Livro agora que já passou o fervo


Agora que já passou o fervo, decidi falar um pouco sobre minha experiência pessoal com a Bienal do Livro de São Paulo. Minha história com esse evento começou quando eu tinha uns 10 anos de idade e estava na antiga 4ª série. Fui à Bienal do Livro pela primeira vez naquele ano, em um passeio da escola. Lembro-me de não ter dinheiro nenhum para gastar lá e de ter ficado maravilhada com todos aqueles livros, mas sem poder levar nenhum deles comigo. Uma coleguinha acabou me dando um livrinho de contos de fadas de presente “Branca de Neve” o qual eu tenho até hoje e está na casa dos meus pais. 

Sinto dizer que depois desse dia, eu só fui voltar a uma Bienal do livro em 2022, aos 28 anos! Isso porque minha adolescência e início de vida adulta foram bem sofridinhos… Eu trabalhava muito, muito mesmo e estudava bastante, não tinha tempo, nem dinheiro para nada, sendo bem sincera, um evento como a Bienal para mim, naquela época, seria extremamente frustrante e cansativo. 

Voltando à Bienal de 2022, essa também foi uma grande frustração! Tinha combinado de encontrar uma amiga que eu não via desde 2019, estava muito animada para retornar a esse evento e para curti-lo com essa amiga; Esperei na fila do ônibus, pois àquela altura, não sabia o caminho a pé, demorou uma hora até que eu embarcasse no ônibus; no meio do caminho, a tal amiga me manda uma mensagem dizendo que não poderia me encontrar lá! Nossa, fiquei bem chateada, gente! Mesmo assim, fui porque já estava chegando e ao entrar no pavilhão, socorro! Estava um inferno! SUPERLOTADO. Demorei uma hora no evento apenas, e isso por não conseguir encontrar a saída! Cheguei em casa bem triste e pensando que talvez a Bienal não fosse um evento para mim…

O tempo passou e 2024 chegou e dessa vez fui à Bienal junto com meu marido e nosso padrinho de casamento. Gente, foi tão legal! Que dia incrível! A gente se divertiu muito! Além disso, descobrimos que um antigo aluno meu também é amigo do nosso padrinho de casamento e nós nos tornamos amigos e essa amizade rendeu o surgimento do nosso grupo de RPG! E jogamos desde então! hahahahahahahaha 

Agora, esse ano, nós fomos em um número bem maior, pois o grupo do RPG foi todo, menos o meu ex aluno que não pôde participar dessa vez. Estava lotado, mas não como em 2022, felizmente! A gente acabou se perdendo uns dos outros, pois eu e nosso padrinho de casamento entramos pela entrada de profissionais do setor, eu como professora, ele como escritor; os demais entraram como visitantes pagantes. Galera, a entrada de profissionais do setor é MUITO DISTANTE DE TUDO!! A gente demorou 40 minutos para se encontrar porque o sinal de celular lá é péssimo e o lugar onde estávamos não era mostrado no mapa do evento! Cara, achei muita sacanagem isso. 

Quando finalmente nos encontramos, conseguimos curtir o rolê e foi muito legal, mesmo estando cheio, mesmo com as filas e a sensação de mormaço dentro dos estandes, quando estamos em um lugar com pessoas que gostamos, parece que tudo fica legal, né? Pelo menos comigo é assim. Sendo bem sincera com vocês, a gente não se organizou nem um pouquinho para essa Bienal… Afinal, somos todos adultos, trabalhamos para caramba, não tivemos tempo para ficar pesquisando a organização do evento, nem editoras que gostaríamos de visitar, fomos 100% no freestyle e foi legal assim, mas, por não ter conseguido ir a todos os lugares que queria, resolvi criar uma listinha de dicas para a edição de 2028: 


  1. Definir um ponto de encontro para todos; 

  2. Pesquisar o mapa antes do evento; 

  3. Se for com credencial, providenciar com antecedência; 

  4. Evitar ir no primeiro final de semana; 

  5. Chegar no final da tarde pode ser mais proveitoso. 


Nós poderíamos ter feito tudo isso esse ano, contudo, não tivemos tempo nem para pensar sobre isso. Por esse motivo, resolvi escrever essas dicas como uma forma de me lembrar delas e esse texto todo acabou surgindo porque percebi que em um blog LITERÁRIO, eu nunca tinha falado sobre a Bienal do Livro! Coisas que só eu faço mesmo hahahahahaha 

Então é isso, gente, não ficou um texto muito organizado, porém falei o que precisava para me lembrar da minha trajetória com a Bienal do Livro. E vocês? Gostam desse evento? Já foram à Bienal do Livro de São Paulo ou do Rio? É de outro estado? Tem um evento dedicado aos livros por aí? Tem outras dicas para compartilhar? Conta para a gente!


10 de setembro de 2026
PROJETO “12 CAFÉS EM 12 MESES” - PARTE 2



Oi, gente! Esse é mais um post "by Samu", dessa vez comentando sobre os cafés que visitamos entre os meses de abril e junho desse ano. Pois é, eu atrasei bastante para postar, mas como dizem por aí "antes tarde do que nunca"😅. Esse texto é a segunda parte do nosso projeto "12 CAFÉS EM 12 MESES" que estamos realizando no decorrer de 2026. Se você ainda não viu a primeira parte e quiser dar uma conferida, clica aqui para acessar a parte 1 da série.

ABRIL

Data: 02/05/2026 
Café sorteado: Casa Bauducco
Endereço: Av. Paulista, 2163 - Bela Vista, São Paulo - SP.
Horário de funcionamento: de segunda à sexta das 8h às 20h; aos sábados e domingos das 8h às 19h.


Bem, de todos os lugares que escolhemos para visitar até agora eu considero essa Casa Bauducco a mais peculiar. Não digo que Casas Bauducco em geral são peculiares, mas essa que fica na Av. Paulista é bastante curiosa, porque ela fica "dentro" de uma agência do Banco do Brasil. Ou seja, dependendo da mesa que você escolhe para sentar, dá pra ficar assistindo de camarote a galera entediada na fila pra resolver os rolês bancários.


Mas o ambiente é ótimo, espaçoso, confortável, com uma iluminação amarelinha que é até aconchegante. E o pessoal que nos atendeu foi bastante simpático. Como as coisas que pedimos para comer eram daquele tipo que já está pronto e eles só esquentam, não tivemos que esperar quase nada. Mas olha, pense numas tortinhas gostosas! E a crostata de pistache que a Dedéia pediu também estava muito boa. Além disso, eu me tornei fã número 1 do café deles e, daqui pra frente, sempre que eu passar ali pela Paulista vou dar um pulo nessa Casa Bauducco.

NOTA:☕☕☕☕

MAIO

Data: 23/05/2026 
Café sorteado: Visconde Cafés Especiais
Endereço: Praça Visc. de Sousa Fontes, 120 - Parque da Mooca, São Paulo - SP.
Horário de funcionamento: de terça a domingo das 9h às 18h; às segundas: FECHADO.

Nesse dia a gente tomou uma baita chuva no caminho até o Visconde, daquelas que precisa enfiar o pé na água pra atravessar a rua. Mas, apesar do tempo ruim, eu e a Dedéia não nos deixamos abater e, reunindo uma coragem sobre-humana quase hercúlea, nós pegamos o honorável guarda-chuva e saímos de casa.
A fachada do Visconde é elegante e discreta. Tem uma área externa com duas ou três mesas e a área interna com mais algumas. O lugar não é grande, pois a estrutura é de uma casa residencial adaptada, o que torna estar lá dentro uma experiência bastante aconchegante. Lá dentro parece uma casinha de vó, iluminação quente, decoração que provoca nostalgia, plantinhas. Confesso que achei as mesas muito próximas umas das outras, mas isso é coisa minha, tenho negócio com pessoas desconhecidas chegando muito perto.


Sobre a comida, bem, nós já tínhamos tomado aquela chuva, então eu não quis arriscar nada muito diferente. Pedi um cappuccino e um misto quente. Pense num misto de respeito! Tava tudo ótimo. Já a Dedéia quis algo mais "fora da caixinha", então escolheu chocolate quente e alguma coisa com presunto de parma e mossarela de búfala (não me recordo o nome do que ela pediu). Digamos que ela não gostou tanto assim de estar fora da caixinha, mas é questão de gosto mesmo. Em suma, sinto saudade daquele misto.

NOTA:☕☕☕☕

JUNHO

Data: 27/06/2026 
Café sorteado: Condimento Café
Endereço: R. Itapura, 1400 - Tatuapé, São Paulo - SP.
Horário de funcionamento: de terça à sexta das 11h30 às 22h; aos sábados das 9h às 22h e aos domingos das 9h às 17h; às segundas: FECHADO.


Na minha opinião, o Condimento Café foi o melhor lugar que visitamos desde que iniciamos essa tradição de descobrir cafeterias no começo do ano. Os ambientes são lindos, todos em tons pasteis e a cor predominante é o rosinha. Algumas decorações fazem referência a Alice no País das Maravilhas, o que me conquistou de imediato.
Além disso, os espaços são amplos e bastante confortáveis. Sabe aquela minha coisa com mesa grudada? Então, no Condimento eu e a Dedéia poderíamos dançar uma valsa tranquilamente entre as mesas sem atrapalhar ninguém, e ainda seríamos aplaudidos no final. Porém, no dia e horário em que nós fomos havia bem poucos clientes, então não haveria muitos aplausos no nosso show.


Além do lugar bonito, a comida também é excelente. Pedimos tostado de miga (que serviu bem pra caramba), pães de queijo, bolo de cenoura. E pra beber pedimos o cappuccino com nutella deles. No geral, foi uma tarde excelente!

NOTA:☕☕☕☕☕

28 de abril de 2026
O TARÔ E A JORNADA DO HERÓI, de Hajo Banzhaf



No ano passado tomei uma das melhores decisões da minha vida enquanto leitora: assinei o Kindle Unlimited (KU para os íntimos) e agora tenho contato com uma infinidade de obras que se fosse para eu procurá-las à esmo pelo site da Amazon ou em alguma livraria, perderia muito tempo e, talvez, não conseguisse lê-las. A primeira dessa leva foi O Tarô e a jornada do herói, escrito por Hajo Banzhaf, um livro que mescla Psicologia Analítica (amoooo) com Tarô (amo ainda mais) em uma profunda análise dos arcanos maiores e da nossa jornada pessoal na vida. 

Gosto muito, muito mesmo de Tarô e de um ano para cá tenho esse enorme desejo de estudá-lo mesmo e melhorar minhas interpretações dessa ferramenta oracular milenar e como também gosto de estudar a Psicologia Analítica de Jung, achei que O Tarô e a jornada do herói seria um ótimo ponto de partida para os meus estudos e eu não poderia estar mais certa! 

Nesse livro, o autor, Hajo Banzhaf, começa nos dando um panorama geral da história do Tarô, como surgiu, seus possíveis significados em algumas várias culturas, sua divisão em arcanos maiores e menores, suas correlações com a astrologia, elementos da natureza, da magia e alquimia, enfim, é uma ótima introdução para quem não sabe nada de nada do assunto. Depois, ele já nos explica o conceito da Jornada do herói, de Joseph Campbell, aliado aos conceitos junguianos e já nos avisa que o Tarô é uma ferramenta de conhecimento profundo sobre a psiquê humana e pode nos ajudar, e muito a nos entendermos nesse mundo. 

As análises começam com a carta de número zero, O Louco (representando a nós, heróis e heroínas) e terminam com a última carta, a de número 21, O Mundo, representando o fim de um ciclo e o início de outro, trazendo para nós de forma bem real a ciclicidade da vida. Durante as análises, Hajo Banzhaf aponta para o fato de que a jornada do herói pelos arcanos maiores é dividida em duas etapas: a jornada diurna, solar, de energia masculina; e a jornada noturna, lunar, de energia feminina. TODOS nós passamos pelas duas etapas, pois, segundo a Psicologia Analítica todos nós temos uma contraparte a depender de nossa identificação de gênero, sendo  masculina ou feminina dentro de nós, sendo estas o Animus e a Anima.

A jornada diurna e solar compreende as primeiras cartas dos arcanos maiores: O Mago, A Sacerdotisa, A Imperatriz, O Imperador, O Hierofante, Os Enamorados, O Carro, A Justiça e O Eremita. Nesse caminho, o objetivo do herói ou da heroína é desbravar o mundo, sair do conforto e da proteção da casa dos pais e se provar, mostrar do que é capaz (podendo isso ser para o bem ou para o mal), testar seus limites, desenvolver seu potencial sempre voltado para o exterior, aquilo que queremos mostrar e provar para os outros, sendo assim, o EGO domina esse trecho da aventura de nossas vidas.

A jornada noturna, por outro lado, é um mergulho em nosso inconsciente, ao chegamos no ponto O Eremita, já conhecemos muito bem nosso potencial transformador, contudo, passamos a querer entender quem nós somos de verdade, esse ponto do caminho é um retorno às origens, mas de forma reflexiva, passando pelas últimas cartas do tarô: A Roda da fortuna, A Força, O Pendurado, A Morte, A Temperança, O Diabo, A Torre, A Estrela, A Lua, O Sol, O Julgamento e O Mundo.  A ordem das cartas A Força e A Temperança foi propositalmente invertida pelo autor e durante a leitura, ele explica o porquê. Nesse momento, analisamos profundamente quem somos e temos contato com as nossas sombras, nesse trecho do caminho, o EGO vai se confrontar com o SELF, o inconsciente, tudo aquilo que sentimos, pensamos e somos, mas não queremos conhecer, não queremos saber, temos medo, nojo, só que, ainda assim, as sombras fazem parte de nós e um indivíduo só pode tornar-se pleno ao aprender a aceitar e lidar esses aspectos incômodos de si mesmo. 

O caminho lunar e noturno é, de certa forma, muito maior, mais complexo e mais profundo do que o diurno, mostrar-se para o mundo acaba sendo fácil, voltar-se para si mesmo e se conhecer e aprender a lidar com suas “imperfeições” é que é bem difícil, demanda muito tempo, paciência e amor consigo mesmo. Com certeza, O Tarô e a jornada do herói deixou mais claros os horizontes por aqui e me permitiu nortear bem como quero prosseguir com meus estudos sobre o Tarô e sobre a Psicologia Analítica também. Se você se interessa por ambos os assuntos, acredito que a escrita de Hajo Banzhaf é bem acessível e ele explica muito bem os conceitos básicos do trabalho de Jung, além de recomendar várias referências bibliográficas. Essa leitura vale muito a pena e é um bom começo para quem quer conhecer melhor a si mesmo e está disposto ou disposta a confrontar suas sombras e, quem sabe, tornar-se amigo delas, ou, pelo menos, ter uma relação de cordialidade. 

Então é isso, gente! Que leitura! Digam nos comentários: em qual parte do caminho vocês acham que estão?


16 de abril de 2026
[Respondendo a Tag] - O BOM DO OUTONO

 


Eita como faz tempo que não se responde uma tag nesse Livre Lendo, hein! Nossa, eu sempre respondia várias e com frequência, mas, de uns tempos para cá não achava nenhuma que me chamasse atenção, até que em 2025, encontrei O BOM DO OUTONO, criação original da Helaina Carvalho, no blog dela, o Mente Hipercriativa e como eu amo essa estação, suas cores, seus sabores e o Mabon, decidi respondê-la, no caso, um ano depois… (é de conhecimento geral que sou marcha-lenta…). 



1. Temperaturas amenas: uma história sem muito drama

Apesar da série Anne with an E desenvolver muitas pautas sociais, Anne de Green Gables não tem muitos dramas, salvo o final do livro, no qual um personagem muito querido morre, mas tirando isso, é uma narrativa bem tranquila e divertida! 


 2. Roupas aconchegantes: uma história de aquecer o coração


Sem sombra de dúvidas, A sign of affection é uma narrativa muito fofa e linda! Sempre estou relendo e reassistindo! A história de amor entre Yuki, uma garota surda e Itsuomi, a personificação do espírito do andarilho poliglota é muito querida para mim e sempre aquece meu coraçãozinho. 


3. Chocolate quente: um personagem favorito

Ô perguntinha capciosa, hein, dona Helaina! Já tive muitos personagens favoritos ao longo da vida, mas acho que, no momento, tenho gostado e admirado muito a Anne Shirley. Ela é sonhadora, idealista, mas na hora do vamos ver, resolve as paradas. Gosto muito dela! 


4. Nevoeiro: clima tenso durante toda a história

Um livro que faz você ler e ler e não conseguir parar até que os personagens estejam minimamente em uma situação menos periclitante é Battle Royale! Gente, coitados desses adolescentes! É brutal! 


5. Ventos: uma reviravolta chocante

Nunca Minta foi um dos thrillers mais recentes que li e meu primeiro contato com a escrita de Freida McFadden. Tudo ali me prendeu: os personagens, a situação de estar presa em uma casa desconhecida, no meio de uma nevasca, sem comunicação com o mundo exterior e ainda com a ameaça de algum estranho escondido por lá… Nossa, pesadelo total! E quando o plot twist se apresenta, cara, eu não imaginava, nem de longe! Fiquei completamente estarrecida com o final dessa história, que é muito, muito bom!

 


6. Dias mais curtos: final com gostinho de quero mais

Apesar de ser uma obra um pouquinho extensa, Kamisama Hajimemashita deixou um gostinho de quero mais para mim, porque eu realmente queria ver mais da vida da Nanami e do Tomoe! 


7. Noites de filme: livro que deveria virar filme

Eu gostaria muito que O circo da noite se tornasse um filme ou série… Por motivos de que esse é o melhor livro de fantasia que já li na vida e vou sempre falar bem dele e sempre vou dar um jeito de incluí-lo em qualquer conversa sobre livros ou tag. Leiam, é perfeito. De nada.


8. Meias coloridas: crianças protagonistas

Matilda né, gente! Vocês tinham alguma dúvida? Eu amo Matilda! Que livro delicinha de ler e que filme mais querido! Sou apaixonada pela história dessa menininha leitora que adquire poderes psíquicos de tanto ler! Ainda tenho esperança de ser contemplada um dia, mercúrio em Peixes…. me deixa sonhar! hahahahahaha


Então é isso, pessoal! Adorei responder essa tag! Depois, passem lá no Mente Hipercriativa para ler as respostas da Helaina. Já peguei várias dicas de leitura muito boas com ela!


26 de março de 2026
PROJETO “12 CAFÉS EM 12 MESES”

 


Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Hoje a proposta do post é diferente, porque vou apresentar um projeto pessoal meu e do Samu para esse ano de 2026. O “12 cafés em 12 meses". A ideia surgiu de uma postagem que encontramos no Instagram, na qual duas irmãs decidiram conhecer cafés diferentes de sua cidade durante o ano passado. Não me lembro mais em qual perfil encontrei essa inspiração, mas nós achamos esta muito incrível e já demos início em janeiro. 

Como as vidas de professora e de programador são beeeem ocupadas, não conseguimos fazer um post específico para cada mês, por isso resolvemos fazer postagens a cada três meses falando de 3 cafés visitados. Nessa primeira vamos conversar sobre dois da Zona Leste e um da Zona Sul. Bora! 


JANEIRO 


Data: 24/01/2026 

Café sorteado: Marie Marie Bakery

Endereço: Rua Azevedo Soares, 2532 - Tatuapé , São Paulo, SP.

Horário de funcionamento: de segunda à sábado das 08h30 às 18h30; aos domingos: FECHADO.



Nesse sábado estava fazendo um tempo bem ameno, estilinho Outono, sabe? Saímos de casa umas 16h, fomos de metrô e depois embarcamos em um ônibus no Terminal Tatuapé e chegamos ao Marie Marie Bakery às 17h. Fomos muito bem atendidos pelos funcionários do café. O ambiente é muito bonito e acolhedor e o cardápio é bem gostoso e com um valor acessível. Já não me lembro mais os nomes do que escolhemos, mas como dá para ver na imagem, foram dois salgados, cafés, três croissants de  chocolate e um brigadeiro. Estava tudo muito gostoso, mas como agora somos dois 30+ achamos que os croissants estavam muito doces. 



Antes de ir embora, passamos na confeitaria do Café, que fica antes da saída e compramos uns bolinhos para comer em casa. Gostamos do Marie Marie Bakery por ser de fácil acesso, ter comidas gostosas e valor acessível. 


NOTA: ☕☕☕☕


 FEVEREIRO 


Data: 28/02/2026 

Café sorteado: Provence Cafés Especiais

Endereço: R. Serra de Japi, 1378 - Vila Gomes Cardim, São Paulo - SP.

Horário de funcionamento: de terça à sábado das 09h30 às 19h; aos domingos das 15h30 às 19h; às segundas: FECHADO. 



Fomos ao Provence Cafés Especiais em um dia mais quente. Saímos de casa no mesmo horário de outrora e fizemos, inclusive, o mesmo caminho, só descendo do ônibus um pouco antes. Gostamos disso, pois se você tiver disposição para andar, dá para ir andando no metrô Tatuapé até esse café, Samu e eu, por exemplo, voltamos andando e já conhecemos uma Loja de Quadrinhos que nem sabíamos que tinha ali por perto! 



Ao chegarmos ao Provence Cafés Especiais, fomos bem recepcionados, contudo, precisamos esperar um pouco para sermos atendidos pois o local estava cheio. Além disso, por mais que a fachada não aparente, ele é bem maior do que o Marie Marie Bakery, contando com três ambientes: um na parte externa, um salão no térreo e outro salão no andar de cima. O café também conta com um ambiente bem bonito para tirar fotos que fica entre os dois salões, não tiramos fotos lá porque, como dito antes, estava cheio. 



O Samu pediu um frapuccino e um petit gateau com sorvete, já eu, que sou mais esganada, pedi um café especial de lavanda, um croque e uma fatia de bolo de chocolate. Gente, o café de lavanda é DE-LI-CI-O-SO! Nunca imaginei que a lavanda fosse harmonizar tão bem com café! Isso sem falar em tudo o mais que comemos, estava uma delícia e, dessa vez, a doçura estava na medida certa para os nossos paladares e os valores também são bem acessíveis. 


NOTA: ☕☕☕☕☕


MARÇO 


Data: 21/03/2026 

Café sorteado: FILLMORE AMERICAN COFFEE & EATERY

Endereço: Av. Nazaré, 1732 - Ipiranga, São Paulo - SP.

Horário de funcionamento: todos os dias das 08h às 22h. 



O FILLMORE não estava nos nossos planos. Na verdade, o objetivo principal dessa primeira versão do 12 cafés em 12 meses é de conhecer espaços aqui na Zona Leste mesmo, eventualmente, vamos a outras regiões, mas não tínhamos pesquisado por esse lugar em específico. 

Acontece que no dia 21/03 eu tinha um exame marcado na região do Alto do Ipiranga e deu tudo errado, gente! Descemos na estação errada, chegamos atrasados, não consegui fazer o exame porque as enfermeiras não encontraram minha veia para colocar o acesso, quebraram duas veias minhas, foi um terror. Nós já tínhamos um compromisso marcado no dia 28/03 (nosso RPG de mesa, “As aventuras do Condado de Filomenya”) por esse motivo, se não fossemos naquele sábado, não daria para ir em março mais. 

O Samu, então, pesquisou por cafés próximos à clínica onde estávamos e até tinha a opção de irmos ao Café Kiki, porém, precisaríamos esperar mais de uma hora para ele abrir e estávamos cansados, frustrados e com fome, por isso fomos ao FILLMORE mesmo. 

Chegando lá, fomos muito bem recebidos e rapidamente atendidos. Por causa do horário, o café não estava cheio e comparado aos outros dois, ele é o maior que já visitamos! Contudo, não gostamos muito do atendimento em si e vou explicar o porquê: havia várias mesas disponíveis para escolha e escolhemos uma pequena só para nós dois, fizemos nosso pedido de dois Brunches Americanos, pois nunca tínhamos comido essa refeição, queríamos experimentar e estávamos com fome. A funcionária que anotou nosso pedido poderia ter nos alertado de que vinha muita comida e que o espaço da mesa que escolhemos ficaria apertado, nos deixando escolher uma mesa maior, ela não fez isso. 



Pois bem, chegaram os pratos e a atendente que os trouxe nos disse “nossa, vocês escolheram uma mesa muito pequenininha, não sei nem como vou colocar os pratos aqui!”, e não nos foi oferecido trocar de mesa. Mesmo assim, o funcionário que fez o nosso café foi muito gentil, atencioso e simpático.

O Brunch Americano é composto por ovos mexidos, bacon, torradas, suco de laranja, café e panquecas tipicamente norte-americanas. Para nós dois, o mais decepcionante foram as panquecas, achamos elas muito “massudas” e pesadas para o nosso paladar 30+, sabe? Eu que sou esganada não consegui comer tudo, o Samu, então, coitado, ficou passando mal. Aquele sábado realmente não era nosso dia… 


NOTA: ☕☕


Então é isso, gente! Gostaram desse novo estilo de postagem? Já conheciam esses cafés? Conta para a gente nos comentários! A próxima será em junho e ficará por conta do Samu =D



24 de março de 2026
[EU ASSISTI] - NAMORADO POR ASSINATURA

 


A sociedade sul-coreana está passando por uma crise de natalidade real e nunca antes vista. As mulheres de lá não querem mais se casar e ter filhos, isso porque os homens de seu país, segundo as próprias e os dados levantados por pesquisadores, são extremamente machistas, desrespeitosos e violentos com elas, além disso, o custo de vida é muito alto e quando casadas, essas mulheres têm jornadas exaustivas, pois precisam conciliar de 10 a 12 horas de trabalho, com os afazeres domésticos e, se tiverem filhos, perdem a carreira e passam a ser totalmente dependentes do marido. É assustador. 

É com esse viés social que surgiu a minissérie Namorado por assinatura, produção lançada esse mês, disponível na Netflix e estrelada por Jisoo, uma das integrantes do grupo BLACKPINK (in your area). Nesta comédia romântica com pitadas de enemies to lovers, conhecemos Mi-rae (personagem de Jisoo), uma jovem editora beirando os 30, que trabalha em um empresa de webtoons e tem uma vida bem regrada e solitária, pois, por causa do trabalho, ela só tem três horas livres por dia. 



Mi-rae já teve um namorado que conheceu na faculdade, mas eles terminaram. Por que ele era péssimo com ela, como as mulheres reais alegam serem os homens sul-coreanos, Dedéia? Nãaaaaaaaaaao, minha irmã. Eles terminaram porque Mi-rae era péssima com o namorado. ELA é que não era atenciosa, ELA é que não ligava muito para o relacionamento deles, ELA é que o deixava inseguro, ELA é que colocou a carreira em primeiro lugar. Enfim, a culpa do término foi dela…  

No momento em que a narrativa começa, Mi-rae está muito irritada e chateada porque o ex seguiu em frente e vai se casar com uma outra colega da faculdade e, aliado a isso, ela se vê obrigada a trabalhar com uma autora insuportável, que sempre atrasa as entregas, obrigando seu editor a fazer muita hora extra, logo, quando recebe a proposta de testar uma nova aplicação chamada Namorado por assinatura, na qual entrará em uma realidade virtual para viver altas aventuras românticas, no começo, ela vê isso com bastante desconfiança, mas depois de tanto estresse, ela embarca com tudo nesse Titanic. 



Quando começa a usar ativamente o Namorado por assinatura em suas poucas horas livres, Mi-rae passa a ter experiências que ela não imaginava serem possíveis na vida real e se envolve emocionalmente com uma das IAs. O esquema em Namorado por assinatura é quase um RPG. Ela tem uma “ficha” e vai entrando nas histórias, conhecendo os caras e interpretando uma nova personagem. As coisas mudam, quando Mi-rae finalmente percebe que seu Namorado por assinatura não é uma exclusividade dela, ela se sente traída e tenta cancelar o plano, mas eis que surge uma funcionalidade bônus: o namorado exclusivo! Uma IA criada a partir de um questionário extenso, que promete ser o homem perfeito para a assinante. É óbvio que Mi-rae aceita esse “presente” e ao recebê-lo, ela quase caí para trás. 



Isso acontece porque o homem ideal para ela, de acordo com suas respostas, é idêntico a seu colega de trabalho e principal rival, Kyeong-nam, o qual já se declarou para ela, e a mesma lhe deu um fora, diga-se de passagem. É a partir daí que a cabeça de Mi-rae vai ficando mais e mais confusa e nós espectadores vamos ficando com mais e mais raiva, pois essa série nos faz ter pena de homem hétero, padrão e privilegiado, fala sério! 

Comecei a assistir Namorado por assinatura pensando que o enredo teria alguma crítica a como as IAs têm um potencial bem negativo em nossas vidas e podem nos manipular facilmente, contudo, o objetivo dessa minissérie, na minha percepção, foi ser tão somente uma propaganda para laçar mulheres ( o golpe está aí, cai quem quer..). Eu explico: é muito bizarro como todos os homens dessa produção são uns queridos. Todos eles, sem exceção, são respeitosos, carinhosos e amorosos; o problema são as mulheres, elas é que são “exigentes” demais! Mi-rae não para de trabalhar, sua melhor amiga não se decide por ninguém, enfim, o problema está sempre nelas, os homens estão ali abertos para um relacionamento amoroso profundo e duradouro. Isso é muito problemático. 

Você odeia os homens, Dedéia? Sim, não! Eu até tenho pai, tenho irmãos, sou casada com um homem! Brincadeiras a parte, minha crítica não é uma declaração de ódio aos homens, mas sim, uma reflexão sobre mecanismos de manipulação de massa que estão sendo fortemente usados para reverter um dilema social que poderia ser resolvido se os homens respeitassem as mulheres e nos tratassem como seres humanos de direitos e deveres e não como meras incubadoras e objetos de desejo e satisfação. 

Se você é fã de carteirinha de K-Dramas, isso não é a questão aqui. O problema é o número alarmante de mulheres jovens que estão deixando seus países, suas famílias, seus empregos, suas redes de apoio para encontrar um “amor coreano” e saem da Coreia do Sul frustradas e com profundas marcas físicas ou psicológicas por causa disso. As reportagens e os relatos reais, de mulheres reais, são sinistros e muito, muito preocupantes. Por esse motivo, o enredo construído em Namorado por assinatura me deixou tão aborrecida. 



Isso porque nem discorri sobre o fato de a rivalidade em Mi-rae e Kyeong-nam estar só na cabeça dela, na verdade ele é só um homem apaixonado que não sabe como expressar seus sentimentos para a mulher amada… e ela confunde isso com indiferença, superioridade, antipatia e arrogância (aham, sei…). 

Namorado por assinatura  é uma produção muito bonita visualmente, tem um estilo bem característico de cores e ambientes que cativam o público feminino: muita cor, mas sem saturação, ambientes acolhedores, nem parece que esse povo vive em uma das capitais mais caras do Leste Asiático, visto que a galera está sempre indo beber, curtindo, comendo bem, morando bem, podendo gastar a vontade… É só dar uma pesquisada bem básica, gente, que vocês vão ver que a realidade em Seul não é nem um pouco parecida com a descrita no drama…

E eu sei que existem sim casos de casamentos bem sucedidos entre homens sul-coreanos e mulheres sul-coreanas ou com mulheres estrangeiras, mas esse não é o ponto, minha preocupação, como dito acima, é com uma mulher sair de seu país ludibriada por essa mega exposição a uma sociedade fake e ao chegar lá se frustrar, gastar todas as economias e ainda achar que o problema é ela, que ela só não viveu o amor coreano porque ela errou! O erro não é do cara escroto que a tratou como um lixo e acha que isso é normal. 

Enfim, na minha humilde opinião, não tenho interesse nesse tipo de produção, já falei aqui de alguns dramas coreanos bem legais e que saem dessa propaganda “pega turista” e me senti enganada ao concluir Namorado por assinatura, pois tanto eu quanto o Samu esperávamos algo beeeem diferente, ingenuidade nossa, né? Em uma sociedade carregada de Red pills, trad wives e “conservadores”, dificilmente uma produção dramática se comprometeria a mostrar como de fato é a realidade das mulheres e dos homens sul-coreanos e como as barreiras sociais que os impedem de ter relacionamentos saudáveis estão justamente nesses movimentos e em uma mentalidade machista e misógina que existe há séculos e que ninguém, além de algumas mulheres, quer e luta ativamente para que acabe.