Olá, pessoas! Aqui é o Samu invadindo o espaço da honorável esposa outra vez! Esse ano coloquei como projeto pessoal assistir a todos os filmes vencedores do Oscar na categoria de melhor filme. Bem, eu sou da opinião que Oscar não é sinônimo de filme excelente, sabe? Mas decidi fazer isso, mais por uma questão de curiosidade mesmo.
Sendo assim, Asas (1927) é o primeiro filme a receber um Oscar na história do cinema, no ano de 1928. Dirigido por William A. Wellman, trata-se de um filme sobre a Primeira Guerra Mundial, e nele a gente acompanha três protagonistas: Jack Powell, David Armstrong e Mary Preston.
A história começa apresentando a dinâmica entre esses três personagens. Logo na primeira cena fica claro que Mary está profundamente apaixonada por Jack, porém este gosta de outra menina, uma tal de Sylvia. Contudo, essa Sylvia já é o interesse amoroso de David, o melhor amigo de Jack. Ou seja, eles formam um quadrado amoroso rocambolesco quase como aquele poema Quadrilha, do Carlos Drummond de Andrade (João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava... e por aí vai).
Nesse ponto, a Primeira Guerra Mundial está acontecendo e tanto Jack quanto David são convocados para ir à luta como aviadores do exército. Enquanto isso, Mary também decide se alistar para as Unidades Motorizadas Femininas, e com isso ela se torna uma motorista de ambulância ajudando a transportar os feridos da guerra. Daí pra frente o trio vai passar por vários perrengues e provar o seu valor na batalha.
Achei o filme bem chatão. Ele tem seus méritos sim, eu entendo que Asas foi um dos primeiros filmes a retratar a guerra, os efeitos especiais criados são muito bons considerando a tecnologia da época. Mas achei o enredo um pouco capenga. Digo, para um filme de quase 2h e meia eu imaginei que aconteceria muito mais coisas, porém a maior parte do filme é uma sucessão de cenas bem longas de batalhas aéreas entre aviões. Para mim essas cenas foram tão repetitivas que cochilei em duas partes do filme, e precisei voltar só pra constatar que não tinha perdido nada da história.
Em todo caso, tirando as partes infinitas das rinhas de avião, o filme tem alguns momentos que nos fazem refletir sobre os horrores da guerra, e isso foi interessante. Também tem algumas cenas de alívio cômico, geralmente protagonizadas pelo personagem Herman Schwimpf, que apesar de ser descendente de holandeses também é um grande patriota a ponto de ter tatuado a bandeira dos EUA no braço.
Enfim, não sei se Asas seria uma boa recomendação para uma sessão pipoca com o crush, portanto se você quiser assistir, vai por sua conta e risco. Você encontra o filme na íntegra e legendado no YouTube (ao menos até o momento dessa publicação ele ainda está lá). Dito isso, vou seguir para o próximo filme da minha lista. Até a próxima!


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