Sabe aquele tipo de livro que você bate o olho, lê a sinopse e tem a certeza de que vai gostar da história? Mas por algum motivo estranho, sempre protela a leitura? Pois bem, esse é o caso de Os garotos corvos para mim! Há anos olho para a capa desse livro e penso “um dia vou lê-lo” e, finalmente, esse dia chegou e minha intuição estava certa: amei a história criada por Maggie Stiefvater e é claro que já adquiri os demais volumes!
Em Os garotos corvos a autora faz uso de um recurso narrativo semelhante ao usado pelas autoras de Bruxaria, ao contrário delas, porém, Maggie Stiefvater o faz de maneira muito respeitosa e verossimilhante, pois aqui o mote da história é conduzido pelas Linhas de Ley e seu suposto (no volume confirmado) poder enérgico e místico e como as localidades por onde elas passam são muito influenciadas por sua magia.
Maggie Stiefvater começa a história nos apresentado a Blue Sargent, uma adolescente de 16 anos que tem uma vida bem incomum. Apesar de morar na pacata cidade de Henrietta, Virginia, Blue vem de uma extensa linhagem de médiuns, sendo sua mãe uma cartomante, sua tia uma médium pop com um programa na TV e as melhores amigas de sua mãe também sendo médiuns, logo, nossa protagonista não se encaixa muito bem na sociedade moralista de onde mora e acaba não tendo muitos amigos, ou melhor, nenhum amigo. Ademais, a casa de Blue é uma grande e acolhedora confusão feminina, com sua mãe, as amigas dela, sua prima Orla, a própria Blue e, posteriormente, sua misteriosa tia; assim, a menina passa anos sem se importar muito com o fato de ser uma outsider, afinal, já tem bastante amor e companheirismo em sua vida com as mulheres que a cercam, contudo, há algo que intriga e irrita Blue ao mesmo tempo: Os garotos corvos.
Richard Gansey, ou só Gansey, como ele prefere, é nosso outro adolescente protagonista, mas, diferente de Blue, ele é muito popular, o típico garoto boa praça que fala com todo mundo e é bem quisto por todos, além de ser podre de rico. O garoto é tão rico que acaba sendo um pouco sem noção para as outras pessoas, meros mortais, que não têm os mesmos privilégios que só muito dinheiro pode proporcionar e que para Gansey são absurdamente normais e corriqueiros. Como não poderia deixar de ser, ele é um dOs garotos corvos, afinal, esse é um apelido dado a todos os estudantes da Escola para garotos Aglionby, uma instituição de elite onde só estudam os mais ricos e abastados, ou garotos pobres muito, muito inteligentes e esforçados.
Mas como essas duas pessoas tão diferentes têm seus destinos interligados?
Todos os anos, na noite da Véspera do Dia de São Marcos, Blue e sua mãe vão até o terreno de uma antiga igreja abandonada da cidade a fim de observar uma espécie de “procissão das almas” que passa por um caminho específico que é uma Linha de Ley. Nessa noite em específico, algo muito estranho acontece, porque, mesmo vindo de uma linhagem de médiuns, Blue nunca apresentou mediunidade, ela “apenas” consegue aumentar os poderes paranormais de outras pessoas, mas nessa noite ela consegue ver uma alma, a de Gansey, e isso é muito preocupante já que desde os seus 5 anos a garota é assombrada por uma profecia que diz que ela vai matar ou ser responsável pela morte de seu verdadeiro amor se o beijar e, segundo sua tia, só há duas explicações para um não médium ver uma alma na Véspera do Dia de São Marcos: ou você vai matá-la, ou ela é o seu grande amor.
Gansey, por acaso, está muito envolvido com questões paranormais já que ele é um caçador de Linhas de Ley e por esse motivo está em Henrietta. Ele busca comprovar que a lenda do rei galês “Glendower” é real e pretende lhe fazer um pedido quando encontrar seu túmulo e despertá-lo. Obviamente, ele não está sozinho, contando com a ajuda de seus amigos: o esquentadinho, Ronan; o certinho, Adam e o esquecível, Noah. Esses são Os garotos corvos do título e eles vão contar com a ajuda de Blue para tentar encontrar esse “Santo Graal”, eles só não sabem que existem outras pessoas bem inescrupulosas que também estão atrás de ter seus desejos realizados e serão capazes de qualquer coisa para isso.
Eu simplesmente amei cada minuto dessa leitura! Imaginava que iria gostar dessa história, só não imaginava que ficaria tão fascinada pela escrita de Maggie Stiefvater! Comecei a leitura sem grandes expectativas e terminei totalmente deslumbrada e ansiosa para continuar com o próximo volume. Se você gosta de narrativas de fantasia urbana, uma leve pitada de romance adolescente, personagens cativantes, mistérios e plot twists, com certeza Os garotos corvos é a leitura perfeita para você! É entretenimento de qualidade em todos os capítulos!


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