20 de janeiro de 2026
[EU ASSISTI] THE WITCHER: SEREIAS DAS PROFUNDEZAS

 


Essa animação é um ótimo exemplo de quando você assiste algo não esperando nada e termina recebendo tudo e mais um pouco! Às sextas-feiras, para minha grande felicidade, saio do trabalho bem mais cedo e consigo aproveitar um pouco da tarde descansando ou fazendo qualquer outra coisa que não seja trabalhar. Em uma dessas sextas, estava comendo um lanchinho e decidi zapear na Netflix para ver se tinha algo legal que me interessasse e acabei caindo direto em The Witcher: sereias das profundezas! Como eu assisti à Lenda do Lobo e gostei bastante, dei play pensando que assistiria a essa animação apenas enquanto comia e depois a terminaria ao longo do final de semana, que nada! Fiquei vidrada na história e nem vi o tempo passar de tão boa que foi! 

The Witcher: sereias das profundezas faz uma releitura “dark” do famoso conto de Hans Christian Andersen, A pequena sereia. Aqui, começamos a história acompanhando Gerald em uma de suas aventuras, acompanhado do bardo Jaskier, eles vão até uma cidade costeira para destruir um monstro que está atacando os marinheiros, contudo, ao chegar lá, Gerald constata que a verdadeira ameaça não são as criaturas que vivem no mar, mas sim os seres humanos que estão destruindo seu habitat com uma falta de respeito atroz bem típica nossa… 

Se você já assistiu ou jogou The Witcher sabe que os humanos nesse universo detestam feéricos, elfos e qualquer criatura diferente, ou seja, com os sereianos não poderia ser diferente! Mas o negócio fica muito mais complicado porque o príncipe herdeiro do reino onde Gerald e Jaskier se encontram está apaixonado pela princesa herdeira dos sereianos e os pais de ambos não estão gostando nem um pouquinho dessa história… Para piorar, a nossa “pequena sereia” também tem uma tia sacana que vai tentar de aproveitar dessa situação a todo custo para conseguir poder… 

Como fazia muito, mas muito tempo que não tinha contato com esse universo, confesso que a narrativa de The Witcher: sereias das profundezas me surpreendeu muito! Fiquei completamente encantada pela história em cada detalhe, desde o desenvolvimento até o desfecho maravilhoso e sugestivo que ela tem. Além disso, ô desenho bonito, viu! Nossa, eu sou apaixonada por produções que mostram o oceano, mas essa é um desbunde! Linda demais e como já disse, é uma releitura dark de um conto de fadas muito querido, logo, vale muito a pena mesmo assistir. 



15 de janeiro de 2026
O Ladrão de Raios

 Olá, pessoal! Samu aqui!





Entrei em uma leitura coletiva da série Percy Jackson e os Olimpianos, por isso a resenha de hoje é o primeiro livro: O Ladrão de Raios. Eu já tinha uma noçãozinha de como era a história por causa do filme, sabe? Não cheguei a assisti-lo, mas já aconteceu de eu passar na frente da TV enquanto alguém assistia, daí peguei alguns spoilers. Em todo caso, acho que isso não chegou a comprometer a leitura.


Então vamos lá! O livro é narrado em primeira pessoa (coisa que não gosto) e nosso narrador é o Percy Jackson, um menino de 12 anos (guarde isso: 12 anos). Ele mora com a mãe, uma mulher super legal, e com o padrasto, um cara podre de podre. Contudo, desde criança… digo, desde mais novo, Percy sempre estudou em colégios internos daqueles que o condenadinho mora na escola e só volta para casa nas férias. Ou seja, apesar de amar muito a mãe, o Percy está meio que acostumado a ficar meses e meses longe dela.


A vida do nosso herói é um tanto complicada, pois vira e mexe acontece uns bagulhos inexplicáveis (tipo o Harry Potter antes de conhecer Hogwarts, sabe? Os primeiros capítulos da história são bem nessa vibe). O fato é que todo ano acontece alguma parada sem sentido que vira motivo para o Percy ser expulso da escola, sendo assim agora ele está na sexta série e essa é a sexta escola que frequenta. Nesse início do livro nós leitores somos apresentados aos personagens e aos mistérios que cercam o protagonista, como por exemplo o porquê de a professora de Geometria ter explodido no meio da excursão ao museu ou por que a caneta emprestada do professor de História se transformou em uma espada.


Após esses capítulos iniciais e uma cena de perseguição das mais eletrizantes envolvendo um minotauro brabíssimo, Percy chega em um acampamento bem diferentão e lá ele descobre uma coisa arrebatadora: os deuses gregos que Percy estudou tanto na escola são reais! Sendo assim, o lugar onde ele está agora, conhecido como Acampamento Meio-sangue, trata-se de um refúgio para os filhos dos deuses, visando protegê-los da ameaça dos monstros do Hades. Pois é, nosso herói mirim (de 12 anos) é um semideus. Sendo assim, após uns 30% da história, Percy recebe uma missão bem importante: acontece que Zeus, o deus dos deuses, teve o raio roubado e caberá a Percy Jackson resolver esse problema.


Confesso que daí pra frente o livro ficou meio chatinho, pois tudo virou uma road trip pelas cidades do Estados Unidos. Percy se junta com seus amigos Grover e Annabeth e esse trio parada dura inicia uma viagem passando por Nova York, Las Vegas, Los Angeles e por aí vai. Como eu não curto muito esse tipo de road trip, achei a parte mais fraquinha da história. Contudo, o final é bem legal! Vai aparecer o Hades e o Olimpo, e a resolução de tudo é muito empolgante com direito a várias cenas de ação e aventura.


Existem alguns pontos que achei forçado, sabe? Por exemplo, é difícil imaginar um garotinho da idade de Percy fazer a maioria das coisas que ele faz (e aqui estou falando de matar monstros de 2 metros de altura na base da porrada). Apesar de nosso herói não estar sozinho, muitas vezes as cenas ficam difíceis de engolir por causa dessa questão da idade dos personagens. Se eles fossem uns 3 ou 4 anos mais velhos, quem sabe as coisas ficassem mais verossímeis, né? De qualquer modo, eu gostei da história e pretendo continuar com a leitura da saga.


13 de janeiro de 2026
O COLECIONADOR DE DESEJOS, de Mia Sheridan

 



A narrativa de O colecionador de desejos começa com um flashback no qual conhecemos os irmãos Jonah e Justin Chamberlain, ambos advogados e ricos, pois veem de uma antiga família sulista,  o primeiro querendo subir na carreira a todo custo, o segundo sendo mais “humanista” e aceitando trabalhar em casos sem receber remuneração quando os clientes são pobres. Justin vai até o escritório do irmão para alertá-lo de não aceitar defender um possível estuprador e serial killer, contudo, o irmão mais novo, arrogante, típico advogado que nunca perdeu um caso (alguma semelhança com O advogado do diabo?) não dá ouvidos ao outro, defende o cara, ele é absolvido e uma grande tragédia advém disso…

Oito anos se passam, conhecemos Clara, uma jovem bailarina que acabou de se mudar para Nova Orleans a fim de trabalhar na companhia de dança de lá, ela está bem deslocada, não conseguiu fazer muitos amigos além de uma vizinha idosa e, para piorar, seu pai está internado em uma casa de repouso porque tem Alzheimer em estado avançado.

Um dia, conversando com a vizinha, Clara ouve a história do “muro que chora”: basicamente, a lenda remonta aos tempos da escravidão nos Estados Unidos, alguns anos antes da Guerra de Secessão, onde Angelina, uma jovem escravizada, e Jonh, um rapaz branco de família rica, se apaixonam, mas, por causa dos preconceitos da época, não conseguem ficar juntos, a moça se suicida e ele é amaldiçoado pela mãe dela, uma sacerdotisa vodu. Algum tempo depois, surge a prática, entre os locais, de colocar papeizinhos com desejos no muro, acreditando que o espírito de Angelina irá realizá-los até que o seu próprio seja realizado. 

Clara vai até lá e acaba conhecendo Jonah, agora um recluso que não se mostra para o mundo exterior há oito anos, pois, após os eventos trágicos, ficou com metade do rosto desfigurado e perdeu a carreira de advogado. Por mais “arisco” que ele seja, Clara vai, pouco a pouco, ganhando sua confiança e eles dão início a uma amizade que se transforma em paixão, contudo, Jonah não consegue aceitar o amor de Clara devido a sua condição atual, o que vai gerar muitos problemas para os dois… 

O colecionador de desejos é narrado em 3ª pessoa, o foco do narrador muda a cada capítulo passando de Clara a Jonah e também nos mostrando o passado de Angelina e John, o grande mistério da trama. Como dito antes, nunca tinha lido nada de Mia Sheridan e posso dizer que é uma obra “interessante”. É um romance bem rápido de se acompanhar, o li em dois dias apesar de suas mais de 400 páginas, mas achei o modo como a autora trata o tema da escravidão e da situação das pessoas negras escravizadas nas plantações sulistas muito superficial. O fato de ambos os protagonistas serem brancos e só os coadjuvantes serem pessoas negras também me deixou desconfortável.  Afinal, por que um dos protagonistas não poderia ser uma pessoa negra? O que impediria isso? Clara é uma bailarina, Jonah, um advogado… Enfim, não quero ser chata, só acho que precisamos começar a fazer mais esses questionamentos nas produções culturais que consumimos. 

No mais, Mia Sheridan tem uma escrita fluida e criou um romance com uma história de amor que bebe bastante das fontes de O fantasma da ópera, A bela e a fera e um pouco de Crepúsculo? Visto que em dado momento, Jonah começa a perseguir Clara? Achei O colecionador de desejos problemático em vários níveis, se você desligar o senso crítico, vai curtir a leitura de boa, agora, se for analisar as ações das personagens… ai, meu amigo e minha amiga, você vai pegar ranço de todos eles! Incluindo a autora.



8 de janeiro de 2026
[EU ASSISTI] ASAS (1927)



Olá, pessoas! Aqui é o Samu invadindo o espaço da honorável esposa outra vez! Esse ano coloquei como projeto pessoal assistir a todos os filmes vencedores do Oscar na categoria de melhor filme. Bem, eu sou da opinião que Oscar não é sinônimo de filme excelente, sabe? Mas decidi fazer isso, mais por uma questão de curiosidade mesmo.


Sendo assim, Asas (1927) é o primeiro filme a receber um Oscar na história do cinema, no ano de 1928. Dirigido por William A. Wellman, trata-se de um filme sobre a Primeira Guerra Mundial, e nele a gente acompanha três protagonistas: Jack Powell, David Armstrong e Mary Preston.


A história começa apresentando a dinâmica entre esses três personagens. Logo na primeira cena fica claro que Mary está profundamente apaixonada por Jack, porém este gosta de outra menina, uma tal de Sylvia. Contudo, essa Sylvia já é o interesse amoroso de David, o melhor amigo de Jack. Ou seja, eles formam um quadrado amoroso rocambolesco quase como aquele poema Quadrilha, do Carlos Drummond de Andrade (João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava... e por aí vai).


Nesse ponto, a Primeira Guerra Mundial está acontecendo e tanto Jack quanto David são convocados para ir à luta como aviadores do exército. Enquanto isso, Mary também decide se alistar para as Unidades Motorizadas Femininas, e com isso ela se torna uma motorista de ambulância ajudando a transportar os feridos da guerra. Daí pra frente o trio vai passar por vários perrengues e provar o seu valor na batalha.


Achei o filme bem chatão. Ele tem seus méritos sim, eu entendo que Asas foi um dos primeiros filmes a retratar a guerra, os efeitos especiais criados são muito bons considerando a tecnologia da época. Mas achei o enredo um pouco capenga. Digo, para um filme de quase 2h e meia eu imaginei que aconteceria muito mais coisas, porém a maior parte do filme é uma sucessão de cenas bem longas de batalhas aéreas entre aviões. Para mim essas cenas foram tão repetitivas que cochilei em duas partes do filme, e precisei voltar só pra constatar que não tinha perdido nada da história.



Em todo caso, tirando as partes infinitas das rinhas de avião, o filme tem alguns momentos que nos fazem refletir sobre os horrores da guerra, e isso foi interessante. Também tem algumas cenas de alívio cômico, geralmente protagonizadas pelo personagem Herman Schwimpf, que apesar de ser descendente de holandeses também é um grande patriota a ponto de ter tatuado a bandeira dos EUA no braço.


Enfim, não sei se Asas seria uma boa recomendação para uma sessão pipoca com o crush, portanto se você quiser assistir, vai por sua conta e risco. Você encontra o filme na íntegra e legendado no YouTube (ao menos até o momento dessa publicação ele ainda está lá). Dito isso, vou seguir para o próximo filme da minha lista. Até a próxima!




6 de janeiro de 2026
[ANIMA] TORADORA

 O que acontece quando o tigre e o dragão param de brigar e se apaixonam? 



        Socorro! Eu realmente sou muito marcha lenta quando o assunto é assistir as coisas! Conheci Toradora logo de seu lançamento, entre 2008 e 2009, quando ainda era adolescente, e nunca terminei! Os anos passaram e esse anime super fofinho entrou no catálogo da Netflix e, finalmente, consegui assisti-lo até o fim.
        Em Toradora conhecemos os adolescentes Ryuji Takasu e Taiga Aiasaka, que não têm uma popularidade positiva na escola; ele, porque, apesar de ser um dos melhores alunos e um filho maravilhoso e extremamente responsável, tem cara de "bad boy", por isso quase todos têm medo dele; enquanto ela é a "tigresa de bolso", pois arranja briga com todo mundo e é muito baixinha. 

        As únicas pessoas que não temem nossos protagonistas são Yusaku Kitamura e Minori Kushieda, ambos interesses amorosos deles e são seus totais opostos, sendo muito queridos e admirados por todos na escola. Esse interesse ajuda a aproximar Ryuji e Taiga e eles criam uma relação de amizade muito forte. Os dois têm problemas familiares sérios, porém, diferentes, o que vai fortalecendo ainda mais esse relacionamento conturbado e divertido bem parecido com Lovely Complex

        Toradora traz traços muito fofos e um foco grande na comédia, ainda assim, também faz muitos questionamentos interessantes e importantes sobre relacionamentos familiares e problemas comuns da adolescência. Adorei esse anime! Foi muito divertido acompanhar seus 25 episódios e fiquei feliz por ter consigo assisti-lo até o fim dessa vez. Em nenhum momento se torna cansativo, muito pelo contrário, se você estiver em um dia de bobeira, vai acabar maratonando metade dele sem nem perceber. Então fica ai a dica de um shoujo super fofinho e divertido para assistir nesse verão! 

30 de dezembro de 2025
[EU ASSISTI] OVOS VERDES COM PRESUNTO

 



    Sabe aquele tipo de série que já te cativa na abertura? Pois é, foi essa a sensação com a muito divertida e super maluca, Ovos verdes com presunto, série animada da Netflix, adaptação de um livro do incrível Doctor Seuss

    Pode ser um pouco repetitivo eu falar sempre de produções da Netflix, mas sou assinante, então, preciso aproveitar o que ela tem a oferecer. A inflação chegou até nos streamings, minha gente, tá uma loucura! 

    E falando em loucura, isso define bem as adaptações dos textos do icônico Doctor Seuss, visto que O Grinch, um dos meus filmes de Natal favoritos, tem essa mesma pegada de rimas, um pouco de loucura, muitos absurdos e diversão garantida. 

    Ovos verdes e presunto começa com o sequestro de um animal raro do zoológico de Gorfolândia: a Galirafa. Enquanto todos os jornais noticiam isso, somos apresentados a João Sei-Não, um inventor mal sucedido que vê sua última tentativa de participar da importante Snerzfeira ser frustrada. Humilhado, ele vai a uma lanchonete comer e acaba conhecendo o simpático e irritante Romeu Sou-Eu. Eles conversam um pouco e distraídos acabam trocando suas malas e é a partir daí que toda a aventura começa, pois quem roubou a galirafa foi Romeu! E João vai descobrir isso da pior maneira...

    No dia seguinte, ele tenta devolver o animal, mas é supreendido por uma dupla mal encarada que se auto-intitula "Os malvados", sem saída, João e Romeu fogem juntos e se unem para levar a galirafa de volta a seu habitat natural. Paralelamente a isso, conhecemos Michelle, uma mãe sufocante e super protetora e sua filha, E.B., uma menina com sede de aventura. Não me perguntem como, mas elas vão entrar nessa confusão também. 

    Ao longo dos 13 episódios de Ovos verdes com presunto percebemos a evolução dessas personagens e ficamos cativados por causa de todas as trapalhadas nas quais elas se metem. Para incentivar ainda mais nossa curiosidade, cada episódio termina com um cliffhanger e com o último não poderia ser diferente! Deixando um gancho e tanto para a segunda temporada. 

    Ovos verdes e presunto traz uma história simples e bem pensada em todos os detalhes, tornando-se única. Apesar de conhecer a escrita de Doctor Seuss estou chocada com a criatividade dessa produção até agora! Essa é o tipo de série animada que vai agradar a todos os públicos com certeza! 

Então é isso, minha gente! Feliz Ano Novo e que 2026 traga muitas realizações para todos nós! 


23 de dezembro de 2025
KRAMPUS

 O SENHOR DO YULE




As mitologias pagãs são muito ricas e interessantes. A relação dos seres humanos com a terra e seus recursos era de muito respeito e reverência no período pré-cristão, o que vemos depois disso, foi a humanidade enxergando a terra e seus recursos como algo de direito, que pode ser usada e abusada porque esta foi “dada” aos homens por Deus… O artista multitalentoso, Brom, inspirado pela curiosidade de sua esposa, descobriu uma antiga entidade que punia os maus e presenteava os bons, além de ajudar a espalhar a vida após os longos e duros meses de inverno, esse é Krampus, o senhor do Yule

Para aqueles que não sabem, não, o Natal não é o “aniversário” de Jesus, não mesmo. Na verdade, historicamente, o Natal é uma versão cristianizada de uma celebração pagã chamada Yule, na qual até hoje pagãos celebram como o solstício de inverno, momento no qual o frio do inverno dá lugar à luz e a esperança da primavera vindoura. 

Em Krampus, o senhor do Yule, vamos acompanhar a luta da personagem-título a fim de desmascarar e destronar o Papai Noel de seu reinado de mentiras e total desequilíbrio e desrespeito com a terra que nos nutre e protege. Ao lado de seus seguidores, os belsnickels, ele vai fazer de tudo para trazer de volta a tradição do Yuletide e acabar com a palhaçada criada por seu inimigo, obviamente, isso não será nada fácil... 

Além de Krampus, o senhor do Yule, acompanhamos também o protagonista Jesse, um músico fracassado, que não acredita em si mesmo, acabou de perder a esposa por causa disso, está morando em um trailer, sem emprego, sem dinheiro, sem moral, sem nada, seu desespero é tamanho que ele atenta contra a própria vida, mas, no último minuto, desiste e vê uma cena que vai mudar a sua vida para sempre: um homem "fantasiado" de Papai Noel corre e tem em seu encalço algumas figuras demoníacas que tentam matá-lo a todo custo. No meio da confusão, o saco do Papai Noel acaba caindo dentro do trailer de Jesse e ele descobre ser este um objeto mágico e muito poderoso. 

A partir desse ponto, nosso protagonista vai entrar em um vórtice de problemas e mais problemas, pois, se a vida dele já estava acabada, adicione a isso um envolvimento com gângsteres, o fato de sua ex-esposa estar “namorando” com um policial corrupto tão perigoso quanto o chefe da máfia local, e uma entidade poderosa, Krampus, o senhor do Yule, estar atrás dele para pegar seu saco mágico de volta… 

Brom mostra ter feito uma pesquisa extensa sobre as mitologias que envolvem essas entidades (Krampus e Papai Noel) e ele criou sua própria versão, muito interessante e verossímil, é quase impossível largar esse livro, tudo é tão interessante, tanto a parte mitológica, sendo Krampus e Papai Noel entidades nórdicas advindas do Ragnarök, quanto a aventura de Jesse em busca de recuperar a sua família e encontrar a si mesmo. 

Krampus, o senhor do Yule, é um livro de mais de 400 páginas, mas que você lê muito rápido, tamanha a fluidez narrativa de Brom. A edição da DarkSide ficou muito linda e impactante: capa dura, com uma diagramação ótima e com ilustrações belíssimas e um pouco perturbadoras do autor que também é ilustrador. Com certeza, se você é do tipo que gosta de uma boa subversão de tradições, esse livro é para você! E um Feliz Natal/Yuletide para vocês e lembrem-se: sejam bons e deixem doces nos seus sapatos como oferenda para Krampus, pois, caso não o façam, o castigo será cruel…