15 de janeiro de 2026
O Ladrão de Raios

 Olá, pessoal! Samu aqui!





Entrei em uma leitura coletiva da série Percy Jackson e os Olimpianos, por isso a resenha de hoje é o primeiro livro: O Ladrão de Raios. Eu já tinha uma noçãozinha de como era a história por causa do filme, sabe? Não cheguei a assisti-lo, mas já aconteceu de eu passar na frente da TV enquanto alguém assistia, daí peguei alguns spoilers. Em todo caso, acho que isso não chegou a comprometer a leitura.


Então vamos lá! O livro é narrado em primeira pessoa (coisa que não gosto) e nosso narrador é o Percy Jackson, um menino de 12 anos (guarde isso: 12 anos). Ele mora com a mãe, uma mulher super legal, e com o padrasto, um cara podre de podre. Contudo, desde criança… digo, desde mais novo, Percy sempre estudou em colégios internos daqueles que o condenadinho mora na escola e só volta para casa nas férias. Ou seja, apesar de amar muito a mãe, o Percy está meio que acostumado a ficar meses e meses longe dela.


A vida do nosso herói é um tanto complicada, pois vira e mexe acontece uns bagulhos inexplicáveis (tipo o Harry Potter antes de conhecer Hogwarts, sabe? Os primeiros capítulos da história são bem nessa vibe). O fato é que todo ano acontece alguma parada sem sentido que vira motivo para o Percy ser expulso da escola, sendo assim agora ele está na sexta série e essa é a sexta escola que frequenta. Nesse início do livro nós leitores somos apresentados aos personagens e aos mistérios que cercam o protagonista, como por exemplo o porquê de a professora de Geometria ter explodido no meio da excursão ao museu ou por que a caneta emprestada do professor de História se transformou em uma espada.


Após esses capítulos iniciais e uma cena de perseguição das mais eletrizantes envolvendo um minotauro brabíssimo, Percy chega em um acampamento bem diferentão e lá ele descobre uma coisa arrebatadora: os deuses gregos que Percy estudou tanto na escola são reais! Sendo assim, o lugar onde ele está agora, conhecido como Acampamento Meio-sangue, trata-se de um refúgio para os filhos dos deuses, visando protegê-los da ameaça dos monstros do Hades. Pois é, nosso herói mirim (de 12 anos) é um semideus. Sendo assim, após uns 30% da história, Percy recebe uma missão bem importante: acontece que Zeus, o deus dos deuses, teve o raio roubado e caberá a Percy Jackson resolver esse problema.


Confesso que daí pra frente o livro ficou meio chatinho, pois tudo virou uma road trip pelas cidades do Estados Unidos. Percy se junta com seus amigos Grover e Annabeth e esse trio parada dura inicia uma viagem passando por Nova York, Las Vegas, Los Angeles e por aí vai. Como eu não curto muito esse tipo de road trip, achei a parte mais fraquinha da história. Contudo, o final é bem legal! Vai aparecer o Hades e o Olimpo, e a resolução de tudo é muito empolgante com direito a várias cenas de ação e aventura.


Existem alguns pontos que achei forçado, sabe? Por exemplo, é difícil imaginar um garotinho da idade de Percy fazer a maioria das coisas que ele faz (e aqui estou falando de matar monstros de 2 metros de altura na base da porrada). Apesar de nosso herói não estar sozinho, muitas vezes as cenas ficam difíceis de engolir por causa dessa questão da idade dos personagens. Se eles fossem uns 3 ou 4 anos mais velhos, quem sabe as coisas ficassem mais verossímeis, né? De qualquer modo, eu gostei da história e pretendo continuar com a leitura da saga.


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