As séries baseadas em quadrinhos estão vindo com tudo e não é de hoje. Logo, quando Warrior Nun foi lançada em 2020, já estava envolta em grandes expectativas e pelo menos quando eu assisti, elas foram alcançadas.
A premissa de Warrior Nun por si só já é bastante original, visto que é comum vermos, na cultura pop, padres guerreiros, agora, freiras guerreiras? Esta é uma novidade que foi até divertida de assistir.
Warrior Nun começa de forma bastante frenética. Somos apresentados à Ordem da Espada Cruciforme, em um momento decisivo: sua líder, irmã Shannon está à beira da morte e precisa passar o “Halo” para outra irmã. Acontece que elas são emboscadas e para que o artefato não caia nas mãos de assassinos, uma irmã o coloca no corpo sem vida de uma garota tetraplégica, que estava no necrotério da igreja onde ocorre o ataque. O que ninguém esperava é que o Halo fosse ressuscitar a jovem e que ela fugiria de lá com ele.
Passamos então a conhecer Ava Silva. Uma jovem órfã de 21 anos, que viveu os últimos dez deitada na cama de um orfanato na Espanha, por ter perdido a mãe e todos os movimentos do corpo em um acidente de carro. Ava nunca pôde ter uma vida “normal” como as das demais meninas, tudo lhe foi tirado e agora ela vê uma oportunidade, uma segunda chance.
A Ordem da Espada Cruciforme, porém, não vê a situação desta maneira. A fuga de Ava e sua crescente atitude negativa em aceitar o “destino” como portadora do Halo, faz com que alguns líderes e irmãs da Ordem desconfiem dela e tentem pegar o objeto sagrado de volta, custe isso a vida da jovem, ou não.
Falando sobre a missão delas, as irmãs têm como objetivo expulsar os demônios da Terra e cabe à Warrior Nun o poder do Halo Sagrado do anjo Adriel para elevar seu poder e equilibrar a balança contra o mal.
Além disso, há também os avanços científicos de uma cientista que pretende usar o poder de um metal raro, em posse da Igreja Católica, para ativar uma máquina capaz de abrir um portal para o que acreditam ser o “Paraíso”, mas, no fim, a pergunta que fica é: será que essa porta não dar no Inferno, ao invés disso?
Com várias reviravoltas e um cliffhanger bem interessante, a primeira temporada de Warrior Nun foi legal de assistir, entretanto, a construção da protagonista, apesar de boa, não nos deixa simpatizar com ela, isso porque Ava está realmente decidida a não seguir a “Jornada do Herói”, mas como toda rebelde, ela encontrará, em algum momento, um bom motivo para lutar…



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