O ano era 2008 e eu tinha apenas 14 anos. Adorava as personagens clássicas que tanto faziam sucesso na literatura de horror/terror, por isso li em inglês, no formato pdf Beijos de Vampiro pela primeira vez, isso porque o livro nem fora publicado no Brasil até aquele momento. Não me lembrava muito bem de minhas opiniões sobre a escrita de Ellen Schreiber, logo, cá estou eu, quase 20 anos depois, relendo e comentando uma das histórias que embalou minha adolescente baby bat.
Beijos de Vampiro é narrado em primeira pessoa por Raven, uma adolescente gótica que mora em uma típica cidade do interior dos E.U.A.: cheia de preconceituosos. O problema é que Raven é uma gótica bem estereotipada e superficial. Ela é gótica porque veste preto e é fascinada por vampiros e filmes de terror; não fala muito sobre o que lê, o que pensa, o que gosta, apenas reclama de sua “Tediolândia” e deseja ardentemente tornar-se uma vampira.
Como não poderia deixar de ser, ela sofre bullying do garoto popular da escola, que é secretamente apaixonado por ela, e Raven é tão superficial que em alguns momentos, até pensa em corresponder o embuste.
A história de Beijos de Vampiro começa mesmo quando uma família de góticos, bem no estilo Adams, se muda para uma mansão tida como assombrada na cidade. A partir daí, Raven fica louca para conhecê-los e descobrir se eles são vampiros e, quem sabe, conseguir uma mordida…
Sinceramente, Beijos de Vampiro não chegou a ser uma leitura pedante, contudo, a construção da narrativa é tão repleta de absurdos que eu não conseguia parar de sentir vergonha alheia pela protagonista e pela autora, Ellen Schreiber. É com tristeza e pesar que digo: esse livro não sobreviveu a releitura.



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