5 de maio de 2026
[RELENDO...] 1984, de George Orwell


1984 é para mim, sem sombra de dúvidas, a melhor distopia já escrita até hoje; e olha que eu já li várias! George Orwell teceu com maestria esta história comovente e aterradora, a qual sobreviveu com louvor à minha releitura após trezes anos. 

Não deveria ter demorado tanto tempo para reler 1984! Com certeza esse é o tipo de leitura que deve ser feita com frequência, mas independente da década em que você a ler, ela infelizmente parece nunca perder sua atualidade… 

Em 1984 acompanhamos Winston Smith, um homem próximo aos 40 anos que vive numa Londres distópica dominada por um partido autocrático extremamente controlador e doentio. Apesar de saber que isso pode lhe trazer sérios problemas, Winston compra um caderno e começa a anotar seus dias nele, suas impressões e reflexões sobre o mundo e sobre o controle do partido. 

No mundo de 1984 todos são vigiados constantemente através de televisores, câmeras, escutas, microfones, enfim, ninguém tem privacidade. Sentimentos e emoções, fora os de devoção ao partido, são fortemente desencorajados e o objetivo é que tais instintos humanos deixem de existir com o tempo. 

Winston com seu diário e pensamentos subversivos sobre uma revolução encabeçada pelos “proletas” (quase trabalhadora que não faz parte do partido) começam a chamar a atenção de outras pessoas, o que pode significar que ele terá aliados ou inimigos muito poderosos… 

1984 é uma narrativa pungente. Um verdadeiro soco no estômago. A forma como George Orwell narra a vida cercada de miséria e imundície dos membros do partido e dos proletas, a alienação intelectual imposta a eles à níveis grotescos, beirando a insanidade, as descrições de torturas psicológicas, tudo é muito vívido e por isso mesmo extremamente doloroso de se acompanhar, mas, está é, como dito antes, uma leitura necessária e muito atual. 


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